BH: Buffet Bhagwan

O Buffet Bhagwan é um restaurante indiano comandado pelo chef Bhagwan Sinh. Localizado fora do burburinho do Lourdes, em uma casa no bairro Sagrada Família, o grande destaque do lugar é, de fato, sua comida. Não vá até lá pensando em ostentar, em ver ou ser visto. O foco é comer bem, simples assim.

Fomos por indicação de amigos, que nos disseram que lá era melhor do que o Maharaj, restaurante indiano localizado no Consulado da Índia, que tinha tudo pra ser ótimo, mas não curtimos muito.

O cardápio está todo no site, o que é maravilhoso, pois é possível ir já com uma noção do que comer e de quanto gastar. Os preços no site estão desatualizados, mas as diferenças não são muito grandes – em algumas coisas, 50 centavos ou 1 real, e no prato principal, cerca de 5 reais.

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O atendimento não foi muito bom, mesmo em dia de semana e o restaurante não estando cheio. O problema é que, aparentemente, só havia um garçom pra atender todo mundo, o que complica um pouco, considerando que a casa possui vários ambientes.

Como dito, a casa é bem simples e as mesas não têm nem forro ou jogo americano. Paredes, mesas, tudo é muito vermelho, o que nos causou uma certa estranheza. O excessivo vermelho somado aos elementos de decoração tipicamente indianos tornam o ambiente um tanto quanto brega, mas dá pra ignorar… Enquanto isso, ficavam passando clipes indianos na tv que estava bem à nossa frente.

A todo momento, o ambiente era inundado pelo enebriante cheiro dos temperos…

Para beber, longnecks de Gold (R$5,00) e uma água ao final.

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Pyaaz kulcha: pão indiano recheado com cebola (R$5,00)

Chutneys: variados saborosos molhos indianos (R$6,00)

Para começar, escolhemos um pão indiano e pedimos o trio de chutneys para acompanhar. O pão era, ao mesmo tempo, macio e crocante. Apesar de bem temperadinho, os chutneys são o complemento ideal. O vermelho é de mamão e mais apimentado, o verde é de hortelã e o marrom, de tamarindo.

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Kesari pullao: arroz temperado com especiarias indianas (R$7,50)

Murg masala: cubos de frango ao molho masala (R$28,90)

Essas duas tigelinhas de arroz e frango podem parecer pequenas, mas servem bem duas pessoas – e ainda sobrou um pouco de arroz.

Os cubos de frango estavam bem cozidos e macios. Mas o que nos fez cair de amores por esse prato foi o molho masala, que estava “de lamber os beiços”, hahaha. O molho estava bem grosso e saboroso, com o gosto forte dos temperos e levemente picante, mas suportável até mesmo para quem não é muito chegado em pimenta.

Como tempero pouco é bobagem, pedimos o arroz com especiarias. A tonalidade laranja bem forte era até engraçada, mas o arroz estava muito gostoso. As castanhas picadas utilizadas na decoração poderiam ter vindo em maior quantidade, pois proporcionavam uma agradável crocância à refeição.

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Gulab Jamun: bolinhas de leite na calda com essência de rosas com sorvete (R$7,50)

Para a sobremesa, a gordice falou mais alto e pedimos um gulab jamun para cada. Infelizmente, não foi dos melhores que já comemos… Ainda assim, considero uma sobremesa imperdível, já que não a encontramos em qualquer lugar.

Bom, o Buffet Bhagwan com certeza nos conquistou. Simplicidade, comida deliciosa e preços muito bons! Vale muito a pena sair do reduto do Lourdes para conhecer esse restaurante indiano.

Buffet Bhagwan: Av. Conselheiro Lafaiete, 771, Sagrada Família – (31) 3653.3000. Horário de funcionamento: almoço self-service de terça a sexta, de 12h às 15h; almoço à la carte, sábado, de 12h às 16h, e domingo, de 12h às 17h; jantar à la carte, de segunda a quinta, de 19h às 23h, e sexta e sábado, de 19h à 0h.

E ainda tem delivery! Vamos pedir sim ou com certeza?

1 ano de Cozido Misto!

Há um ano, em outubro de 2013, criamos o Cozido Misto. A ideia era falar dos lugares que conhecíamos e dividir um pouco da nossa cozinha com vocês. E queremos passar a falar sobre viagem por aqui também, o que acham?

