BH: Cantina Piacenza

Quando escrevemos sobre o Ah! Bon, comentamos que nossos almoços rotineiros são bem comuns e corridos, em casa ou em algum self-service, mas que, vez ou outra, procuramos algum lugar para um almoço mais legal. E outro dia mesmo, decidimos que precisávamos de mais opções além do Ah! Bon, pra onde sempre corremos…

Engraçado como já tínhamos cogitado ir à Cantiza Piacenza para almoçar algumas vezes, mas acabamos sempre deixando pra depois… Há uns dias, resolvemos olhar a lista do Duo Gourmet e, após analisarmos qual restaurante seria menos fora de mão para os dois no dia, acabamos escolhendo a Cantina (que fica perto do Diamond). E já dizemos logo que gostamos muito do almoço.

piacenza

O restaurante é bem tranquilo e tem um clima gostoso para um almoço como queríamos. O chão de ladrilhos, as cores escuras e as plantas deixam o ambiente bem aconchegante. O painel com fotos de o Poderoso Chefão dá um charme a mais ao local.

O serviço foi bom e rápido. A rapidez é especialmente importante nessas horas, porque almoço demorado é luxo pro final de semana só.

piacenza executivo

O restaurante oferece um menu executivo com bom custo-benefício. Como estávamos com o Duo Gourmet, pedimos as massas do cardápio regular, mas, se estivéssemos sem, certamente teríamos optado pelo executivo.

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piacenza cardápio 1

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A Cantina Piacenza tem dois cardápios distintos para almoço e jantar, que estão disponíveis no site (mas sem os preços). O cardápio regular de almoço é mais enxuto, simples e (provavelmente) barato do que o da noite. Contudo, há boas opções de massas e os preços são justos.

piacenza salada

Salada verde pequena (acréscimo de R$7,00)

Salada simples e direta. O molho de limão era gostoso, e as lascas de parmesão fartas. Só senti falta de uns tomatinhos pra dar uma incrementada.

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Fagottini de camarão: camarão, queijos, molhos branco e vermelho e parmesão (R$27,50)

O prato esbanjava molho, o que não posso dizer não gostei, já que sou da filosofia quanto mais melhor. O problema, na verdade, foi o sabor da mistura dos molhos branco e vermelho, que, apesar de gostoso, ofuscou completamente o tímido sabor dos camarões. Sendo bastante sincero, só com muita vontade, consegui sentir o gosto dos crustáceos, que eram, provavelmente, descongelados, o que contribui para a perda do sabor.

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Fagottini de carne de sol: com requeijão de raspa e crocante de couve (R$25,50)

Essa foi uma ótima escolha, que felizmente está presente também no menu executivo. Os fagottinis foram recheados com fartura e, apesar de ter achado pouco à primeira vista (perdoem a mente gorda, rs), o prato é muito bem servido sim. Tanto que nem aguentamos comer sobremesa depois… A carne de sol do recheio estava macia e bem temperada, sem estar salgada demais. A combinação do molho de tomate com o bechamel trouxe suavidade à massa. Os molhos estavam deliciosos, mas chamo a atenção especificamente para o fato de que o molho de tomate era de tomate de verdade, meio rústico até, com pedacinhos. Eu detesto molho industrializado e acho que acaba com o prato (na minha casa, não entra de jeito nenhum!). Por fim, o crocante de couve (que parece estar na moda em BH) dá o toque final especial a esse prato delicioso.

Bom, gostamos muito do nosso almoço na Cantina Piacenza! Boa opção pra variar a rotina. As massas estavam muito gostosas, os preços são justos e, além do cardápio regular, há a opção de menu executivo.

Cantina Piacenza: R. Aimorés, 2422, Lourdes – (31) 2515.6092. Horário de funcionamento: almoço, de terça a sexta, de 11:30 às 15h, e sábado de 11:30 às 17h; jantar, de terça a sábado, de 19h à 0h.

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BH: Buffet Bhagwan

O Buffet Bhagwan é um restaurante indiano comandado pelo chef Bhagwan Sinh. Localizado fora do burburinho do Lourdes, em uma casa no bairro Sagrada Família, o grande destaque do lugar é, de fato, sua comida. Não vá até lá pensando em ostentar, em ver ou ser visto. O foco é comer bem, simples assim.

