BH: Ah! Bon

Esse post estava no rascunho faz tempo…

Bom, nós não sabemos como é o dia-a-dia de vocês, mas imaginamos que seja parecido com o nosso: não dá pra comer em restaurante top todo dia, seja pelo (alto) custo, seja pela falta de tempo. Então, nossa rotina inclui almoçar nos restaurantes self-service perto do trabalho ou de casa, na correria do horário de almoço.

Mas, de vez em quando, é possível dar aquela escapulida para curtir um almoço mais bacaninha… E, nessas oportunidades, um de nossos lugares preferidos é o Ah! Bon. O outro era a Belo Comidaria, que infelizmente fechou as portas.

ah bon almoço

Menu Executivo servido nas unidades do BH Shopping e do Pátio Savassi. Nas unidades Diamond e Lourdes, o cardápio e os preços são diferentes (dá pra conferir no site). De segunda a sexta-feira, exceto feriados, de 12h às 16h.

ah bon salada

Entrada: salada de folhas, muçarela de búfala, tomate cereja, croutons e molho agridoce.

Todos os pratos do Menu Executivo recebem essa salada de entrada. Os pontos positivos dessa salada são as folhas sempre bem frescas, o molho delicioso e o queijo. Porém, só vem um tomatinho cereja partido ao meio e poucos (e pequeninos) croutons.

ah bon risoto

Prato principal: Risoto de filé com ervas frescas (R$37,90)

Esse é o nosso prato preferido! A quantidade é suficiente pra sair de lá rolando, rs. O ponto alto é que o risoto sempre está no ponto ideal, al dente e não empapado, e eles não usam arroz branco. Parece um comentário besta, já que o tipo do arroz é uma das coisas mais importantes em um risoto, mas o que tem de restaurante por aí que faz risoto com arroz branco não é brincadeira… Os pedaços de filé vêm em abundância e estão sempre bem macios e temperados. O toque final fica por conta do sabor das ervas e do queijo parmesão ralado na hora.

Quem quiser fazer parecido em casa, já postamos aqui uma receita de risoto de ervas com champignon e filé.

ah bon escalope batata

Prato principal: Escalope de filé ao molho de mostarda e champignon com batata gratinada (R$37,90)

Após ter repetido o risoto de filé em vários almoços no Ah! Bon, acabei seduzido pela combinação filé + mostarda + champignon. A carne estava muito gostosa e macia, não estando bem passada… graças a Deus. Por outro lado, o molho de mostarda deixou a desejar, já que era ralo demais e com gosto de menos. Honestamente, só com um pouco de esforço, consegui sentir o sabor da mostarda. Quanto aos champignons, o restaurante não nos decepcionou, apresentando cogumelos frescos, e não os em conserva.

O gratinado de batatas era o carboidrato que não podia faltar ao prato. Apesar de não gostar muito normalmente desse acompanhamento, achei o do Ah! Bon muito bom.

ah bon escalope risoto

Prato principal: Escalope de filé ao molho de mostarda dijon com risoto parmegiano (R$46,10)

Como podem perceber, esse prato não está na lista dos executivos por R$37,90. No entanto, não há muita diferença dele para o prato anteriormente citado, o que nos fez questionar a razão dos preços distintos.

A carne e o molho seguiram à risca o padrão que já comentamos, o que, apesar de reproduzir os defeitos mencionados, demonstra a coerência e constância do restaurante, tornando-o confiável, já que menos propenso a irregularidades no dia-a-dia. O risoto era básico, mas muito bem feito. O parmesão não se fazia de rogado, estando seu gosto muito presente no prato.

O Ah! Bon é uma opção sem erro: a comida é sempre boa e eles utilizam ingredientes de qualidade. Vale a pena fugir um pouco da rotina para um almoço especial. O único “problema” é que, como os pratos são muito bem servidos, nunca conseguimos provar as sobremesas…

Ah! Bon Café BH Shopping: Espaço Gourmet, 2º Piso – (31) 3286.1056. Aberto Diariamente de 10h às 23h.

Pátio Savassi: 2º Piso, Quiosque 01 – (31) 3281.1742. Aberto diariamente de 10h às 23h.

Diamond Mall: piso OM do shopping – (31) 3292.9004. Aberto diariamente de 10h às 23h.

