BH: Glouton

Por causa do blog, tentamos evitar repetir lugares, já que há muitos para conhecermos. Por isso, estávamos guardando o Glouton para uma ocasião especial, e enquanto isso fomos flertando com a culinária do chef Leonardo Paixão em alguns eventos pela cidade, como no Gastronomia na Praça e na feirinha mensal do Projeto Aproxima.

O Glouton foi eleito em 2013 o Restaurante Revelação pela Veja Comer e Beber BH. Em 2014, já estabelecido e consolidado, recebeu o prêmio de melhor cozinha contemporânea e Leonardo Paixão ganhou o título de chef do ano.

Escolhemos o Glouton para comemorar nosso aniversário de namoro em um jantar romântico que sabíamos que não nos decepcionaria e faria jus à ocasião! :)

glouton romance

Sentamos no salão (há também um jardim interno e mesas na calçada). A decoração é simples, porém bonita. O objetivo é, certamente, não ofuscar a estrela do restaurante: cozinha exposta bem no meio do salão.

O atendimento é ok. Nada excepcional, que impressione o cliente, mas certamente fomos bem atendidos. Ainda assim, a impressão que fica é de simpatia, talvez pelo sorriso largo sempre estampado no rosto do chef Leonardo Paixão. Ah, e o uniforme listrado dos garçons (bem francês!) é uma graça, rs.

É imprescindível fazer reserva. Em plena terça-feira, a fila de espera era enorme! Ficamos impressionados, mas não surpresos. O Glouton é, sem dúvida, o restaurante do momento, em razão de sua boa comida e seu chef premiado. Somam-se a isso a excelente localização, bem no coração do Lourdes, e os preços dos pratos um pouquinho melhores do que seus concorrentes (veja bem, não é barato, apenas menos caro do que outros restaurantes na mesma região).

Ah, nós utilizamos o nosso Duo Gourmet, com o qual você compra um prato principal e ganha outro de igual ou menor valor.

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Para beber, fomos de Hoegaarden, uma ótima cerveja belga (R$9,50). Era uma terça e já tínhamos bebido uma garrafa de vinho na noite anterior… Mas, a título de curiosidade, demos uma olhada na carta de vinhos e não achamos os preços muito atrativos.

E como não poderia deixar de ser, considerando a formação francesa do chef, eles oferecem gratuitamente água filtrada em jarra para os clientes.

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O cardápio não é extenso, e nem precisa ser! As opções cabem em uma folha e já são suficientes para te deixar em dúvida. Mas a verdadeira razão é que o menu é sazonal, e varia conforme a disponibilidade e preço dos ingredientes.

O Glouton investe em produtos de qualidade, que fazem toda a diferença no resultado final, e em ingredientes tipicamente brasileiros empregados de forma muito criativa. E a apresentação dos pratos é de encher os olhos!

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Pastilha de queijo canastra com mel (R$23,00)

Para a entrada, nada mais mineiro do que o combo queijo canastra e mel. As pastilhas parecem um pastelzinho, com uma fina camada crocante triangular que envolve o queijo canastra derretido. O mel vem num potinho separado, para que o cliente possa utilizar a quantidade que preferir. Apesar de simples, é uma entrada maravilhosa e que recomendamos muito. A única crítica fica por conta da quantidade de óleo no fundo do pote das pastilhas: apesar de elas estarem bem sequinhas e crocantes, a visão da poça de óleo não foi muito agradável…

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Papada de porco braseada e assada, mil-folhas de mandioca e molho de laranja (R$52,00)

Já sabíamos que esse seria um dos pratos da noite desde que comemos uma variação dele no Gastronomia na Praça. Prato irretocável, criativo, executado à perfeição. A carne simplesmente desmancha com um leve toque do garfo, coisa linda de se ver e comer. O mil-folhas de mandioca é uma ideia ótima para um ingrediente muito simples e comum, feito a partir de lâminas de mandioca sobrepostas. A mandioca estava deliciosa e muito macia! Por fim, o molho de laranja era suave e complementava bem o porco e a mandioca, fazendo com que todos os elementos do prato harmoniosamente se conjugassem.

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Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão (R$69,00)

Sendo a papada uma pedida certa, sucesso reconhecido do restaurante, o segundo prato era uma incógnita. Optamos pelos Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão, tanto porque a descrição já era o suficiente para salivarmos quanto pelos elogios que já tínhamos ouvido sobre o prato. E a escolha não poderia ter sido mais certa.

Os camarões estavam perfeitos. Eram grandes como a descrição anunciava e estavam no ponto exato, nem molengas nem borrachudos. O ravióli contava com uma finíssima massa, o que permitia sentir, ao máximo, o gosto da pasta da moranga em seu interior. E o molho… que molho era esse?! O curry se apresentava no primeiro contato com a boca, mas jamais ofuscando o capim limão, cujo sabor se revelava gradualmente. Evidentemente, é um molho de gosto forte, o que pode desagradar alguns. Mas esse não foi o nosso caso.

