BH: Dub – burguer edition

Já falamos por aqui do Dub, um bar no Edifício Maletta que serve ótimos drinks, porções e tem preços bacanas.

No primeiro post, mencionamos ao final que tínhamos visto alguns hambúrgueres sendo servidos que pareciam muito bons, e que queríamos voltar para prová-los. E a triste verdade foi que, logo depois de o post ter ido ao ar, voltamos lá e comemos um hambúrguer, mas foi decepcionante, pois estava bem ruim.

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Daí que, tempos depois, vimos essa foto no instagram do chef Leonardo Paixão, do Glouton, recomendando o hambúrguer e esclarecendo que a equipe de cozinha tinha sido reformulada. A imagem era realmente animadora, com um hambúrguer apetitoso e batatas fritas de verdade cuidadosamente montadas, compondo uma bela apresentação. Com uma recomendação desse nível e sendo dois adoradores de um bom hambúrguer, resolvemos dar outra chance pros sanduíches do Dub.

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Para beber, pedimos duas Eisenbahn Weizenbier (R$10,00). Já deve ter dado pra perceber por aqui que amamos a combinação de hambúrguer com cerveja de trigo…

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A foto do cardápio não ficou boa, mas esperamos que consigam ler. As opções são poucas, mas boas e com preços razoáveis.

Todos os hambúrgueres são acompanhados de fritas cobertas de parmesão e crumble de bacon.

Vale dizer que nossos pedidos demoraram mais de uma hora para chegar, e isso num dia em que não estava lotado… Depois de um bom tempo de espera, o garçom veio até nossa mesa ver nossa comanda para conferir se o pedido tinha sido encaminhado à cozinha…!

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Cheese Montana: hambúrguer caseiro coberto por cebola roxa caramelizada no barbecue e muçarela derretida, bacon crocante, molho de queijo fundido e geleia picante de jalapeño (R$22,00)

À primeira vista, uma pequena decepção: cadê as batatas fritas de verdade da foto do Leonardo Paixão? Nossos sanduíches vieram com batatas congeladas. Não somos surtados em relação a isso de não ir a algum lugar porque a batata é congelada. Seria melhor se as fritas fossem feitas pelo próprio estabelecimento? Seria. Perde uns pontinhos? Perde. Mas se o hambúrguer é realmente bom, comemos felizes. No entanto, achamos a quantidade muito pequena, pois, já que é pra servir batata congelada, pelo menos que seja em abundância! Se tem uma coisa que me chateia é ter que racionar batata enquanto como meu hambúrguer…

A geleia picante de jalapeño vem à parte – ainda bem, pois é bem forte! A carne era enorme, estava num ponto ótimo e bem saborosa. O bacon veio em boa quantidade, bem crocante e sequinho, ou seja, perfeito! Achei que poderia ter mais queijo, mas ainda assim o hambúrguer estava delicioso!

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Alta Fidelidade Burguer: hambúrguer artesanal coberto por queijo cheddar, bacon crocante e molho de queijo fundido, acompanhado de alface americana e tomates maduros (R$22,00)

A segunda escolha foi um hambúrguer clássico, simples e direto. O bacon estava muito bom, justificando a descrição a cada barulhenta mordida que eu dava. A carne veio bem passada, o que é uma pena, já que a sua suculência é crucial para o sabor do sanduíche. Talvez seja necessário esclarecer ao garçom o ponto desejado. Quanto ao molho de queijo fundido, não senti, não vi, só ouvi falar. De qualquer forma, a experiência foi positiva, tendo o hambúrguer um excelente custo x benefício.

Bom, continuamos gostando do Dub e recomendando a visita. Agora podemos afirmar que, além das porções e bebidas, os hambúrgueres também valem a pena, rivalizando, inclusive, com os do Duke’n’Duke, que abriu, há poucos meses, uma unidade no térreo do Maletta. E a julgar pelas nossas últimas visitas às duas casas, é melhor o Duke ficar esperto e tratar de melhorar ou vai perder sua clientela pro bar de cima…

Dub: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, sobreloja 5 (varanda do segundo andar), Centro – (31) 3234.2405. Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 18h à 00:30.

BH: Deli Handmade

Estamos um pouco sumidos porque os últimos tempos têm sido muito corridos… Além disso, quem nos segue no instagram (@cozidomisto) deve ter visto que o blog agora tem uma mascotinha linda, a Belinha. Também por causa dela, estamos numa fase mais caseira, pois a pequena ainda tem dificuldade para ficar sozinha em casa… :(

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Filha de peixe, peixinha é… Belinha é uma bolinha de pelos muito esfomeada!

Mas enfim.. voltando ao foco do blog, hehe

A Deli Handmade é a mais nova (ok, já não tão nova assim) hamburgueria de BH. Já contamos por aqui que amamos um bom hambúrguer, então sempre que há uma novidade nesse ramo, ficamos curiosos para provar.

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O espaço é basicamente um corredor, com algumas mesas e um balcão na parte de dentro e mais outras mesas na calçada. Por ser tão pequeno, em geral há filas. Nós tivemos que esperar um pouco no dia que fomos e acabamos sentando no balcão.

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Pra beber, Eisenbahn Weizenbier (R$9,90). A gente gosta de comer hambúrguer acompanhado de uma boa cerveja, e a Deli apresenta uma boa variedade de cervejas especiais.