Restaurante Lourdes: Rua Fernandes Tourinho, 801, Lourdes – (31) 3281.6260. Horário de funcionamento: segunda à sexta‐feira, de 12h à 01h; sábado, domingo e feriados: de 8h à 01h.

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Receita: Risoto de ervas com champignon e filé

A gente não precisa repetir que adora cogumelo, né? A essa altura, isso já está bem claro por aqui…

E se tem um prato que a gente ama também é risoto. Aliás, o primeiro jantar que cozinhamos juntos foi justamente risoto… Sinônimo de comfort food, fácil de fazer, ótimo como prato único ou como acompanhamento. A base de todo risoto é a mesma, e você vai variando os sabores conforme o desejo do dia ou o que tem na geladeira. Daí que, ultimamente, fizemos vários em casa: de funghi secchi com filé e vinho tinto, de mostarda de dijon e esse de ervas com champignon e filé. Quem nos acompanha no instagram (@cozidomisto) deve ter notado essa “temporada” de risotos na nossa cozinha.

Então, nada mais justo do que postar uma receita de risoto por aqui!

(ai, galere, não reparem nas panelas velhas e destruídas :( mas não tenho intenção de comprar novas por enquanto, então a gente segue assim…)

Ingredientes

4 “punhados” de arroz arbóreo ou carnaroli (obs: mamãe dizia que deve-se contar uma mão cheia de arroz por pessoa; como prato único, temos feito duas mãos por pessoa e tem sido a quantia ideal para morrer de comer, rs)

Meia cebola picada em cubinhos

300g de filé picado em cubos ou tiras (nem pequeno demais pra desaparecer, nem grande demais pra precisar de uma faca)

200g de cogumelos de paris (champignon fresco)

300ml de vinho branco seco

1 litro de caldo de legumes (caseiro ou 1 cubo dissolvido em água – por motivos de preguiça, sempre utilizamos os cubos…)

2 colheres de sopa de manteiga

50g de queijo gruyère ralado

Ervas a gosto (utilizamos salsinha fresca, alecrim, tomilho e manjericão desidratados)

Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Azeite

Risoto 5

Modo de preparo

Em primeiro lugar, os cogumelos devem ser frescos. Se você usar cogumelos em conserva, vai estragar sua receita, pois são muito ácidos. Então, se não conseguir comprar cogumelos frescos, melhor fazer a receita sem eles, ok? Limpe delicadamente os cogumelos com papel toalha para remover os restos de terra, como já explicamos nesse post. Como os que tínhamos nesse dia não eram muito grandes, picamos em três fatias mais ou menos grossas (preferimos assim, pra eles não “sumirem” no prato).

Dissolva o cubo na água ou faça seu próprio caldo caseiro e mantenha-o quente durante todo o preparo do risoto.

Para fazer o risoto, o ideal é usar uma panela grande, pois o arroz vai crescer. Coloque um pouco de azeite e a cebola. Quando a cebola murchar e ficar transparente, adicione o arroz, mexa um pouco até que ele fique brilhante e adicione 200ml de vinho branco. A parte chata de fazer um risoto é que tem que mexer o arroz o tempo todo… Quando o álcool do vinho tiver evaporado, adicione o caldo de legumes até cobrir o arroz e continue mexendo. Nunca deixe o caldo secar, pois ele é necessário para que o arroz cozinhe e porque risoto tem que ter um pouco de caldo mesmo. À medida que o caldo for reduzindo, vá adicionando mais, sempre mexendo, até que o arroz cozinhe e fique al dente (ao provar, o arroz estará cozido, mas com o interior um pouquinho duro). O processo todo leva mais ou menos 20 minutos. Cuidado para não passar do ponto do arroz ou colocar caldo demais, pois ele ficará meio “empapado” e parecendo mais um caldo de arroz do que um risoto… Essa é a base pra qualquer risoto, lembrando sempre de adicionar o queijo e a manteiga ao final, como falaremos mais abaixo. Com essa base, você pode variar os ingredientes ou até mesmo parar por aqui, se sua intenção for fazê-lo apenas como acompanhamento.

Durante o cozimento do arroz, prepare os cogumelos e a carne.

Em uma panela pequena, refogue os cogumelos em uma colher de sopa de manteiga. Quando os cogumelos já tiverem murchado um pouco, adicione 100ml de vinho branco e deixe cozinhar um pouco. Além do vinho, o cogumelo vai soltar um pouco de água também. Quando os cogumelos estiverem cozidos, desligue o fogo. Ainda terá bastante caldo, que você pode aproveitar no preparo do risoto.