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Torta de chocolate, flor de sal, pimenta do reino e calda quente de caramelo (R$18,00)

Por fim, a estrela da noite e dos nossos corações, o momento mais aguardado do jantar! hahaha A torta mousse tem sabor marcante de chocolate amargo. Por isso, a flor de sal e a calda de caramelo quente formam o trio perfeito com ela, já que os sabores doce e salgado ficam bem equilibrados. A calda quente de caramelo é derramada sobre a torta já na mesa, uma visão de matar qualquer gordinho do coração! Seríamos muito felizes comendo isso todo dia…

Então, o Glouton é tudo isso que dizem e mais. Fomos com as expectativas altíssimas e saímos de lá mais do que satisfeitos! Bom atendimento, comida maravilhosa, criatividade, simpatia, simplicidade… Enfim, vale muito a pena e faz jus à fama que tem construído!

Glouton: R. Bárbara Heliodora, 59, Lourdes – (31) 3292.4237. Horário de funcionamento: de terça a quinta de 19:30 à 0h; sexta de 12h às 15h, de 19:30 à 01h; sábado de 13h às 17h, de 19:30 à 01h; domingo de 13h às 17h.

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BH: Dona Derna

O Dona Derna é o mais antigo restaurante italiano de Belo Horizonte, fundado em 1960. Apesar da tradição e do renome da Casa, até pouco tempo atrás, sabe-se lá como, ignorávamos sua existência… Quando, então, um casal de amigos nos convidou para comer lá, começamos a ver o nome do restaurante em diversos lugares, e os muitos elogios à italianíssima comida aguçaram a nossa curiosidade.

Fomos ao Dona Derna para jantar em uma sexta-feira à noite. Aqui, a primeira observação: pelo ambiente e pela comida, nos pareceu um lugar mais interessante para um almoço do que um jantar. O Dona Derna é a cara de um almoço dominical em família, sendo uma boa opção para dar um descanso para a pobre da vovó nas reuniões familiares.

O cardápio não apresenta qualquer explicação sobre os pratos. Apesar de o garçom solucionar todas as dúvidas, esse contratempo tira um pouco a liberdade do cliente de analisar as alternativas e fazer seu pedido, além de tomar um bom tempo da equipe.

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Na decoração, chamam a atenção as estruturas em ferro da porta de entrada, da escada e do parapeito do segundo andar, com destaque para o lustre e um enfeite de galo. Isso sem esquecer da enorme foto da Dona Derna, mãe do proprietário, que cobre uma das paredes.

Sentamos na área interna, o que, infelizmente, não nos livrou da fumaça dos fumantes que estavam na calçada, que entrava pelas janelas, tornando nossa refeição levemente desagradável pelo odor no salão.

Tendo recebido o valioso aviso de que os pratos de massa são bastante generosos, pulamos a entrada, fazendo direto o pedido principal. Aliás, para pessoas menos gordas esfomeadas ou que tenham pedido uma entrada, nossa sugestão é dividir o prato principal. As massas são frescas, de produção própria, e os preços variam entre 38 e 66 reais. Os pratos são clássicos, nada muito rebuscado ou original, mas indiscutivelmente deliciosos. É a boa e velha comfort food que agrada gregos e troianos.

Na mesa, um moedor de pimenta e um pote de queijo parmesão ralado ficam à disposição do cliente que desejar incrementar seu prato.

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Lasanha à Dona Derna (R$45,00)

Uma de nossas escolhidas não poderia deixar de ser a lasanha, eleita pela Veja Comer e Beber 2013 como a melhor de BH. Infelizmente, a lasanha não veio, homogeneamente, aquecida, estando, apesar de seu belo gratinado, somente morna por dentro. De qualquer maneira, a fama conquistada pelo prato se justifica pela boa qualidade da massa e do queijo utilizados, que casam perfeitamente com o molho bechamel da receita. Nesse ponto, vale uma pequena nota: não há presunto na lasanha, o que não é necessariamente um defeito, pois permite que os sabores dos demais ingredientes sejam ainda mais marcantes.

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Fagottini Della Nonna (R$38,00)

Os gigantes fagottinis são recheados com muçarela, presunto e champignon. O gratinado deixa a casquinha bem crocante, enquanto o interior permanece cremoso. A espessura do molho, bem encorpado, permitiu que ele fosse saboreado até o final, juntamente com a massa. Mesmo sem termos pedido uma entrada, ao final do segundo fagottini, já estava mais do que satisfeita. Mas a gordice, assim como a zueira, não tem fim… e eu comi tudinho, até a última gota, hahaha!

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Petit Gâteau (R$15,00)

Apesar de delicioso – como qualquer outro petit gâteau, diga-se de passagem -, ficamos até espantados com o minúsculo tamanho do bolinho e da bola de sorvete. Assim, a proporção entre preço e tamanho tornou a sobremesa um pouco frustrante.