Fomos por indicação de amigos, que nos disseram que lá era melhor do que o Maharaj, restaurante indiano localizado no Consulado da Índia, que tinha tudo pra ser ótimo, mas não curtimos muito.

O cardápio está todo no site, o que é maravilhoso, pois é possível ir já com uma noção do que comer e de quanto gastar. Os preços no site estão desatualizados, mas as diferenças não são muito grandes – em algumas coisas, 50 centavos ou 1 real, e no prato principal, cerca de 5 reais.

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O atendimento não foi muito bom, mesmo em dia de semana e o restaurante não estando cheio. O problema é que, aparentemente, só havia um garçom pra atender todo mundo, o que complica um pouco, considerando que a casa possui vários ambientes.

Como dito, a casa é bem simples e as mesas não têm nem forro ou jogo americano. Paredes, mesas, tudo é muito vermelho, o que nos causou uma certa estranheza. O excessivo vermelho somado aos elementos de decoração tipicamente indianos tornam o ambiente um tanto quanto brega, mas dá pra ignorar… Enquanto isso, ficavam passando clipes indianos na tv que estava bem à nossa frente.

A todo momento, o ambiente era inundado pelo enebriante cheiro dos temperos…

Para beber, longnecks de Gold (R$5,00) e uma água ao final.

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Pyaaz kulcha: pão indiano recheado com cebola (R$5,00)

Chutneys: variados saborosos molhos indianos (R$6,00)

Para começar, escolhemos um pão indiano e pedimos o trio de chutneys para acompanhar. O pão era, ao mesmo tempo, macio e crocante. Apesar de bem temperadinho, os chutneys são o complemento ideal. O vermelho é de mamão e mais apimentado, o verde é de hortelã e o marrom, de tamarindo.

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Kesari pullao: arroz temperado com especiarias indianas (R$7,50)

Murg masala: cubos de frango ao molho masala (R$28,90)

Essas duas tigelinhas de arroz e frango podem parecer pequenas, mas servem bem duas pessoas – e ainda sobrou um pouco de arroz.

Os cubos de frango estavam bem cozidos e macios. Mas o que nos fez cair de amores por esse prato foi o molho masala, que estava “de lamber os beiços”, hahaha. O molho estava bem grosso e saboroso, com o gosto forte dos temperos e levemente picante, mas suportável até mesmo para quem não é muito chegado em pimenta.

Como tempero pouco é bobagem, pedimos o arroz com especiarias. A tonalidade laranja bem forte era até engraçada, mas o arroz estava muito gostoso. As castanhas picadas utilizadas na decoração poderiam ter vindo em maior quantidade, pois proporcionavam uma agradável crocância à refeição.

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Gulab Jamun: bolinhas de leite na calda com essência de rosas com sorvete (R$7,50)

Para a sobremesa, a gordice falou mais alto e pedimos um gulab jamun para cada. Infelizmente, não foi dos melhores que já comemos… Ainda assim, considero uma sobremesa imperdível, já que não a encontramos em qualquer lugar.

Bom, o Buffet Bhagwan com certeza nos conquistou. Simplicidade, comida deliciosa e preços muito bons! Vale muito a pena sair do reduto do Lourdes para conhecer esse restaurante indiano.

Buffet Bhagwan: Av. Conselheiro Lafaiete, 771, Sagrada Família – (31) 3653.3000. Horário de funcionamento: almoço self-service de terça a sexta, de 12h às 15h; almoço à la carte, sábado, de 12h às 16h, e domingo, de 12h às 17h; jantar à la carte, de segunda a quinta, de 19h às 23h, e sexta e sábado, de 19h à 0h.

E ainda tem delivery! Vamos pedir sim ou com certeza?

BH: Glouton

Por causa do blog, tentamos evitar repetir lugares, já que há muitos para conhecermos. Por isso, estávamos guardando o Glouton para uma ocasião especial, e enquanto isso fomos flertando com a culinária do chef Leonardo Paixão em alguns eventos pela cidade, como no Gastronomia na Praça e na feirinha mensal do Projeto Aproxima.

O Glouton foi eleito em 2013 o Restaurante Revelação pela Veja Comer e Beber BH. Em 2014, já estabelecido e consolidado, recebeu o prêmio de melhor cozinha contemporânea e Leonardo Paixão ganhou o título de chef do ano.