Tempere os cubos de carne com sal e pimenta do reino. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e passe a carne. Não deixe tempo demais, porque carne dura é a morte de qualquer prato. O ideal é que fique suculenta e macia… fuja da bem passada.

Quando o arroz já estiver quase no ponto, tempere com um pouco de noz moscada e pimenta do reino e adicione as ervas (salsinha picadinha, alecrim, tomilho e manjericão).

Risoto 3

Quando o arroz estiver no ponto certo, desligue o fogo e adicione os cogumelos e a carne (se tiver um caldinho da carne na frigideira, pode despejá-lo também!). Após misturar, acrescente o queijo e uma colher de sopa manteiga e mexa bem, para que o queijo derreta. A manteiga e o queijo ao final deixarão o arroz brilhante e o risoto mais cremoso. Se achar necessário, corrija o sal – geralmente, não é, pois o caldo, o queijo, a manteiga e as especiarias já são suficientes para temperar o risoto.

Não esqueça de reservar um pouco do queijo ralado para servir! Se não tiver gruyère, pode usar queijo parmesão, ficando apenas a ressalva de que ele é um pouco mais forte.

risoto 4

Sinceramente, foi o mais gostoso que já fizemos até hoje! Foi possível sentir todos os sabores, sem que nenhum ofuscasse os outros… Desde a carne macia, passando pelo arroz no ponto certo e bem temperado pelas ervas, até os cogumelos, que, por terem sido cozidos no vinho branco, ainda realçavam o sabor do vinho.

Esperamos que gostem da receita! Quem fizer, não esqueça de nos marcar no instagram se postarem foto (@cozidomisto) ou de voltar aqui pra nos contar o que achou!

Receita: Cogumelos à Provençal e Filé com Shimeji ao Shoyu

O post de hoje tem duas receitas, que fizemos e comemos no mesmo dia, porque somos gordos apaixonados por cogumelos.

A receita de cogumelos à provençal foi inspirada na entrada maravilhosa que comemos no Au Bon Vivant. E, olha, ficou muito boa e bem parecida! :)

Já o filé com shimeji no shoyu é um petisco de fácil execução que costumamos fazer.

Nós vamos passar o Dia dos Namorados em casa, cozinhando juntos. Não gostamos muito de sair pra jantar nessa data, porque os restaurantes geralmente colocam menus fixos com preços exorbitantes e ficam lotados, tornando a comemoração um pouco impessoal.

Então, nossa sugestão é fazer o filé com shimeji ao shoyu de petisco para comer durante o jogo do Brasil na Copa e os cogumelos à provençal de entrada do jantar.

COGUMELOS À PROVENÇALImagem

Ingredientes

300 g de cogumelos de paris (champignon fresco)

150 g de tomates cereja partidos ao meio

Meia cebola picada em cubinhos

2 dentes de alho picados em cubinhos e 4 dentes inteiros (com casca)

200 ml de vinho branco seco

Cebolinha e salsinha

Sal, pimenta do reino e noz moscada

Alecrim

Manteiga

1 baguete

(obs: as medidas estão aproximadas, pois fizemos no olho)

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Modo de preparo

Primeiro, é preciso limpar os cogumelos, que geralmente vêm sujos de terra. Essa parte é um pouco chatinha, mas muito importante. Usamos um papel toalha e vamos limpando delicadamente cogumelo por cogumelo… Delicadamente, viu?, porque os cogumelos são sensíveis, e se você colocar muita força, pode acabar arrancando algumas fatias deles. Não lave com água, pois ele irá absorvê-la. Nessa receita, não é possível substituir os cogumelos frescos pelos em conserva, pois o champignon é a estrela do prato e, se você usar em conserva, vai ficar péssimo – palavra de quem já provou cogumelos à provençal em conserva, num restaurante em Colonia del Sacramento, no Uruguai. Após a limpeza, pique os cogumelos (pode ser em forma de “x” ou em 3 fatias) – o importante aqui é que os pedaços não sejam finos ou pequenos.

Fatie a baguete em torradas não muito finas e asse por cerca de 10 min, virando as torradas para dourá-las dos dois lados. Se preferir, pode passar um pouco de manteiga em um dos lados, para as torradas ficarem douradinhas (nós pulamos essa etapa por preguiça, rs).