O Dona Derna é um lugar mais adequado para um almoço de fim de semana do que um jantar. A comida é deliciosa, tipo de vó mesmo, e, à exceção da sobremesa, servida em quantidades generosas. Mas, pela simplicidade do local e dos pratos, os preços são um pouquinho salgados.

Dona Derna: R. Tomé de Souza, 1343, Savassi – (31) 3223-6954

BH: Est! Est!! Est!!! Autentica Cucina Italiana

No último final de semana, recebemos uma visita muito especial em BH e, para fazer aquela média, decidimos levá-la para jantar em um bom restaurante, mas que não fosse muito caro (o que tem ficado cada vez mais raro por essas bandas). Escolhemos o  Est! Est!! Est!!! porque as massas têm uma boa faixa de preço, a maioria entre 23 e 36 reais.

A principal característica do Est!, segundo eles mesmos, é fazer uma comida tipicamente italiana – e não abrasileirada, como estamos mais acostumados -, com receitas o mais próximas possível das originais. Por isso, alguns clientes podem estranhar o tempero (ou sua falta), mas eles são suficientemente compreensivos nesse aspecto, deixando moinhos de sal e pimenta do reino na mesa, para que cada um possa ajustar o tempero ao seu gosto, caso julgue necessário. Além disso, o ponto da massa é, em regra, mais al dente, mas voltamos a esse assunto depois.

Já tínhamos ido lá outras vezes, mas fazia muito tempo que não voltávamos. Apesar do jantar agradável, a primeira lição que fica é que a falta de regularidade da casa faz com que ela seja uma escolha um tanto quanto arriscada para uma ocasião mais especial.

O atendimento foi bem irregular: em alguns momentos, muito atencioso; mas, em outros, bastante relapso.

Vale dizer que há um menu sazonal, que, de tempos em tempos, homenageia alguma região italiana. No entanto, não o experimentamos em nenhuma ocasião.

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O casarão possui vários ambientes, correspondentes aos antigos cômodos em que viviam os familiares dos sócios. Mesmo tendo reservado com antecedência, fomos alocados na área externa, perto da entrada, uma localização não muito boa…

A decoração é simples, mas cheia de pequenos detalhes (e alguns não tão pequenos assim, como a banheira com plantas e rolhas de vinho no banheiro feminino) que nos remetem à temática italiana. O conjunto resulta em um ambiente charmoso e aconchegante, especialmente na parte interna, mas fugindo do batido estilo “Cantina da Nonna”.

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Finalmente pudemos comprovar que o Est! serve uma garrafa de água de graça para todos os clientes. Nas outras ocasiões em que estivemos por lá, não recebemos essa cortesia. Dessa vez, assim que sentamos na mesa, recebemos essa garrafa roxa, e reparamos que todas as mesas à nossa volta também tinham uma garrafa. Ponto para a casa, que agrada os clientes em cheio com esse pequeno mimo.

A carta de vinhos é vasta e, para não fugirem à temática, todos são italianos. Para beber, escolhemos uma garrafa do vinho Santa Cristina (R$115,00), da região da Toscana. Vocês já sabem que nosso forte não é vinho, mas achamos esse bem gostoso.

Apesar de não termos pedido cerveja, vimos que o Est! não fica só no tradicional combo belorizontino Stella e Heineken, e apresenta algumas opções de outros estilos. Para aqueles que desejam um jantar italianíssimo, podem pedir uma Birra Moretti ou outras cervejas italianas.

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Couvert: pão artesanal italiano, molho de pimentões e anchovas, patê de azeitonas pretas, manteiga aromatizada (R$4,00 por pessoa)

Embora a quantidade de pães tenha sido suficiente para três pessoas, os acompanhamentos poderiam vir em maior volume. Vamos combinar, né… racionar os molhos do couvert é sacanagem. O patê de azeitonas pretas estava delicioso, assim como os pimentões. Perto deles, a manteiga ficou sem graça e esquecida, mas não era ruim. Além disso, os pães não são servidos aquecidos, um detalhe que sentimos falta e que faz a diferença.

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Rigatoni ai Quattro Formaggi: rigatoni com molho de quatro queijos italianos (R$34,00)

A foto ruim faz jus à decepção com essa massa. Não é que as expectativas fossem altas e o prato não estava à altura, e sim que, de fato, é uma opção fraca. O cardápio não esclarece quais são os tais quatro queijos, e eu estou até hoje querendo saber se realmente havia quatro tipos de queijo ali e quais seriam. A massa estava dura, e não al dente, o que podemos afirmar com certeza, pois a massa dos outros pratos estava de fato no ponto correto e, ainda assim, muito mais cozida do que essa.

