BH: Maurizio Gallo

Nos últimos tempos, entramos em uma “vibe” de restaurantes italianos, o que é ótimo, já que um prato de massa dificilmente decepciona. Então, após irmos ao Est! Est!! Est!!! e ao Dona Derna, resolvemos conhecer o já tradicional Maurizio Gallo.

O restaurante é comandado pelo simpático italiano Maurizio Gallo, que tivemos a felicidade de conhecer no dia. Zeloso com o serviço e com a reputação do restaurante, ele esteve o tempo todo circulando entre as mesas, checando pedidos e a opinião dos clientes, e até parava um pouco para conversar.

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Fomos na unidade nova no Lourdes, deixando a da Avenida Nossa Senhora do Carmo para outra oportunidade. De longe, é possível localizar a Casa facilmente, por conta das bandeirinhas da Itália.

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O restaurante tem dois andares, sendo que o primeiro tem pouquíssimas mesas e o movimento fica concentrado mesmo é no segundo, onde sentamos na varanda. Fomos para um almoço de domingo, e o ambiente estava muito agradável.

E preciso dizer que achei uma graça os jogos americanos com tecido xadrez de vermelho e branco! Uma maneira divertida e menos óbvia de trazer a tradicional toalha italiana pra mesa.

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Para beber, escolhemos uma garrafa do tempranillo espanhol Toro Loco (R$56,93).

Já falamos por aqui que não somos entendidos do assunto e que, por isso, o nosso critério na hora de escolher um vinho é basicamente preço. O engraçado foi o Maurizio Gallo, quando nos viu olhando a carta de vinhos, comentar (aparentemente decepcionado) que ele faz de tudo para trazer opções de vinhos mais em conta, mas que os belorizontinos insistem nos rótulos mais caros, motivando, assim, constantes mudanças na carta. Depois tem gente que não entende o porquê dos altos preços nos restaurantes de BH…

Nós aproveitamos uma promoção do restaurante e pagamos 59 reais por prato principal e sobremesa para duas pessoas. O preço que pagamos valeu muito a pena, pois as massas custavam, em média, 45 reais, e as sobremesas, 18 reais. Achamos os preços normais um pouco salgados, pois se tratavam de pratos simples.

Nossos pratos demoraram muito, aproximadamente 50 minutos. No entanto, a falha foi devidamente justificada e desculpada pelo proprietário, que, como dissemos no início do post, estava o tempo todo circulando pelo restaurante e conversando com os clientes. Essa atenção faz grande diferença, fazendo o cliente entender que esses inconvenientes não são fruto de descaso, mas sim dos desafios de prestar um bom serviço.

Um detalhe: o Maurizio Gallo oferece opções de massas e sobremesas sem glúten e lactose para os intolerantes – ou mesmo para quem apenas resolveu cortá-los da dieta.

Quando saímos pra comer massa, geralmente precisamos optar por entrada ou sobremesa, pois sempre ficamos muito satisfeitos. Nesse caso, como já comeríamos sobremesa, pulamos a entrada.

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Fettuccine caseiro com molho campestre (molho de tomate pelado italiano com mini almôndegas)

A massa caseira estava deliciosa. Pra mim, que prefiro mais cozida do que al dente, o ponto estava ideal. O problema ficou por conta das mini almôndegas: tão minis e em pouca quantidade, que o molho mais parecia bolonhesa, só que com pouca carne. Gostosa, mas não acho que valha o preço regular (cerca de 45 reais).

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Fettuccine caseiro com molho de cordeiro (molho de tomate pelado italiano com cordeiro desfiado e especiarias)

Assim como o prato anterior, o fettuccine com molho de cordeiro não surpreendia pela quantidade de carne, apresentando alguns poucos pedaços misturados à massa. Apesar do excesso de sal no molho, o conjunto estava saboroso, e a massa no ponto certo.

Na minha próxima vez no restaurante, vou pedir o espaguete flambado na forma de parmesão, que, só pela apresentação e preparo, já vale o prato.

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Fatias de salame de chocolate com sorvete

Pela quantidade, seria difícil dividir essa sobremesa pra dois, além do fato de que seu preço regular é alto (18 reais). O salame estava gostoso, mas nada excepcional. Já o sorvete tinha cristais de gelo…

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Tiramisù

A sobremesa estava muito boa, embora pudesse ter mais queijo mascarpone. Um detalhe que me intrigou (e me conquistou) foi a massa, que não parecia de biscoito, e sim de pão-de-ló.