Em uma panela, coloque duas colheres de manteiga e doure rapidamente os dentes de alho e a cebola picados. Adicione os cogumelos e refogue. Em seguida, coloque os tomates cereja partidos ao meio, salsinha e cebolinha picados, o alecrim e deixe cozinhar um pouco no caldo do tomate. Tempere com um pouco de sal e pimenta do reino. Quando o caldo do tomate já tiver reduzido um pouco, adicione o vinho e os dentes de alho inteiros e deixe cozinhar até o caldo engrossar e reduzir um pouco mais. Não deixe secar, pois o caldo fica delicioso no pão! Se necessário, corrija o tempero. O alecrim, a salsinha e a cebolinha darão o toque especial desse molho.

Sirva com as torradas.

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FILÉ COM SHIMEJI AO SHOYU

Ingredientes

200 g de shimeji fresco

300 g de filé picado em cubos

Manteiga

Molho shoyu

Cebolinha

Sal e pimenta do reino para temperar

(obs: as medidas estão aproximadas, pois fizemos no olho)

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Modo de preparo

Corte a base do shimeji, que mantém os cogumelos unidos. Não pique os cogumelos: o ideal é deixá-los inteiros e compridos, como na foto. Não se assuste se a quantia parecer muita, pois eles murcham bastante após o cozimento.

Tempere os cubos de carne com sal e pimenta do reino. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e frite a carne.

Em uma panela, coloque uma colher de sopa bem cheia de manteiga para refogar o shimeji. Depois que os cogumelos tiverem murchado um pouco, adicione o molho shoyu, numa quantia suficiente apenas para cozinhar o shimeji. Não exagere, pois muito shoyu pode ofuscar o sabor do cogumelo e salgar demais a receita. Quando já tiver secado quase todo o molho, junte a carne, misture com o shimeji e o molho, e retire do fogo. Para servir, salpique um pouco de cebolinha picada.

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Esperamos que curtam essas receitas tanto quanto nós! Quem fizer, posta uma foto no instagram e marca a gente lá (@cozidomisto) ou volta e conta aqui pra gente o que achou! :)

BH: Café Biografias

Continuando nossa saga para conhecer os bares mais badalados do Maletta (já viram o post sobre o Dub?), hoje vamos falar sobre o Café Biografias.

Dos estabelecimentos mais novos, que surgiram após o “renascimento” do Maletta, o Biografias é o segundo mais antigo. Uma das curiosidades do local é que, a cada três meses, um novo chef assume as panelas.

O bar ocupa a varanda do segundo andar, de frente para a Rua da Bahia, e tem algumas mesas dentro da loja e outras espalhadas pela varanda. Um ambiente gostoso para um almoço tranquilo ou um happy hour. A decoração mistura elementos românticos com referências cinematográficas, musicais e políticas.

Para esse post, fomos ao Biografias em três ocasiões, sendo um almoço e duas vezes à noite. Em cada ida, saímos do lugar com uma impressão diferente, mas nenhuma delas muito boa…

Há alguns dias, estávamos de bobeira no centro e, sentindo a fome apertar, decidimos almoçar no Maletta. Havíamos lido que o Biografias servia um menu executivo de almoço a preços convidativos, com cardápio que varia todo dia. Encontramos o bar vazio, o que não impediu de o atendimento ser demasiadamente lento. Dentre as opções disponíveis na ocasião, escolhemos o escalope de filé acompanhado de spaghetti à carbonara, recebendo, de entrada, uma salada de alface, tomate e lascas de parmesão.

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Para acompanhar o almoço executivo, cerveja Eisenbahn Weizenbier (R$9,00).

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Almoço executivo (R$20,90): Menu do dia – Escalope de filé e espaguete à carbonara.

Infelizmente, o prato principal estava bem sem graça. A carne não nos pareceu filé e não estava saborosa. O molho aguado e engordurado (estão vendo as bolhas de óleo?) não conseguia salvar o filé. O carbonara do espaguete passou longe e os poucos pedaços de bacon em cima da massa eram pura gordura, zero carne. Sem falar que o spaghetti estava muito além do ponto ideal. Por incrível que pareça, a única coisa boa do prato inteiro era o ramo de alecrim fresco

Mas como somos brasileiros e não desistimos nunca, fomos ao Biografias duas outras vezes, a fim de provar as especialidades presentes no cardápio regular da Casa. E de quebra pra curtir o ambiente e a vista proporcionada pela varanda do Maletta.