A apresentação era sofrível, e o montinho de queijo parmesão em apenas um ponto indicava a falta de esmero na montagem do prato, que, sejamos sinceros, tinha um grau muito baixo de dificuldade. Diante disso tudo, na medida do possível, o prato não estava ruim, mas definitivamente não pediria de novo, pois não foi uma massa que deu gosto de comer, entendem? Faltava sabor…

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Rigatoni alla Boscaiola: rigatoni com molho de linguiça e cogumelos com creme de leite (R$36,00)

Os outros dois pratos da mesa foram do mesmo tipo, esse Rigatoni alla Boscaiola, que, de todas as opções que já experimentamos na casa, é a que mais gostamos. Mais uma vez, a falta de cuidado na montagem era evidente: enquanto um prato veio bonito e apetitoso, com muita linguiça e cogumelo, o outro veio assim, mais feinho. O aspecto mais marcante desse prato é, sem dúvida, o aroma divino dos cogumelos.

Se os cogumelos eram o ponto alto do prato, a linguiça decepcionava. Os poucos pedaços rosados de carne não contribuíam nada com o conjunto, nem no gosto nem na apresentação. A verdade é que a linguiça não tinha muito gosto, o que a tornava imperceptível quando reunida com os cogumelos. Honestamente, não sei se isso se deve ao tamanho dos pedaços, que eram muito pequenos, ou ao gosto da própria linguiça. De qualquer forma, as experiências anteriores com o Rigatoni alla Boscaiola do Est! foram mais recompensadoras.

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Tiramisù (R$14,00)

Pra fechar a noite, nada melhor do que confirmar o estereótipo de nossa refeição, pedindo a sobremesa que não pode faltar em todo restaurante italiano: tiramisù. Estava bem saboroso, com o gosto de café bem suave e a textura do creme no ponto certo. Muito melhor do que a Panna Cotta que experimentamos em outra ocasião, que não tinha sabor nenhum.

O Est! Est!! Est!!! é uma boa opção para um jantar um pouco mais em conta do que a média de preços praticada em BH. No entanto, a falta de regularidade da casa, tanto nos pratos, quanto no atendimento, faz com que seja melhor evitá-la em ocasiões especiais. Não vá sem reserva, pois vimos pessoas esperando em pé na porta por mais de hora…

Est! Est!! Est!!! Autentica Cocina Italiana: Av. Getúlio Vargas, 107, Funcionários – (31) 2526.5852

BH: Café Biografias

Continuando nossa saga para conhecer os bares mais badalados do Maletta (já viram o post sobre o Dub?), hoje vamos falar sobre o Café Biografias.

Dos estabelecimentos mais novos, que surgiram após o “renascimento” do Maletta, o Biografias é o segundo mais antigo. Uma das curiosidades do local é que, a cada três meses, um novo chef assume as panelas.

O bar ocupa a varanda do segundo andar, de frente para a Rua da Bahia, e tem algumas mesas dentro da loja e outras espalhadas pela varanda. Um ambiente gostoso para um almoço tranquilo ou um happy hour. A decoração mistura elementos românticos com referências cinematográficas, musicais e políticas.

Para esse post, fomos ao Biografias em três ocasiões, sendo um almoço e duas vezes à noite. Em cada ida, saímos do lugar com uma impressão diferente, mas nenhuma delas muito boa…

Há alguns dias, estávamos de bobeira no centro e, sentindo a fome apertar, decidimos almoçar no Maletta. Havíamos lido que o Biografias servia um menu executivo de almoço a preços convidativos, com cardápio que varia todo dia. Encontramos o bar vazio, o que não impediu de o atendimento ser demasiadamente lento. Dentre as opções disponíveis na ocasião, escolhemos o escalope de filé acompanhado de spaghetti à carbonara, recebendo, de entrada, uma salada de alface, tomate e lascas de parmesão.

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Para acompanhar o almoço executivo, cerveja Eisenbahn Weizenbier (R$9,00).

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Almoço executivo (R$20,90): Menu do dia – Escalope de filé e espaguete à carbonara.

Infelizmente, o prato principal estava bem sem graça. A carne não nos pareceu filé e não estava saborosa. O molho aguado e engordurado (estão vendo as bolhas de óleo?) não conseguia salvar o filé. O carbonara do espaguete passou longe e os poucos pedaços de bacon em cima da massa eram pura gordura, zero carne. Sem falar que o spaghetti estava muito além do ponto ideal. Por incrível que pareça, a única coisa boa do prato inteiro era o ramo de alecrim fresco

Mas como somos brasileiros e não desistimos nunca, fomos ao Biografias duas outras vezes, a fim de provar as especialidades presentes no cardápio regular da Casa. E de quebra pra curtir o ambiente e a vista proporcionada pela varanda do Maletta.

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Ah, a vista… Muito bom sentar na varanda e beber um pouco vendo a vida passar lá embaixo na rua.

Na primeira vez em que fomos à noite, pedimos uma porção de cogumelos no molho de queijo. Era um sábado à noite, após o feriado de 1º de maio. Nossa vontade era, na verdade, de ir ao Dub, mas, chegando lá, estava fechado, assim como vários outros estabelecimentos do Maletta. Resolvemos, então, nos sentar na varanda do Biografias, um dos poucos bares abertos na ocasião.