Escolhemos o Glouton para comemorar nosso aniversário de namoro em um jantar romântico que sabíamos que não nos decepcionaria e faria jus à ocasião! :)

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Sentamos no salão (há também um jardim interno e mesas na calçada). A decoração é simples, porém bonita. O objetivo é, certamente, não ofuscar a estrela do restaurante: cozinha exposta bem no meio do salão.

O atendimento é ok. Nada excepcional, que impressione o cliente, mas certamente fomos bem atendidos. Ainda assim, a impressão que fica é de simpatia, talvez pelo sorriso largo sempre estampado no rosto do chef Leonardo Paixão. Ah, e o uniforme listrado dos garçons (bem francês!) é uma graça, rs.

É imprescindível fazer reserva. Em plena terça-feira, a fila de espera era enorme! Ficamos impressionados, mas não surpresos. O Glouton é, sem dúvida, o restaurante do momento, em razão de sua boa comida e seu chef premiado. Somam-se a isso a excelente localização, bem no coração do Lourdes, e os preços dos pratos um pouquinho melhores do que seus concorrentes (veja bem, não é barato, apenas menos caro do que outros restaurantes na mesma região).

Ah, nós utilizamos o nosso Duo Gourmet, com o qual você compra um prato principal e ganha outro de igual ou menor valor.

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Para beber, fomos de Hoegaarden, uma ótima cerveja belga (R$9,50). Era uma terça e já tínhamos bebido uma garrafa de vinho na noite anterior… Mas, a título de curiosidade, demos uma olhada na carta de vinhos e não achamos os preços muito atrativos.

E como não poderia deixar de ser, considerando a formação francesa do chef, eles oferecem gratuitamente água filtrada em jarra para os clientes.

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O cardápio não é extenso, e nem precisa ser! As opções cabem em uma folha e já são suficientes para te deixar em dúvida. Mas a verdadeira razão é que o menu é sazonal, e varia conforme a disponibilidade e preço dos ingredientes.

O Glouton investe em produtos de qualidade, que fazem toda a diferença no resultado final, e em ingredientes tipicamente brasileiros empregados de forma muito criativa. E a apresentação dos pratos é de encher os olhos!

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Pastilha de queijo canastra com mel (R$23,00)

Para a entrada, nada mais mineiro do que o combo queijo canastra e mel. As pastilhas parecem um pastelzinho, com uma fina camada crocante triangular que envolve o queijo canastra derretido. O mel vem num potinho separado, para que o cliente possa utilizar a quantidade que preferir. Apesar de simples, é uma entrada maravilhosa e que recomendamos muito. A única crítica fica por conta da quantidade de óleo no fundo do pote das pastilhas: apesar de elas estarem bem sequinhas e crocantes, a visão da poça de óleo não foi muito agradável…

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Papada de porco braseada e assada, mil-folhas de mandioca e molho de laranja (R$52,00)

Já sabíamos que esse seria um dos pratos da noite desde que comemos uma variação dele no Gastronomia na Praça. Prato irretocável, criativo, executado à perfeição. A carne simplesmente desmancha com um leve toque do garfo, coisa linda de se ver e comer. O mil-folhas de mandioca é uma ideia ótima para um ingrediente muito simples e comum, feito a partir de lâminas de mandioca sobrepostas. A mandioca estava deliciosa e muito macia! Por fim, o molho de laranja era suave e complementava bem o porco e a mandioca, fazendo com que todos os elementos do prato harmoniosamente se conjugassem.

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Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão (R$69,00)

Sendo a papada uma pedida certa, sucesso reconhecido do restaurante, o segundo prato era uma incógnita. Optamos pelos Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão, tanto porque a descrição já era o suficiente para salivarmos quanto pelos elogios que já tínhamos ouvido sobre o prato. E a escolha não poderia ter sido mais certa.

Os camarões estavam perfeitos. Eram grandes como a descrição anunciava e estavam no ponto exato, nem molengas nem borrachudos. O ravióli contava com uma finíssima massa, o que permitia sentir, ao máximo, o gosto da pasta da moranga em seu interior. E o molho… que molho era esse?! O curry se apresentava no primeiro contato com a boca, mas jamais ofuscando o capim limão, cujo sabor se revelava gradualmente. Evidentemente, é um molho de gosto forte, o que pode desagradar alguns. Mas esse não foi o nosso caso.