Tudo estava bom, mas nada excelente. Os preços regulares são um pouco altos, considerando a falta de complexidade dos pratos e sobremesas. Se você conseguir uma promoção como a nossa, vale a pena aproveitar para conhecer o restaurante.

Ristorante Maurizio Gallo: Rua dos Aimorés, 2305, Lourdes – (31) 2514.3020 / Av. Nossa Senhora do Carmo, 860, São Pedro – (31) 2555.5432

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BH: Est! Est!! Est!!! Autentica Cucina Italiana

No último final de semana, recebemos uma visita muito especial em BH e, para fazer aquela média, decidimos levá-la para jantar em um bom restaurante, mas que não fosse muito caro (o que tem ficado cada vez mais raro por essas bandas). Escolhemos o  Est! Est!! Est!!! porque as massas têm uma boa faixa de preço, a maioria entre 23 e 36 reais.

A principal característica do Est!, segundo eles mesmos, é fazer uma comida tipicamente italiana – e não abrasileirada, como estamos mais acostumados -, com receitas o mais próximas possível das originais. Por isso, alguns clientes podem estranhar o tempero (ou sua falta), mas eles são suficientemente compreensivos nesse aspecto, deixando moinhos de sal e pimenta do reino na mesa, para que cada um possa ajustar o tempero ao seu gosto, caso julgue necessário. Além disso, o ponto da massa é, em regra, mais al dente, mas voltamos a esse assunto depois.

Já tínhamos ido lá outras vezes, mas fazia muito tempo que não voltávamos. Apesar do jantar agradável, a primeira lição que fica é que a falta de regularidade da casa faz com que ela seja uma escolha um tanto quanto arriscada para uma ocasião mais especial.

O atendimento foi bem irregular: em alguns momentos, muito atencioso; mas, em outros, bastante relapso.

Vale dizer que há um menu sazonal, que, de tempos em tempos, homenageia alguma região italiana. No entanto, não o experimentamos em nenhuma ocasião.

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O casarão possui vários ambientes, correspondentes aos antigos cômodos em que viviam os familiares dos sócios. Mesmo tendo reservado com antecedência, fomos alocados na área externa, perto da entrada, uma localização não muito boa…

A decoração é simples, mas cheia de pequenos detalhes (e alguns não tão pequenos assim, como a banheira com plantas e rolhas de vinho no banheiro feminino) que nos remetem à temática italiana. O conjunto resulta em um ambiente charmoso e aconchegante, especialmente na parte interna, mas fugindo do batido estilo “Cantina da Nonna”.

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Finalmente pudemos comprovar que o Est! serve uma garrafa de água de graça para todos os clientes. Nas outras ocasiões em que estivemos por lá, não recebemos essa cortesia. Dessa vez, assim que sentamos na mesa, recebemos essa garrafa roxa, e reparamos que todas as mesas à nossa volta também tinham uma garrafa. Ponto para a casa, que agrada os clientes em cheio com esse pequeno mimo.

A carta de vinhos é vasta e, para não fugirem à temática, todos são italianos. Para beber, escolhemos uma garrafa do vinho Santa Cristina (R$115,00), da região da Toscana. Vocês já sabem que nosso forte não é vinho, mas achamos esse bem gostoso.

Apesar de não termos pedido cerveja, vimos que o Est! não fica só no tradicional combo belorizontino Stella e Heineken, e apresenta algumas opções de outros estilos. Para aqueles que desejam um jantar italianíssimo, podem pedir uma Birra Moretti ou outras cervejas italianas.

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Couvert: pão artesanal italiano, molho de pimentões e anchovas, patê de azeitonas pretas, manteiga aromatizada (R$4,00 por pessoa)

Embora a quantidade de pães tenha sido suficiente para três pessoas, os acompanhamentos poderiam vir em maior volume. Vamos combinar, né… racionar os molhos do couvert é sacanagem. O patê de azeitonas pretas estava delicioso, assim como os pimentões. Perto deles, a manteiga ficou sem graça e esquecida, mas não era ruim. Além disso, os pães não são servidos aquecidos, um detalhe que sentimos falta e que faz a diferença.

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Rigatoni ai Quattro Formaggi: rigatoni com molho de quatro queijos italianos (R$34,00)

A foto ruim faz jus à decepção com essa massa. Não é que as expectativas fossem altas e o prato não estava à altura, e sim que, de fato, é uma opção fraca. O cardápio não esclarece quais são os tais quatro queijos, e eu estou até hoje querendo saber se realmente havia quatro tipos de queijo ali e quais seriam. A massa estava dura, e não al dente, o que podemos afirmar com certeza, pois a massa dos outros pratos estava de fato no ponto correto e, ainda assim, muito mais cozida do que essa.