Ao iniciarmos os pedidos, começaram as frustrações. Pedimos uma Eisenbahn, mas disseram que estavam em falta. Pedimos uma taça de vinho, mas também não tinha. O jeito foi beber uma Stella… Mas qual não foi a nossa surpresa quando vimos nas mesas recém-ocupadas exatamente as bebidas que supostamente estavam em falta? Provavelmente, um engano bobo da moça que nos atendeu, mas que já comprometeu um pouco a nossa experiência no lugar.

Mas o grande problema foi a escassez de pessoal na cozinha, só havendo uma cozinheira, sem ajudante nem nada. Consequência: os pratos demoraram uma eternidade. Nossa intenção inicial era comer a porção de cogumelos e dividir outro aperitivo ou um sanduíche, mas, como os cogumelos tardaram muito, e estávamos morrendo de fome, acabamos terminando a noite em outro lugar. O gerente (ou seria o proprietário?) percebeu nossa insatisfação ao pedirmos prematuramente a conta, mas mesmo assim não se aproximou para saber a razão. Faltou atenção com o cliente insatisfeito, né?

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Cogumelo ao creme: cogumelos salteados ao molho de queijo e ervas, acompanhado de baguete (R$28,00)

O preço dos petiscos varia de 16 a 28 reais.

Quem acompanha o blog sabe que não resistimos a cogumelos, especialmente os de paris e shimeji. Mas o que não havíamos contado é que um de nós não gosta de shiitake, sempre relegando o pobre do fungo para o prato vizinho quando presente em alguma receita. Enfim, feito esse pequeno parênteses, vocês já devem ter descoberto o que aconteceu… Pois é, após um século de espera pela porção, eis que ela chega em todo o seu esplendor e glória de… shiitake. Sabemos que devíamos ter perguntado qual espécie de cogumelo era utilizado, mas presumimos (por nosso erro e azar) que eram de paris, por serem mais comuns e pela falta de indicação no cardápio de um cogumelo “diferente”. Quanto ao molho, tinha um forte gosto de queijo, mas nem sombra de ervas. Para quem gosta de shiitake, foi um prato satisfatório, sem nada de especial. Para quem não gosta, uma espera em vão.

Por fim, a última vez no Biografias foi para provar um sanduíche. Na ocasião, duas pessoas na cozinha, e o prato chegou rápido. Só um de nós comeu, porque o outro já tinha desistido da Casa e preferiu lanchar em outro lugar. Atendimento mediano, como sempre…

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Francesinha: compagnon, muçarela, presunto de parma, linguiça, mortadela, roast beef, ovo e molho de cerveja (R$17,50)

O preço dos sanduíches varia de 14 a 17,50 reais.

O conjunto é vistoso, especialmente pelo ovo frito, que, com a gema mole, dava um espetáculo quando furado. No entanto, as quantidades dos ingredientes variavam muito dentro do sanduíche, de forma que o gosto de um sobrepujava os dos demais. No caso, senti que estava comendo um simples pão com mortadela, acompanhado de ovo frito. O molho de cerveja era, em teoria, uma adição interessante, mas estava muito ralo e engordurado, comprometendo, assim, a textura do pão e o gosto do sanduíche.

Bom, o Café Biografias não conseguiu nos conquistar. Fomos três vezes e não saímos bem impressionados em nenhuma delas. O preço é bom, mas a comida é de mediana a fraca. O atendimento também é mediano. Ou seja, nada é suficientemente bom que nos faça querer voltar mais. Afinal, ali mesmo na varanda do Maletta há outros lugares melhores e na mesma faixa de preço.

Café Biografias: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, loja 08 (varanda do segundo andar) – (31) 3567.4651.

BH: Duke’n’Duke

O Duke’n’Duke é, pelo menos por enquanto, o único lugar que divide nossas opiniões: o melhor em BH para um e superestimado para a outra. Por isso, o post pode parecer um pouco bipolar, mas vamos lá.

Muitos blogs e críticos concederam ao Duke o título de melhor hamburgueria de BH. Enquanto um de nós concorda e adora o hambúrguer do Duke, a outra acha que o melhor é o Bacon Paradise, com preço mais justo e excelente qualidade, e que o hambúrguer do Duke não é tudo isso que dizem por aí.

A que não acha isso tudo se explica: pra fazer esse post, fui duas vezes na mesma semana e comi dois hambúrgueres diferentes, o Armstrong e o Montgomery’s, que são provavelmente os mais famosos de lá, e não vi graça em nenhum dos dois, como falarei mais abaixo. E isso vindo de uma completa viciada em hambúrguer e batata frita! Já tinha ido antes na unidade da R. Alagoas e achado bom, mas nada de extraordinário. No entanto, dessas duas últimas e recentes vezes, achei bem mais ou menos, ainda mais considerando preço cobrado.