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Ah, a vista… Muito bom sentar na varanda e beber um pouco vendo a vida passar lá embaixo na rua.

Na primeira vez em que fomos à noite, pedimos uma porção de cogumelos no molho de queijo. Era um sábado à noite, após o feriado de 1º de maio. Nossa vontade era, na verdade, de ir ao Dub, mas, chegando lá, estava fechado, assim como vários outros estabelecimentos do Maletta. Resolvemos, então, nos sentar na varanda do Biografias, um dos poucos bares abertos na ocasião.

Ao iniciarmos os pedidos, começaram as frustrações. Pedimos uma Eisenbahn, mas disseram que estavam em falta. Pedimos uma taça de vinho, mas também não tinha. O jeito foi beber uma Stella… Mas qual não foi a nossa surpresa quando vimos nas mesas recém-ocupadas exatamente as bebidas que supostamente estavam em falta? Provavelmente, um engano bobo da moça que nos atendeu, mas que já comprometeu um pouco a nossa experiência no lugar.

Mas o grande problema foi a escassez de pessoal na cozinha, só havendo uma cozinheira, sem ajudante nem nada. Consequência: os pratos demoraram uma eternidade. Nossa intenção inicial era comer a porção de cogumelos e dividir outro aperitivo ou um sanduíche, mas, como os cogumelos tardaram muito, e estávamos morrendo de fome, acabamos terminando a noite em outro lugar. O gerente (ou seria o proprietário?) percebeu nossa insatisfação ao pedirmos prematuramente a conta, mas mesmo assim não se aproximou para saber a razão. Faltou atenção com o cliente insatisfeito, né?

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Cogumelo ao creme: cogumelos salteados ao molho de queijo e ervas, acompanhado de baguete (R$28,00)

O preço dos petiscos varia de 16 a 28 reais.

Quem acompanha o blog sabe que não resistimos a cogumelos, especialmente os de paris e shimeji. Mas o que não havíamos contado é que um de nós não gosta de shiitake, sempre relegando o pobre do fungo para o prato vizinho quando presente em alguma receita. Enfim, feito esse pequeno parênteses, vocês já devem ter descoberto o que aconteceu… Pois é, após um século de espera pela porção, eis que ela chega em todo o seu esplendor e glória de… shiitake. Sabemos que devíamos ter perguntado qual espécie de cogumelo era utilizado, mas presumimos (por nosso erro e azar) que eram de paris, por serem mais comuns e pela falta de indicação no cardápio de um cogumelo “diferente”. Quanto ao molho, tinha um forte gosto de queijo, mas nem sombra de ervas. Para quem gosta de shiitake, foi um prato satisfatório, sem nada de especial. Para quem não gosta, uma espera em vão.

Por fim, a última vez no Biografias foi para provar um sanduíche. Na ocasião, duas pessoas na cozinha, e o prato chegou rápido. Só um de nós comeu, porque o outro já tinha desistido da Casa e preferiu lanchar em outro lugar. Atendimento mediano, como sempre…

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Francesinha: compagnon, muçarela, presunto de parma, linguiça, mortadela, roast beef, ovo e molho de cerveja (R$17,50)

O preço dos sanduíches varia de 14 a 17,50 reais.

O conjunto é vistoso, especialmente pelo ovo frito, que, com a gema mole, dava um espetáculo quando furado. No entanto, as quantidades dos ingredientes variavam muito dentro do sanduíche, de forma que o gosto de um sobrepujava os dos demais. No caso, senti que estava comendo um simples pão com mortadela, acompanhado de ovo frito. O molho de cerveja era, em teoria, uma adição interessante, mas estava muito ralo e engordurado, comprometendo, assim, a textura do pão e o gosto do sanduíche.

Bom, o Café Biografias não conseguiu nos conquistar. Fomos três vezes e não saímos bem impressionados em nenhuma delas. O preço é bom, mas a comida é de mediana a fraca. O atendimento também é mediano. Ou seja, nada é suficientemente bom que nos faça querer voltar mais. Afinal, ali mesmo na varanda do Maletta há outros lugares melhores e na mesma faixa de preço.

Café Biografias: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, loja 08 (varanda do segundo andar) – (31) 3567.4651.