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Torta de chocolate, flor de sal, pimenta do reino e calda quente de caramelo (R$18,00)

Por fim, a estrela da noite e dos nossos corações, o momento mais aguardado do jantar! hahaha A torta mousse tem sabor marcante de chocolate amargo. Por isso, a flor de sal e a calda de caramelo quente formam o trio perfeito com ela, já que os sabores doce e salgado ficam bem equilibrados. A calda quente de caramelo é derramada sobre a torta já na mesa, uma visão de matar qualquer gordinho do coração! Seríamos muito felizes comendo isso todo dia…

Então, o Glouton é tudo isso que dizem e mais. Fomos com as expectativas altíssimas e saímos de lá mais do que satisfeitos! Bom atendimento, comida maravilhosa, criatividade, simpatia, simplicidade… Enfim, vale muito a pena e faz jus à fama que tem construído!

Glouton: R. Bárbara Heliodora, 59, Lourdes – (31) 3292.4237. Horário de funcionamento: de terça a quinta de 19:30 à 0h; sexta de 12h às 15h, de 19:30 à 01h; sábado de 13h às 17h, de 19:30 à 01h; domingo de 13h às 17h.

BH: Maurizio Gallo

Nos últimos tempos, entramos em uma “vibe” de restaurantes italianos, o que é ótimo, já que um prato de massa dificilmente decepciona. Então, após irmos ao Est! Est!! Est!!! e ao Dona Derna, resolvemos conhecer o já tradicional Maurizio Gallo.

O restaurante é comandado pelo simpático italiano Maurizio Gallo, que tivemos a felicidade de conhecer no dia. Zeloso com o serviço e com a reputação do restaurante, ele esteve o tempo todo circulando entre as mesas, checando pedidos e a opinião dos clientes, e até parava um pouco para conversar.

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Fomos na unidade nova no Lourdes, deixando a da Avenida Nossa Senhora do Carmo para outra oportunidade. De longe, é possível localizar a Casa facilmente, por conta das bandeirinhas da Itália.

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O restaurante tem dois andares, sendo que o primeiro tem pouquíssimas mesas e o movimento fica concentrado mesmo é no segundo, onde sentamos na varanda. Fomos para um almoço de domingo, e o ambiente estava muito agradável.

E preciso dizer que achei uma graça os jogos americanos com tecido xadrez de vermelho e branco! Uma maneira divertida e menos óbvia de trazer a tradicional toalha italiana pra mesa.

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Para beber, escolhemos uma garrafa do tempranillo espanhol Toro Loco (R$56,93).

Já falamos por aqui que não somos entendidos do assunto e que, por isso, o nosso critério na hora de escolher um vinho é basicamente preço. O engraçado foi o Maurizio Gallo, quando nos viu olhando a carta de vinhos, comentar (aparentemente decepcionado) que ele faz de tudo para trazer opções de vinhos mais em conta, mas que os belorizontinos insistem nos rótulos mais caros, motivando, assim, constantes mudanças na carta. Depois tem gente que não entende o porquê dos altos preços nos restaurantes de BH…

Nós aproveitamos uma promoção do restaurante e pagamos 59 reais por prato principal e sobremesa para duas pessoas. O preço que pagamos valeu muito a pena, pois as massas custavam, em média, 45 reais, e as sobremesas, 18 reais. Achamos os preços normais um pouco salgados, pois se tratavam de pratos simples.

Nossos pratos demoraram muito, aproximadamente 50 minutos. No entanto, a falha foi devidamente justificada e desculpada pelo proprietário, que, como dissemos no início do post, estava o tempo todo circulando pelo restaurante e conversando com os clientes. Essa atenção faz grande diferença, fazendo o cliente entender que esses inconvenientes não são fruto de descaso, mas sim dos desafios de prestar um bom serviço.

Um detalhe: o Maurizio Gallo oferece opções de massas e sobremesas sem glúten e lactose para os intolerantes – ou mesmo para quem apenas resolveu cortá-los da dieta.

Quando saímos pra comer massa, geralmente precisamos optar por entrada ou sobremesa, pois sempre ficamos muito satisfeitos. Nesse caso, como já comeríamos sobremesa, pulamos a entrada.