E o que acha isso tudo também se explica: nas diversas vezes em que fui ao Duke, nunca saí decepcionado, especialmente pela excelência no preparo na comida e pela inegável qualidade de todos os ingredientes usados nos pratos. Desde a carne, passando pelo pão e pelos demais itens que compõem os diferentes sanduíches servidos, é clara a preocupação com todos os detalhes que tornarão o hambúrguer simplesmente delicioso. Embora em algumas ocasiões o estabelecimento escorregue, comprometendo a experiência do cliente, não acredito que essas eventualidades afastem a ótima imagem que o Duke construiu nos últimos anos.

As fotos desse post foram tiradas em dois dias diferentes, um almoço e um jantar na recém inaugurada unidade da Av. Augusto de Lima.

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Casa nova e vazia… Estava vazia no dia do almoço (foto) e com meia dúzia de gatos pingados no dia do jantar. Se na unidade da Savassi é difícil encontrar lugar, já que o pub é muito pequeno, parece que o mesmo não acontece (ainda) na unidade do Maletta…

O ambiente é escuro, as mesas são de madeira e há sofás inteiros (adoramos! rs), mas o problema é que as mesas são próximas demais… A decoração segue o estilo de pub irlandês e é bem clean, apenas com alguns quadrinhos na parede de astros do jazz e do rock, que remetem ao estilo musical do Duke.

Já em relação ao atendimento, parece não haver um padrão mínimo de qualidade. Enquanto no dia do jantar fomos super bem atendidos por duas garçonetes fofas, no dia do almoço o atendimento foi bem fraco, zero simpatia e nem um pouco atencioso. E olha que, além da nossa, só mais duas mesas estavam ocupadas, então não tem nem a desculpa de que é por causa da lotação.

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Em uma coisa concordamos: os preços do Duke são elevados. Onde já se viu um hambúrguer simples custar 30 realidades? Não vamos nem falar dos que chegam a 40… Sério, os hambúrgueres servidos (por melhores que sejam) não justificam o preço cobrado. Dizemos isso porque, na maioria, os ingredientes não são tão caros assim, para fazerem jus ao preço alto dos sanduíches.

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Wäls Witte – 300ml (R$16,90)

Um dos diferenciais do Duke é a sua ótima seleção de cervejas importadas e artesanais. Além de brejas engarrafadas de variados estilos e nacionalidades, é possível encontrar também chopp de Guinness e as nacionais da Wäls, com destaque para a Pale Ale Duke. Aqui, uma observação: as cervejas que levam o nome da casa agora são produzidas pela cervejaria mineira Wäls, e não mais pela Taberna do Vale.

Sobre a Wäls Witte, pedida no almoço, a descrição oficial no site diz: “Cerveja de trigo de receita belga, extremamente refrescante. Elaborada com especiarias diversas. Coloração amarelo claro, turvo. Aroma cítrico e condimentado que remetem a especiarias como a pimenta da jamaica e laranja da terra. De corpo leve, com espuma consistente e cremosa.” Mas, pra ser sincera, não curti. Achei a cerveja bem rala/aguada e, como dá pra ver na foto, não formou espuma nenhuma. E achei carinha pra uma cerveja nacional de 300ml só…

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Duke’n’Duke (redução de Guinness com molho tradicional inglês e especiarias) e Garlic & Honey (alho e mel) – R$2,00 cada.

Antes dos hambúrgueres, a melhor parte: os molhos. Vale muito a pena pedir, fazem muita diferença no hambúrguer e ficam deliciosos com a batata.

Olhando essas fotos, não conseguimos entender o porquê de um dos molhos ter sido servido em quantidade bem inferior à do outro…

Gostei tanto do Garlic & Honey, que repeti no dia do almoço. Só que, diferente da primeira vez, veio muito açucarado. Sabe quando o mel fica muito grosso, cheio de cristais de açúcar? Estava assim, e sem muito gosto de alho… fiquei um pouco decepcionada, afinal é fácil recuperar um pote de mel açucarado, né? Mas enfim.. é um molho delicioso.

Vale a pena falar sobre as batatas fritas também. O cliente pode escolher entre as opções fries (batatas cortadas no sentido do comprimento e gordinhas) ou chips (nunca pedimos, mas é cortada redonda e um pouco mais grossa também). Em seguida, escolhe-se o tipo de tempero: sal comum, cítrico (sempre nossa escolha) ou apimentado.

As batatas são bem gostosas e, sem dúvida, um dos diferenciais do estabelecimento. Mas nem sempre vêm no cozimento ideal: já recebemos batatas duras por dentro. Outro ponto negativo que observamos em nossas últimas idas é a diminuição da quantidade de batatas, ou melhor dizendo, do tamanho: a quantidade é sempre a mesma, ou seja, 4 ou 5 batatinhas, mas agora estão da metade do tamanho de antigamente. E se tem uma coisa que me irrita enquanto estou comendo meu hambúrguer é ter que racionar as batatas. #chatiada

E mais um detalhe, dessa vez positivo: sempre perguntam o ponto da carne, e costumam seguir o pedido do cliente.