A apresentação era sofrível, e o montinho de queijo parmesão em apenas um ponto indicava a falta de esmero na montagem do prato, que, sejamos sinceros, tinha um grau muito baixo de dificuldade. Diante disso tudo, na medida do possível, o prato não estava ruim, mas definitivamente não pediria de novo, pois não foi uma massa que deu gosto de comer, entendem? Faltava sabor…

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Rigatoni alla Boscaiola: rigatoni com molho de linguiça e cogumelos com creme de leite (R$36,00)

Os outros dois pratos da mesa foram do mesmo tipo, esse Rigatoni alla Boscaiola, que, de todas as opções que já experimentamos na casa, é a que mais gostamos. Mais uma vez, a falta de cuidado na montagem era evidente: enquanto um prato veio bonito e apetitoso, com muita linguiça e cogumelo, o outro veio assim, mais feinho. O aspecto mais marcante desse prato é, sem dúvida, o aroma divino dos cogumelos.

Se os cogumelos eram o ponto alto do prato, a linguiça decepcionava. Os poucos pedaços rosados de carne não contribuíam nada com o conjunto, nem no gosto nem na apresentação. A verdade é que a linguiça não tinha muito gosto, o que a tornava imperceptível quando reunida com os cogumelos. Honestamente, não sei se isso se deve ao tamanho dos pedaços, que eram muito pequenos, ou ao gosto da própria linguiça. De qualquer forma, as experiências anteriores com o Rigatoni alla Boscaiola do Est! foram mais recompensadoras.

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Tiramisù (R$14,00)

Pra fechar a noite, nada melhor do que confirmar o estereótipo de nossa refeição, pedindo a sobremesa que não pode faltar em todo restaurante italiano: tiramisù. Estava bem saboroso, com o gosto de café bem suave e a textura do creme no ponto certo. Muito melhor do que a Panna Cotta que experimentamos em outra ocasião, que não tinha sabor nenhum.

O Est! Est!! Est!!! é uma boa opção para um jantar um pouco mais em conta do que a média de preços praticada em BH. No entanto, a falta de regularidade da casa, tanto nos pratos, quanto no atendimento, faz com que seja melhor evitá-la em ocasiões especiais. Não vá sem reserva, pois vimos pessoas esperando em pé na porta por mais de hora…

Est! Est!! Est!!! Autentica Cocina Italiana: Av. Getúlio Vargas, 107, Funcionários – (31) 2526.5852

BH: Dub

Nos últimos anos, têm surgido, no Edifício Maletta, diversos novos bares, tanto na bela varanda com vista para a Rua da Bahia ou para a Av. Augusto de Lima, quanto em seu interior, sem contar aqueles localizados na calçada, como a nova unidade do Duke’n’Duke.

Sobre o assunto, vale a pena ler esse post no Blog do Girão.

Com tamanha variedade e em busca de novidades, nós dois resolvemos começar a explorar tudo o que o Maletta tem para oferecer. Então, além desse post sobre o Dub, ainda virão mais posts sobre outros bares de lá.

Por enquanto, das opções no segundo andar, o Dub tem sido o nosso preferido. Esse post é fruto de três idas ao bar, que definitivamente conquistou nossos corações com boa comida, boa bebida e preços razoáveis.

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O Dub está localizado na varanda do segundo andar, com frente para a Rua da Bahia e lateral para o corredor. Sua localização estratégica permite que o Dub distribua mais mesas do que os bares do meio da varanda, sendo possível que o cliente se sente em uma mesa próxima à varanda e aproveite a vista, ou no corredor e se proteja do vento nos dias frios. Caso não haja mesa disponível, dá para sentar no balcão e beber uns drinks enquanto espera.

A decoração externa é bem simples, e há mesas e cadeiras de madeira confortáveis. Aqui, confessamos uma falha nossa: em nenhuma das vezes, entramos no bar para reparar na decoração da parte interna, mas vimos que tem uma mesa com sofá.

O atendimento é ok. Os pratos chegam rápido, mas não é possível fazer nenhuma alteração nos pedidos, pois, aparentemente, as porções já são pré-preparadas.