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Fettuccine caseiro com molho campestre (molho de tomate pelado italiano com mini almôndegas)

A massa caseira estava deliciosa. Pra mim, que prefiro mais cozida do que al dente, o ponto estava ideal. O problema ficou por conta das mini almôndegas: tão minis e em pouca quantidade, que o molho mais parecia bolonhesa, só que com pouca carne. Gostosa, mas não acho que valha o preço regular (cerca de 45 reais).

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Fettuccine caseiro com molho de cordeiro (molho de tomate pelado italiano com cordeiro desfiado e especiarias)

Assim como o prato anterior, o fettuccine com molho de cordeiro não surpreendia pela quantidade de carne, apresentando alguns poucos pedaços misturados à massa. Apesar do excesso de sal no molho, o conjunto estava saboroso, e a massa no ponto certo.

Na minha próxima vez no restaurante, vou pedir o espaguete flambado na forma de parmesão, que, só pela apresentação e preparo, já vale o prato.

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Fatias de salame de chocolate com sorvete

Pela quantidade, seria difícil dividir essa sobremesa pra dois, além do fato de que seu preço regular é alto (18 reais). O salame estava gostoso, mas nada excepcional. Já o sorvete tinha cristais de gelo…

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Tiramisù

A sobremesa estava muito boa, embora pudesse ter mais queijo mascarpone. Um detalhe que me intrigou (e me conquistou) foi a massa, que não parecia de biscoito, e sim de pão-de-ló.

Tudo estava bom, mas nada excelente. Os preços regulares são um pouco altos, considerando a falta de complexidade dos pratos e sobremesas. Se você conseguir uma promoção como a nossa, vale a pena aproveitar para conhecer o restaurante.

Ristorante Maurizio Gallo: Rua dos Aimorés, 2305, Lourdes – (31) 2514.3020 / Av. Nossa Senhora do Carmo, 860, São Pedro – (31) 2555.5432

BH: Dona Derna

O Dona Derna é o mais antigo restaurante italiano de Belo Horizonte, fundado em 1960. Apesar da tradição e do renome da Casa, até pouco tempo atrás, sabe-se lá como, ignorávamos sua existência… Quando, então, um casal de amigos nos convidou para comer lá, começamos a ver o nome do restaurante em diversos lugares, e os muitos elogios à italianíssima comida aguçaram a nossa curiosidade.

Fomos ao Dona Derna para jantar em uma sexta-feira à noite. Aqui, a primeira observação: pelo ambiente e pela comida, nos pareceu um lugar mais interessante para um almoço do que um jantar. O Dona Derna é a cara de um almoço dominical em família, sendo uma boa opção para dar um descanso para a pobre da vovó nas reuniões familiares.

O cardápio não apresenta qualquer explicação sobre os pratos. Apesar de o garçom solucionar todas as dúvidas, esse contratempo tira um pouco a liberdade do cliente de analisar as alternativas e fazer seu pedido, além de tomar um bom tempo da equipe.

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Na decoração, chamam a atenção as estruturas em ferro da porta de entrada, da escada e do parapeito do segundo andar, com destaque para o lustre e um enfeite de galo. Isso sem esquecer da enorme foto da Dona Derna, mãe do proprietário, que cobre uma das paredes.

Sentamos na área interna, o que, infelizmente, não nos livrou da fumaça dos fumantes que estavam na calçada, que entrava pelas janelas, tornando nossa refeição levemente desagradável pelo odor no salão.

Tendo recebido o valioso aviso de que os pratos de massa são bastante generosos, pulamos a entrada, fazendo direto o pedido principal. Aliás, para pessoas menos gordas esfomeadas ou que tenham pedido uma entrada, nossa sugestão é dividir o prato principal. As massas são frescas, de produção própria, e os preços variam entre 38 e 66 reais. Os pratos são clássicos, nada muito rebuscado ou original, mas indiscutivelmente deliciosos. É a boa e velha comfort food que agrada gregos e troianos.

Na mesa, um moedor de pimenta e um pote de queijo parmesão ralado ficam à disposição do cliente que desejar incrementar seu prato.