O blog é um hobby pra nós dois. Fazemos porque nos divertimos, porque nos dá prazer. E embora a boa vontade seja grande, ainda somos bem amadores em relação à fotografia, edição de imagem, etc. Fomos aprendendo tudo sozinhos. E aí percebemos que não temos o gene blogueiro dentro de nós, e sim o gene da mente gorda, hahaha. Quem nos acompanha no instagram (segue lá! @cozidomisto) já deve ter percebido que muitas fotos são postadas com a hashtag “latergram”. A razão disso é que, embora a gente lembre de tirar a foto, ficamos sempre tão ansiosos para comer, que esquecemos de postar na hora. E assim já deixamos passar várias coisas, porque a vontade de fazer gordice acaba sendo maior do que a preocupação em compartilhar tudo em tempo real. Mas estamos sempre nos esforçando para fazer, cada vez mais, um conteúdo bacana para vocês!

Por aqui, ninguém fica em cima do muro. Quando gostamos, elogiamos. Mas quando não gostamos, criticamos. Sem meias palavras, sem puxar saco, sem medo de desagradar. O blog reflete exclusivamente nossa opinião.

Nesse tempo, uma coisa engraçada também aconteceu. Quem nos acompanha desde o início provavelmente sabe que não gostávamos de vinho. Continuamos não entendendo absolutamente nada, mas aprendemos a gostar desde que viajamos para a Argentina e o Uruguai em abril desse ano. Afinal, por lá fomos obrigados a beber muito vinho, já que eram tão bons e baratos…

Nunca fizemos propaganda do blog, que cresce a cada dia por suas próprias pernas. E essa é nossa maior satisfação: saber que, mesmo sem nos conhecerem, conseguimos conquistar nosso público, exclusivamente pelo conteúdo que produzimos.

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Pra comemorar, compramos uma caixa de brigadeiros do Cadê Meu Brigadeiro?, um food truck especializado nessa delícia. Para saber onde encontrá-los, é só acompanhar o instagram deles, que eles postam todo dia onde vão estar. Aliás, é bom ficar de olho na onda dos food trucks, que finalmente está chegando a BH.

Os sabores do dia eram castanha de caju, nozes, limão, chocolate branco e coco queimado. A caixa com 9 brigadeiros pequenos custou R$18,00 (ouch! muito caro).

Por gostarmos mais de brigadeiro de chocolate preto, os nossos preferidos foram os cobertos com castanha de caju e com nozes. A textura e o sabor lembram os de trufa, sendo um pouco diferente do brigadeiro com que estamos acostumados. O gosto do chocolate é bem marcante, o que sempre é um ponto a favor. Na nossa lista de preferências, a posição seguinte ficou com o brigadeiro branco coberto com coco queimado, que é bastante gostoso também.

Já o de chocolate branco tinha dois problemas: era doce demais e as bolinhas crocantes que o cobriam eram muito grandes, o que deixava o brigadeiro desproporcional. O único que realmente não gostamos foi o de limão, cujo sabor era artificial demais. Os gostosos confeitos de chocolate escondiam a nada convidativa coloração verde do brigadeiro.

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Então, é isso. Feliz aniversário para o Cozido Misto! Agradecemos pela companhia e por nos acompanharem ao longo desse ano! Esperamos que seja apenas o primeiro! :)

Com carinho,

César e Mariana

BH: Glouton

Por causa do blog, tentamos evitar repetir lugares, já que há muitos para conhecermos. Por isso, estávamos guardando o Glouton para uma ocasião especial, e enquanto isso fomos flertando com a culinária do chef Leonardo Paixão em alguns eventos pela cidade, como no Gastronomia na Praça e na feirinha mensal do Projeto Aproxima.

O Glouton foi eleito em 2013 o Restaurante Revelação pela Veja Comer e Beber BH. Em 2014, já estabelecido e consolidado, recebeu o prêmio de melhor cozinha contemporânea e Leonardo Paixão ganhou o título de chef do ano.

Escolhemos o Glouton para comemorar nosso aniversário de namoro em um jantar romântico que sabíamos que não nos decepcionaria e faria jus à ocasião! :)

glouton romance

Sentamos no salão (há também um jardim interno e mesas na calçada). A decoração é simples, porém bonita. O objetivo é, certamente, não ofuscar a estrela do restaurante: cozinha exposta bem no meio do salão.

O atendimento é ok. Nada excepcional, que impressione o cliente, mas certamente fomos bem atendidos. Ainda assim, a impressão que fica é de simpatia, talvez pelo sorriso largo sempre estampado no rosto do chef Leonardo Paixão. Ah, e o uniforme listrado dos garçons (bem francês!) é uma graça, rs.

É imprescindível fazer reserva. Em plena terça-feira, a fila de espera era enorme! Ficamos impressionados, mas não surpresos. O Glouton é, sem dúvida, o restaurante do momento, em razão de sua boa comida e seu chef premiado. Somam-se a isso a excelente localização, bem no coração do Lourdes, e os preços dos pratos um pouquinho melhores do que seus concorrentes (veja bem, não é barato, apenas menos caro do que outros restaurantes na mesma região).