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Montgomery’s (Wes): pão, burguer de picanha, cebola caramelizada na Guinness, queijo cheddar – R$29,90.

A carne estava ao ponto e tinha tudo pra dar certo (burguer de picanha, né!), mas não tinha tempero nenhum. O queijo cheddar processado também não adiciona sabor ao prato e a cebola caramelizada na Guinness não foi capaz de salvar o sanduíche, até porque mal dava para senti-la. No fim das contas, achei o hambúrguer sem graça e sem gosto. Sorte que tinha o molho Garlic & Honey pra salvar a pátria.

Lembro que esse também foi o meu pedido na minha primeira ida ao Duke. Queria adicionar bacon, mas o chef não deixa fazer nenhum acréscimo. Frescura incômoda pro cliente, viu?

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Armstrong (Louis): pão, burguer de picanha, bacon, queijo prato, cebola roxa, home sauce, alface americana – R$29,90.

Mais um hambúrguer que tinha tudo pra dar certo, mas o conjunto deixou a desejar… Carne ao ponto e sem tempero, assim como no Montgomery’s. O bacon estava molenga, senti falta da crocância. O home sauce era um molho frio de tomate e me surpreendeu um pouco (ainda não sei se positiva ou negativamente), pois eu, inocente que não sabia de nada, estava esperando algo diferente… Enfim, poderia ser melhor, poderia ter mais gosto, o bacon poderia ser mais crocante, o home sauce poderia estar explicado no cardápio. Estava melhor do que o Montgomery’s, mas ainda assim muito longe de ser um hambúrguer excelente ou o melhor de BH – e menos ainda de ser o preferido da vida… Mais uma vez, o Garlic & Honey fez as honras da casa e salvou meu lanche.

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Mingus: pão francês redondo, burguer de picanha, queijo estepe, molho barbecue gourmet, alface americana – R$32,90.

O hambúrguer estava ótimo, com a carne no ponto pedido. Fiquei um pouco confuso sobre o que tornaria gourmet o molho barbecue. A única diferença que pude sentir foi que o gosto estava mais suave e menos apimentado que o molho normal. De qualquer modo, casava muito bem com o conjunto do sanduíche. Houve, no entanto, um pequeno problema (que se tornou mais irritante posteriormente): o pão não era francês, como descrito no cardápio. Tratava-se, obviamente, do pão normal da casa, o que não é demérito nenhum, já que é bem gostoso.

Ao me entregarem o prato, indaguei à garçonete se não havia pão francês no dia, movido mais por surpresa do que por indignação. Não sabendo responder, ela foi à cozinha para descobrir a causa da confusão. Para a minha surpresa, a resposta foi, simplesmente, que eu havia me enganado, já que o pão utilizado era (na versão deles) o francês. A diferença entre os pães supostamente seria somente no sabor, e não na aparência: o normal seria doce, ao passo que o francês salgado. Isso não é verdade, pois já vimos e comemos o pão francês da casa, que sempre foi completamente diferente do pão normal.

Honestamente, não conseguimos entender o porquê de não terem reconhecido o equívoco na montagem do hambúrguer. Cometer pequenos enganos é algo normal e aceitável, especialmente em restaurantes que abriram há pouco (como o Duke no Maletta). Inaceitável e desrespeitoso é tentar enganar o cliente, transformando uma situação simples e de pouca importância em um episódio desagradável e irritante.

Pois bem. Nossas opiniões se dividem sobre a qualidade do hambúrguer, mas convergem em relação ao exagero dos preços. Melhor você ir lá e tirar suas próprias conclusões.

Duke’n’Duke: R. Alagoas, 1470, Savassi(31) 3264 9857 + Av. Augusto de Lima, 245, Centro – (31) 3567 7570.

BH: Trindade

O Trindade era um desejo antigo nosso… Aproveitamos a 8ª edição do Restaurant Week em BH para finalmente conhecermos a casa. O restaurante é comandado por Fred Trindade e Felipe Rameh, que, durante toda a noite, circularam pelo salão e cumprimentaram alguns clientes. A propósito, Felipe Rameh foi eleito pela Veja BH 2013 como o Chef do Ano.

O Trindade mistura – com maestria, diga-se de passagem – elementos clássicos e modernos, tanto na cozinha, quanto na decoração. A cozinha contemporânea e autoral traz sofisticação a ingredientes tradicionais da culinária mineira e inova em suas misturas e aplicações.

O serviço é impecável, como se espera de um restaurante do nível do Trindade.