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Lasanha à Dona Derna (R$45,00)

Uma de nossas escolhidas não poderia deixar de ser a lasanha, eleita pela Veja Comer e Beber 2013 como a melhor de BH. Infelizmente, a lasanha não veio, homogeneamente, aquecida, estando, apesar de seu belo gratinado, somente morna por dentro. De qualquer maneira, a fama conquistada pelo prato se justifica pela boa qualidade da massa e do queijo utilizados, que casam perfeitamente com o molho bechamel da receita. Nesse ponto, vale uma pequena nota: não há presunto na lasanha, o que não é necessariamente um defeito, pois permite que os sabores dos demais ingredientes sejam ainda mais marcantes.

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Fagottini Della Nonna (R$38,00)

Os gigantes fagottinis são recheados com muçarela, presunto e champignon. O gratinado deixa a casquinha bem crocante, enquanto o interior permanece cremoso. A espessura do molho, bem encorpado, permitiu que ele fosse saboreado até o final, juntamente com a massa. Mesmo sem termos pedido uma entrada, ao final do segundo fagottini, já estava mais do que satisfeita. Mas a gordice, assim como a zueira, não tem fim… e eu comi tudinho, até a última gota, hahaha!

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Petit Gâteau (R$15,00)

Apesar de delicioso – como qualquer outro petit gâteau, diga-se de passagem -, ficamos até espantados com o minúsculo tamanho do bolinho e da bola de sorvete. Assim, a proporção entre preço e tamanho tornou a sobremesa um pouco frustrante.

O Dona Derna é um lugar mais adequado para um almoço de fim de semana do que um jantar. A comida é deliciosa, tipo de vó mesmo, e, à exceção da sobremesa, servida em quantidades generosas. Mas, pela simplicidade do local e dos pratos, os preços são um pouquinho salgados.

Dona Derna: R. Tomé de Souza, 1343, Savassi – (31) 3223-6954

Gastronomia na Praça 2014

Nos dias 14 e 15 de junho, ocorreu a segunda edição do Gastronomia na Praça, dessa vez realizada na Praça do Papa. Não conseguimos ir à primeira edição, mas estávamos lá firmes e fortes (e famintos) nos dois dias desse ano.

O Gastronomia é um evento de street food, focado em oferecer alta gastronomia a preços mais acessíveis do que aqueles praticados normalmente nos restaurantes. O evento contou com a participação de diversos restaurantes estrelados da capital, além de barracas de artesanato e alguns produtos tipicamente mineiros (café, doces caseiros, cachaça e queijos), e shows com Zeca Baleiro, Thiago Abravanel e outros.

Antes de mais nada, já deixamos claro: adoramos o evento! Agora, vamos à análise.

Foi instalado um posto de troca de ingressos no Mercado Central. O ingresso era trocado por 2kg de alimento não perecível e cada pessoa poderia pegar até dois ingressos para cada dia. Se alguém quisesse mais, poderia pegar, mas teria que enfrentar a fila de novo. Fizemos nossa troca no primeiro dia, pela manhã. A fila, apesar de grande, estava organizada e o tempo de espera foi de apenas 20min. Além disso, os restaurantes receberam alguns ingressos para distribuírem para seus clientes.

Muitas pessoas reclamaram que só havia um posto de troca e que não havia limite de ingressos por dia. Poderia haver mais postos de troca sim, mas não achamos que deva haver limite diário, pois prejudicaria quem se dispôs a deixar de fazer alguma outra coisa para ir até o local trocar o ingresso. A procura foi imensa e muitas pessoas que queriam ir não conseguiram ingresso, mas, infelizmente, essa é uma situação normal em qualquer tipo de evento… E mesmo tendo havido apenas um posto de troca, é bom ressaltar sua localização central, facilitando o acesso para a grande maioria.

Outro problema que vimos muita reclamação foi a venda de ingressos por cambistas. Infelizmente, é outra questão que afeta qualquer tipo de evento e sobre a qual nada se pode fazer: a única solução seria ingressos nomeados, mas isso também já seria exagero… Ah! Havia também um lounge e um camarote, vendidos a preços surreais…

Já no evento, ficamos impressionados com a estrutura montada, a organização e a qualidade. Fomos no sábado sem saber se voltaríamos no domingo, tudo dependeria da experiência que teríamos. E saímos com a certeza de que tínhamos que voltar no domingo, e assim fizemos. O Gastronomia lotou nos dois dias, mas, ainda assim, não nos sentimos em uma “muvuca”.