Ah, nós utilizamos o nosso Duo Gourmet, com o qual você compra um prato principal e ganha outro de igual ou menor valor.

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Para beber, fomos de Hoegaarden, uma ótima cerveja belga (R$9,50). Era uma terça e já tínhamos bebido uma garrafa de vinho na noite anterior… Mas, a título de curiosidade, demos uma olhada na carta de vinhos e não achamos os preços muito atrativos.

E como não poderia deixar de ser, considerando a formação francesa do chef, eles oferecem gratuitamente água filtrada em jarra para os clientes.

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O cardápio não é extenso, e nem precisa ser! As opções cabem em uma folha e já são suficientes para te deixar em dúvida. Mas a verdadeira razão é que o menu é sazonal, e varia conforme a disponibilidade e preço dos ingredientes.

O Glouton investe em produtos de qualidade, que fazem toda a diferença no resultado final, e em ingredientes tipicamente brasileiros empregados de forma muito criativa. E a apresentação dos pratos é de encher os olhos!

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Pastilha de queijo canastra com mel (R$23,00)

Para a entrada, nada mais mineiro do que o combo queijo canastra e mel. As pastilhas parecem um pastelzinho, com uma fina camada crocante triangular que envolve o queijo canastra derretido. O mel vem num potinho separado, para que o cliente possa utilizar a quantidade que preferir. Apesar de simples, é uma entrada maravilhosa e que recomendamos muito. A única crítica fica por conta da quantidade de óleo no fundo do pote das pastilhas: apesar de elas estarem bem sequinhas e crocantes, a visão da poça de óleo não foi muito agradável…

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Papada de porco braseada e assada, mil-folhas de mandioca e molho de laranja (R$52,00)

Já sabíamos que esse seria um dos pratos da noite desde que comemos uma variação dele no Gastronomia na Praça. Prato irretocável, criativo, executado à perfeição. A carne simplesmente desmancha com um leve toque do garfo, coisa linda de se ver e comer. O mil-folhas de mandioca é uma ideia ótima para um ingrediente muito simples e comum, feito a partir de lâminas de mandioca sobrepostas. A mandioca estava deliciosa e muito macia! Por fim, o molho de laranja era suave e complementava bem o porco e a mandioca, fazendo com que todos os elementos do prato harmoniosamente se conjugassem.

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Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão (R$69,00)

Sendo a papada uma pedida certa, sucesso reconhecido do restaurante, o segundo prato era uma incógnita. Optamos pelos Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão, tanto porque a descrição já era o suficiente para salivarmos quanto pelos elogios que já tínhamos ouvido sobre o prato. E a escolha não poderia ter sido mais certa.

Os camarões estavam perfeitos. Eram grandes como a descrição anunciava e estavam no ponto exato, nem molengas nem borrachudos. O ravióli contava com uma finíssima massa, o que permitia sentir, ao máximo, o gosto da pasta da moranga em seu interior. E o molho… que molho era esse?! O curry se apresentava no primeiro contato com a boca, mas jamais ofuscando o capim limão, cujo sabor se revelava gradualmente. Evidentemente, é um molho de gosto forte, o que pode desagradar alguns. Mas esse não foi o nosso caso.

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Torta de chocolate, flor de sal, pimenta do reino e calda quente de caramelo (R$18,00)

Por fim, a estrela da noite e dos nossos corações, o momento mais aguardado do jantar! hahaha A torta mousse tem sabor marcante de chocolate amargo. Por isso, a flor de sal e a calda de caramelo quente formam o trio perfeito com ela, já que os sabores doce e salgado ficam bem equilibrados. A calda quente de caramelo é derramada sobre a torta já na mesa, uma visão de matar qualquer gordinho do coração! Seríamos muito felizes comendo isso todo dia…

Então, o Glouton é tudo isso que dizem e mais. Fomos com as expectativas altíssimas e saímos de lá mais do que satisfeitos! Bom atendimento, comida maravilhosa, criatividade, simpatia, simplicidade… Enfim, vale muito a pena e faz jus à fama que tem construído!

Glouton: R. Bárbara Heliodora, 59, Lourdes – (31) 3292.4237. Horário de funcionamento: de terça a quinta de 19:30 à 0h; sexta de 12h às 15h, de 19:30 à 01h; sábado de 13h às 17h, de 19:30 à 01h; domingo de 13h às 17h.

BH: Maurizio Gallo

Nos últimos tempos, entramos em uma “vibe” de restaurantes italianos, o que é ótimo, já que um prato de massa dificilmente decepciona. Então, após irmos ao Est! Est!! Est!!! e ao Dona Derna, resolvemos conhecer o já tradicional Maurizio Gallo.