Durante o Restaurant Week, o cardápio de jantar custa R$49,90 + R$1 (Jornada Solidária). Diferente dos outros restaurantes participantes, que apresentam apenas duas opções em cada tempo do menu, o Trindade tinha cinco opções de entrada (além das que pedimos, tinha também Dadinhos de tapioca com melado e alecrim, Espetinho caprese com queijo do Serro e Canapé de ovinho trufado com queijo Zé Mario e flor de sal) e de prato principal (além dos nossos, Creme de baroa com cogumelos, castanhas e brotos, Picadinho de filé angus glaceado com abobrinha caipira, banana, farofa croc e ovo frito e Peixe do dia com palmito assado, legumes verdes e purê de banana). Ponto para o Trindade, que preza pela variedade e por tentar agradar ao máximo o cliente. Além disso, as opções apresentadas integram o cardápio regular da casa, o que torna o RW uma ótima oportunidade para conhecê-la.

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O amplo salão apresenta belos painéis de Rogério Fernandes, que, aliados aos suntuosos lustres, grandes mesas de madeira e antigos utensílios de cozinha, compõem um ambiente arrojado e aconchegante. Nas mesas, o vasinho de flor e a panelinha com pimenta adicionam charme e reforçam o cuidado com a decoração em todos os detalhes.

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No entanto, apesar do alto nível do restaurante, pra variar, a cerveja era Stella. Um pouco decepcionante não encontrar nenhuma cerveja especial…

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Entrada: Tulipinha de frango orgânico Korin com mel e mostarda.

A tulipinha era um show de execução para uma ideia bem simples. A pela estava crocante na medida certa, e a carne bastante macia. O gosto da mostarda não obscurecia o sabor do frango, servindo – como sempre deve ser – para realçá-lo. O ramo de alecrim coroava a experiência, conferindo um gosto marcante para a entrada.

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Entrada: Batatinha brava com parma Sr. Chiari.

As batatinhas estavam bem cozidas, mas muito apimentadas. Uma entrada correta, mas não excepcional. Queria ter pedido os dadinhos de tapioca, mas estavam em falta na noite que fomos…

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Prato principal: Jarret de porco com angu de milho verde e gremolata.

A panturrilha de porco estava, simplesmente, deliciosa, desfiando, delicadamente, a cada garfada. Apesar de servida em um evento movimentado, como o Restaurant Week, o jarret foi preparado da maneira correta: assado lentamente por horas. Diferentemente da famosa panturrilha que integra o cardápio da Salumeria Central, esta veio à mesa bem quente, o que – ao menos, em minha humilde concepção – torna o prato ainda mais agradável.

O angu de milho também estava bem gostoso, casando, perfeitamente, com o molho que acompanhava o jarret. Textura e sabor bastante suaves. O prato só não foi perfeito pela escassez de gremolata. Para vocês terem uma ideia, a quantidade foi tão pouca que por várias vezes interpelei o garçom para que ele trouxesse o pote de tempero, já que, na minha ingênua visão, haviam se esquecido de servi-lo. Quem tiver uma lupa em casa pode tentar enxergar a gremolata no meu prato: são aqueles dois ramos de salsa no lado direito da panturrilha.

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Prato principal: Bobó de camarão com arroz de coco e chips de raízes brasileiras.

O bobó de camarão estava delicioso, embora também muito apimentado. Aqui ficou a única dúvida da noite: pedi que a pimenta fosse suave; mas, para o meu gosto, estava muito apimentado. E aí eu não sei se meu pedido não foi atendido ou se o prato normalmente tem níveis extraordinários de pimenta… Os chips de raízes não estavam muito crocantes, talvez por terem vindo em contato com o molho do bobó, e poderiam ter vindo em maior quantidade. Os camarões do bobó eram grandes e vieram em quantidade razoável (nem muito, nem pouco, mas eu aceitaria mais de bom grado, rs). De acompanhamento, o arroz com amêndoas, lascas de coco e raminhos de funcho (erva-doce) suavizava a pimenta do bobó. As amêndoas adicionaram a crocância desejada, que faltava aos chips. A mistura de sabores do arroz era agradável e casava bem com o tempero forte do bobó. Um prato excelente, até mesmo para quem não gosta de pimenta…

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Sobremesa: Crème brûlée de doce de leite Viçosa.

O crème brûlée preparado com doce de leite Viçosa é mais uma tentativa muito bem sucedida de reinventar ingredientes regionais. A sobremesa é doce sem ser enjoativa, graças à adição de flor de sal, que quebra o açúcar do doce de leite, ao mesmo tempo que realça seu sabor. Veio quentinho (amo doce quente!), com a casquinha bem crocante. A porção é farta e sugerimos, a quem for fora do RW, que peça para dividir. Doce sensacional, do tipo que dá vontade de comer sempre.

Fomos com expectativas bem altas, e o Trindade superou todas. Comida, atendimento e ambiente excelentes. Cozinha autoral e excepcional. É, sem dúvida, um restaurante diferenciado, que faz jus à fama que tem.

Trindade: R. Alvarenga Peixoto, 388, Lourdes – (31) 2512.4479.