A entrada era feita pela área mais alta da praça. Ali, no primeiro pavimento, estavam o lounge, algumas barracas de artesanato e comidinhas, banheiros, mesas e bancos, postos de bebida e de compra de fichas (aparentemente, nenhum aceitando cartão). Achamos que tinha poucas mesas e poucos guarda-sol.

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No piso intermediário, estavam as barracas dos restaurantes e mais uma de artesanato, o palco principal, postos de bebida e de fichas (apenas alguns poucos aceitando cartão), algumas mesas e o camarote.

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No gramado atrás das barracas, ficava a tenda de Ensalada, uma oficina de “mini chef” para crianças e mais banheiros. Aqui, uma observação: a organização havia divulgado que haveria uma área picnic, com toalhas distribuídas gratuitamente. No sábado, vimos pouquíssimas toalhas sendo utilizadas. No domingo, a princípio, as toalhas estavam sendo ofertadas a quem quisesse – enquanto algumas pessoas pegaram várias de uma vez, outras ficaram sem (presente!). Quando fomos pegar, disseram que as toalhas tinham acabado. Só que, em menos de 10 min, vimos pessoas pegando toalhas, que passaram a ser vinculadas à compra de ensaladas! Um absurdo…

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Por ali embaixo, também estava o winebar do Grupo Meet, com uma seleção de vinhos a preços atrativos, muitas garrafas entre 25 e 45 reais. No sábado, não animamos enfrentar a fila gigantesca, e ficamos só na cerveja. No domingo, chegamos cedo e não tinha fila. Compramos, então, uma garrafa do francês Château Merlet Bordeaux (R$45,00).

Sobre as comidas, uma observação que fizemos lá: além das tais ensaladas, não havia nenhum prato para vegetarianos. Não é o nosso caso, mas é algo que deve ser considerado, para atender todos os tipos de amantes da gastronomia.

Mais uma coisa legal é que alguns restaurantes serviram opções próprias de seus cardápios regulares! Então, quem gostou muito de algum prato poderá repeti-lo em uma visita à casa. E esse é o espírito de eventos que oferecem boa gastronomia a preços mais acessíveis: introduzir o cliente no estilo do restaurante, fazendo com que ele goste e retorne em outro momento.

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Glouton: Papada de porco ensopada e grelhada com purê de batata doce. (R$20,00)

O chef Leonardo Paixão – recentemente eleito chef do ano pela Veja BH –  esteve durante todo o evento na barraca, fiscalizando os pratos. O resultado não poderia ser outro: o melhor prato do evento – não apenas pelo sabor excepcional, mas também pela preocupação com a apresentação. A papada de porco desmanchava com um leve toque do garfo, uma maciez absurda. O purê de batata doce complementava a papada de forma inusitada, conferindo um toque adocicado ao prato.

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Trindade: X-Zé: Hambúrguer com queijo canastra e catchup de goiaba. (R$20,00)

O grande destaque desse hambúrguer era a carne, picada na faca ao invés de moída. Bem temperada, saborosa, suculenta e rosada, um espetáculo. A fatia de queijo canastra era bem grossa e veio bem derretida. O catchup de goiaba foi servido em um daqueles tubos de pomada, mas acabou sendo uma grande decepção, pois não vinha quase nada. Melhor que tivesse sido servido em potes maiores (como fez o Xapuri, disponibilizando variados tipos de pimenta no balcão) ou até mesmo em sachês, mas de uma forma que não limitasse tanto o consumo – e que provavelmente saiu mais cara para o restaurante… Embora o hambúrguer estivesse delicioso, achamos o preço caro pelo prato apresentado, pois seu tamanho era pequeno e foram utilizados poucos ingredientes no preparo.

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Villa Roberti: Ravioli ripieni di gallina faraona: ravioli recheado com galinha d’angola ao molho do próprio assado com champignon fresco e ora-pro-nóbis. (R$20,00)

Prato delicioso, com sabor de comida de vó. O ravioli de galinha d’angola é uma das receitas mais tradicionais do Villa Roberti, que, como pudemos comprovar, faz jus ao seu sucesso. Mas achamos que veio pouco cogumelo.