O restaurante é comandado pelo simpático italiano Maurizio Gallo, que tivemos a felicidade de conhecer no dia. Zeloso com o serviço e com a reputação do restaurante, ele esteve o tempo todo circulando entre as mesas, checando pedidos e a opinião dos clientes, e até parava um pouco para conversar.

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Fomos na unidade nova no Lourdes, deixando a da Avenida Nossa Senhora do Carmo para outra oportunidade. De longe, é possível localizar a Casa facilmente, por conta das bandeirinhas da Itália.

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O restaurante tem dois andares, sendo que o primeiro tem pouquíssimas mesas e o movimento fica concentrado mesmo é no segundo, onde sentamos na varanda. Fomos para um almoço de domingo, e o ambiente estava muito agradável.

E preciso dizer que achei uma graça os jogos americanos com tecido xadrez de vermelho e branco! Uma maneira divertida e menos óbvia de trazer a tradicional toalha italiana pra mesa.

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Para beber, escolhemos uma garrafa do tempranillo espanhol Toro Loco (R$56,93).

Já falamos por aqui que não somos entendidos do assunto e que, por isso, o nosso critério na hora de escolher um vinho é basicamente preço. O engraçado foi o Maurizio Gallo, quando nos viu olhando a carta de vinhos, comentar (aparentemente decepcionado) que ele faz de tudo para trazer opções de vinhos mais em conta, mas que os belorizontinos insistem nos rótulos mais caros, motivando, assim, constantes mudanças na carta. Depois tem gente que não entende o porquê dos altos preços nos restaurantes de BH…

Nós aproveitamos uma promoção do restaurante e pagamos 59 reais por prato principal e sobremesa para duas pessoas. O preço que pagamos valeu muito a pena, pois as massas custavam, em média, 45 reais, e as sobremesas, 18 reais. Achamos os preços normais um pouco salgados, pois se tratavam de pratos simples.

Nossos pratos demoraram muito, aproximadamente 50 minutos. No entanto, a falha foi devidamente justificada e desculpada pelo proprietário, que, como dissemos no início do post, estava o tempo todo circulando pelo restaurante e conversando com os clientes. Essa atenção faz grande diferença, fazendo o cliente entender que esses inconvenientes não são fruto de descaso, mas sim dos desafios de prestar um bom serviço.

Um detalhe: o Maurizio Gallo oferece opções de massas e sobremesas sem glúten e lactose para os intolerantes – ou mesmo para quem apenas resolveu cortá-los da dieta.

Quando saímos pra comer massa, geralmente precisamos optar por entrada ou sobremesa, pois sempre ficamos muito satisfeitos. Nesse caso, como já comeríamos sobremesa, pulamos a entrada.

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Fettuccine caseiro com molho campestre (molho de tomate pelado italiano com mini almôndegas)

A massa caseira estava deliciosa. Pra mim, que prefiro mais cozida do que al dente, o ponto estava ideal. O problema ficou por conta das mini almôndegas: tão minis e em pouca quantidade, que o molho mais parecia bolonhesa, só que com pouca carne. Gostosa, mas não acho que valha o preço regular (cerca de 45 reais).

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Fettuccine caseiro com molho de cordeiro (molho de tomate pelado italiano com cordeiro desfiado e especiarias)

Assim como o prato anterior, o fettuccine com molho de cordeiro não surpreendia pela quantidade de carne, apresentando alguns poucos pedaços misturados à massa. Apesar do excesso de sal no molho, o conjunto estava saboroso, e a massa no ponto certo.

Na minha próxima vez no restaurante, vou pedir o espaguete flambado na forma de parmesão, que, só pela apresentação e preparo, já vale o prato.

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Fatias de salame de chocolate com sorvete

Pela quantidade, seria difícil dividir essa sobremesa pra dois, além do fato de que seu preço regular é alto (18 reais). O salame estava gostoso, mas nada excepcional. Já o sorvete tinha cristais de gelo…

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Tiramisù

A sobremesa estava muito boa, embora pudesse ter mais queijo mascarpone. Um detalhe que me intrigou (e me conquistou) foi a massa, que não parecia de biscoito, e sim de pão-de-ló.

Tudo estava bom, mas nada excelente. Os preços regulares são um pouco altos, considerando a falta de complexidade dos pratos e sobremesas. Se você conseguir uma promoção como a nossa, vale a pena aproveitar para conhecer o restaurante.

Ristorante Maurizio Gallo: Rua dos Aimorés, 2305, Lourdes – (31) 2514.3020 / Av. Nossa Senhora do Carmo, 860, São Pedro – (31) 2555.5432