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Em nossa primeira ida, sentamos na disputada varanda e bebemos umas cervejas Gold, produzida pela Kaiser. A long neck custa R$5,50. O bar apresenta uma variedade razoável de cervejas.

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Mini Porpetas Dub: acompanha pães variados com molho pelati em ervas frescas (R$25,00) – obs: possui opção vegan.

A porção vem em quantidade suficiente para duas pessoas. O molho provavelmente é feito com tomate pelado enlatado, aparentemente misturado com tomates frescos. Pra quem é um pouco chatinho, é possível sentir o gosto característico de molho de tomate pronto. Felizmente, ainda assim, o molho é delicioso e muito bem temperado com cebola e ervas, além dos pedaços grosseiros de tomate pelado. As mini porpetas tinham casquinha crocante e interior macio, e também estavam bem temperadas. As torradas de baguete italiana também estavam muito boas e complementavam perfeitamente o prato (só não conseguimos enxergar a variedade dita na descrição, mas tudo bem). Delícia, excelente custo-benefício, vale muito a pena pedir! E ponto por Dub, que oferece uma opção vegan do prato!

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O bar é famoso pela extensa e variada carta de drinks, tanto que foi eleito pela Veja BH como a melhor carta de drinks em 2013. E de lá pra cá, o número de opções aumentou bastante. A média de preços é de 19 reais. Há desde drinks tradicionais, como a Margarita da foto, até alguns mais diferentes, com combinações inusitadas.

Ah, a Margarita estava bem forte, sinal de que eles não economizam no álcool! hehehe

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Linguicinha Vip: com vinho tinto reduzido e molho de mostarda dijon (R$23,00)

Essa foi a única porção que nos decepcionou um pouco. A mostarda não era dijon, e sim do tipo holandesa (escura). Esperávamos que o vinho tinto reduzido fosse um molho, mas na verdade se tratava de um potinho com cebola em tiras, cozida em vinho. As linguicinhas deveriam ter sido fritas por menos tempo, pois ficaram esturricadas por fora e secas por dentro. A porção até que não estava ruim, mas poderia ser beeem melhor.

A porção vem em quantidade suficiente para duas pessoas, mas para ser comida como petisco apenas. Nesse dia, só passamos lá para um happy hour rapidinho, e fomos jantar no Oak, onde ainda comemos prato principal e sobremesa. gordos

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Hacienda La Punta (Chile) – Cabernet Sauvignon (R$40,00)

Além das cervejas e coquetéis, há algumas garrafas de vinho com preço muito amigo (entre 32 e 85 reais) e também a opção de taças de vinho malbec, rosé e sauvignon blanc (12 reais). Não entendemos nada de vinho, e nosso critério é: se dá pra beber, então é bom. E, sim, já que não entendemos nada, escolhemos vinho pelo preço. Pelos nossos critérios, esse estava ótimo.

Eles perguntam se você prefere em temperatura ambiente ou frio. Pedimos frio, e veio muito gelado.

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Iscas de Filet Mignon ao Vinho com Cogumelos Frescos: filet em iscas, cogumelos, vinho branco, tomatinho cereja e creme de leite fresco. Acompanha pães variados. (R$36,00)

Os cogumelos são: cogumelo de paris, shiitake e shimeji, e são utilizadas as versões frescas. Nós amamos cogumelos, e a porção foi muito bem preparada, pois tinha cogumelos com fartura e era possível sentir perfeitamente o gosto de cada um. Aliás, tinha tanto cogumelo, que até achamos que tinha pouca carne, mas, no fim das contas, a proporção estava boa. O molho estava muito gostoso, mas achamos que tinha pouco caldo (amamos molhar o pão no caldinho, quem não?). A carne estava boa, as tiras de filé tinham um bom tamanho e estavam no ponto certo.

Os pães que acompanham a porção são os mesmos que acompanham as mini porpetas, ou seja, baguete italiana e nada de variedade. Isso não é exatamente um problema, pois o pão é gostoso, mas, nesse ponto, a descrição do prato não bate com a realidade.

O Dub é um ótimo lugar para um happy hour ou até mesmo um jantar, seja a dois ou com os amigos. O bar tem uma boa variedade de bebidas e porções a bons preços. Há também hambúrgueres e sanduíches, com média de preços de 20 reais (vimos alguns sendo servidos e pareciam muito bons, queremos ir lá provar). Enfim, boa comida, boa bebida e bom preço. Vale a pena.

Dub: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, sobreloja 5 (varanda do segundo andar), Centro – (31) 3234.2405.