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Xapuri: Vira lata metido a besta: pão com linguiça do Xapuri e cebola caramelizada na rapadura, rúcula e mostarda. (R$20,00)

A disputadíssima barraca do Xapuri tinha as maiores filas do evento, nos dois dias. E não é por menos: o sanduíche era grande e delicioso, com um bom custo-benefício. E o cheiro da linguiça que saía da barraca e tomava conta do gramado era de partir o coração de qualquer gordinho, rs. Pedimos nosso sanduíche partido ao meio, para dividirmos (aliás, dividimos todos os pratos, para podermos comer mais!), por isso a foto não o favoreceu muito. O pão utilizado era Cum Panio e tinha casquinha crocante por fora e massa macia. A linguiça levemente picante casava perfeitamente com a cebola caramelizada na rapadura. Já a rúcula estava ali só pra fazer aquela figuração e fingir que é um sanduíche saudável.

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Ah! Bon: Brownie com sorvete de baunilha e calda quente de chocolate. (R$15,00)

A grande sacada do Ah! Bon foi oferecer sobremesas, enquanto nenhuma outra barraca mais o fez. O resultado era que a barraca estava sempre cheia, pois todo mundo ia comer um doce depois dos pratos. Eram três opções: brigadeiros (dois por R$5,00), tartellete de chocolate branco (R$10,00) e o brownie. Acabamos ficando com o brownie nos dois dias… a gente jura que ia pedir os outros no domingo, mas não resistimos, porque o brownie, além de delicioso, era enorme!

No domingo, como já dissemos, não conseguimos nem mesa, nem toalha. Sentamos na grama mesmo, debaixo de uma árvore, com nossa garrafa de vinho, e por ali ficamos num delicioso picnic, curtindo o tempo agradável, as comidinhas, a música, a companhia… teve bão!

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Salumeria Chiari: 1) Seleção de Salumeria Defumada: lombo, picanha, pastrami, copa – acompanha pão ciabatta e azeite de oliva. 2) Seleção de Salsichas Artesanais: tradicional, com alho e defumada, com mostardas clara e escura – acompanha pão de cevada e centeio. (R$20,00)

Começamos os trabalhos de domingo com um couvert, rs. Pedimos um mix das duas opções disponíveis, e parece que só não recebemos da picanha defumada. Estava tudo muito bom, petisco com ótimo custo-benefício, principalmente pra quem foi em grupos maiores.

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Borracharia Gastropub: Tilápia crocante com aioli: filé de tilápia com molho à base de mostarda dijon. (R$20,00)

Mais uma ótima opção, que tinha filas enormes o tempo todo. Nada de óleo escorrendo: a tilápia estava bem crocante e bem temperada. O molho à base de mostarda dijon adicionava ainda mais sabor e mostrava-se como o complemento ideal para o peixe.

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Cantina Piacenza: Ravioli de queijo minas com azeite de couve, salsa brava, crocante de bacon e redução de aceto balsâmico. (R$20,00)

Olha só: dá pra contar míseros cinco raviolis no prato. Decepcionante não só pela quantidade, mas pelo sabor também – ou a falta dele -, não muito diferente daqueles que você compra no supermercado…

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Vecchio Sogno: Gnocchi di taioba com picola polpetta di carni alla salsa veneziana: gnocchi de taioba com polpetta ao molho de cebola, abobrinha e azeitona seca. (R$20,00)

Por fim, o pior prato que comemos no evento. Ah, que arrependimento de termos optado por ele… Sem gosto, sem graça, frio. O gnocchi não desmanchava na boca e as polpettas estavam meio “borrachentas”.

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Não podemos deixar de falar de uma ação bacana promovida pelo Senac durante o Gastronomia na Praça: a carreta-escola de Turismo e Hotelaria estava oferecendo gratuitamente aulas de Slow Food e de Botecaria com o chef Luciano Avellar. Conseguimos nos inscrever para a aula de Botecaria no final da tarde de domingo.

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Infelizmente, a própria logística da carreta-escola impede que os alunos vejam de perto o preparo da comida. Ainda assim, foi uma experiência interessantes para nós dois, que nunca tínhamos assistido uma aula de culinária.

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O chef Luciano Avellar ensinou uma receita típica de Minas Gerais: pastel de angu com recheio de carne e umbigo de banana.

Saímos da aula e passamos no Ah! Bon para comermos mais um brownie antes de irmos embora.

Tudo foi tão bom, que já estamos esperando o próximo Gastronomia na Praça. :)