Além dos hambúrgueres, há também uma boa variedade de sanduíches, mas eles não são acompanhados de batatas – não nos perguntem o porquê, já que os preços são iguais ou mais altos do que os dos hambúrgueres…

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J Fat Boy: pão australiano, blend de picanha 200g, creme de cheddar ao Jack Daniel’s, bacon e chutney de cebola (R$30,90)

Os hambúrgueres vêm acompanhados de fritas ou chips de batata doce. E é aquela mesma história do Duke: quatro batatinhas e só. O resultado é o racionamento de batatas durante o lanche, o que já falamos por aqui que não nos agrada…

E já que mencionamos o Duke, dou logo o meu parecer: achei esse hambúrguer mais gostoso do que os que provei do Duke. A carne estava suculenta e saborosa, bacon crocante e com muito cheddar. A única coisa que trocaria seria o pão australiano, mas só porque eu não sou muito fã mesmo, pois o pão em si não era ruim.

Sobre a apresentação, devo dizer que achei legal o símbolo da casa marcado no pão. Um charminho extra muito bem vindo. Já a faca enorme e pesada fincada no sanduíche faz uma graça, mas é um pouco incômoda, já que, devido ao seu peso, não é capaz de se sustentar nessa posição sem que alguém a segure.

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Pastrami: pastrami, pão de centeio, molho de mostarda picante, queijo gouda e rúcula (R$31,90)

Já que ela resolveu pedir o hambúrguer, eu decidi arriscar no sanduíche de pastrami, um dos lanches especiais da casa. Sendo muito famosos nas Delis nova-iorquinas, especialmente o da Katz Delicatessen, o sanduíche de pastrami não é facilmente encontrado por essas terras belorizontinas, apesar da carne poder ser comprada em algumas salumerias.

Infelizmente, o sanduba da Deli não me convenceu. Além de achar pouca a quantidade de carne, que não honra seus parentes norte-americanos, o pastrami estava terrivelmente seco, o que foi uma decepção gigantesca. Outro detalhe que me incomodou foi o queijo gouda de sabor apagado, tanto pela carne quanto pela mostarda. Enfim, incomodado com a carne, perguntei ao garçom a procedência, ficando sabendo que é de fabricação própria… o que não é um bom sinal.

Não comemos a famosa sobremesa Trop Bon (fondan de chocholate meio amargo, crocante de amêndoas, calda fudge e picolé Easy Ice), pois, apesar da vontade, já estávamos pra lá de satisfeitos… Mas vale mencionar o preço abusivo do doce, que custa 29 reais e não passa de um petit gateau estilizado, com um picolé enfiado no bolinho, ao invés da bola de sorvete.

No geral, gostamos da Deli. Os lanches são gostosos (apesar dos problemas citados) e fartos, à exceção das batatas, que poderiam vir em maior quantidade e acompanhando também os sanduíches. Os preços seguem a mesma faixa elevada que já criticamos no post do Duke’n’Duke…

Deli Handmade: Rua Professor Antônio Aleixo, 591, Lourdes – (31) 3564.6370

Horário de funcionamento: terça a domingo, de 18:30 à 01h.

BH: MeetMe At The Yard

O MeetMe já estava na listinha de lugares para ir há algum tempo… ficava babando nas fotos dos cocktails e das comidinhas no instagram, e a vontade só aumentou depois que eles ganharam como melhor carta de drinks e barman do ano pela Veja Comer e Beber BH 2014.

Sair para beber uns drinks é um ótimo programa para reunir amigos e amigas (mas também tinha casais lá!). E foi assim que, em duas semanas seguidas, fui parar no MeetMe.

Nos dias em que fui, uma terça e uma quarta, não houve cobrança de consumação mínima, então não sei dizer se eles aboliram essa prática, se ela permanece apenas nos dias em que há algum evento ou se a informação no site da Veja está certa e a cobrança é feita apenas de quinta a sábado, estabelecida em 30 reais. Mas vamos combinar que fixar consumação mínima é algo antiquado e desnecessário, já que é praticamente impossível consumir menos do que isso por lá… UPDATE: A equipe do MeetMe entrou em contato conosco para esclarecer que não há mais cobrança de consumação mínima. Porém, às quintas-feiras, há cobrança de 10 reais de couvert no novo projeto Discograffiti, referente ao DJ convidado e ao artista do live-paiting.

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O casarão tem vários ambientes, mas, nas duas ocasiões, sentamos no deck dos fundos, com uma boa vista para o telão projetado no edifício vizinho. Na primeira vez que fui, era uma quarta-feira, dia da final do Atlético/MG na Recopa Sul-americana 2014. Antes de o jogo começar, o telão mostrava desenhos do Cartoon Network (hahaha), mas sem som, para não atrapalhar a música muito boa que tocava ao fundo… Depois, transmitiram o jogo, mas o ambiente continuou tranquilo. Durante a Copa, até tentamos ver um jogo lá, mas não conseguimos lugares. Há dias também em que o espaço se transforma em “cinema”, a exemplo do último domingo, cujo filme escolhido foi o excelente Her, e do próximo domingo, que passará o premiado 12 Anos de Escravidão. Às vezes tem DJ, churrasco no jardim… enfim, um espaço com opções bem variadas de entretenimento.

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Os cocktails são divididos em categorias de acordo com o tipo de bebida e copo em que são servidos. São elas: Mason Jar, On The Rocks, Is Bubble, Bamboo, Shakes, Long Neck e Grandma’s Mug. Há também opções sem álcool, doses, shots, cervejas etc. Todos os cocktails têm a opção de bebida nacional ou importada, e por isso há dois preços no cardápio. Vale ressaltar que a apresentação dos drinks é sensacional.

De terça a sexta, tem rodada dupla das 18h às 20h, mas apenas com cocktails selecionados em cada dia. E é bom ficar esperto, pois nas duas vezes os garçons não avisaram e nós tivemos que perguntar, ainda bem que já sabíamos que tinha…

Por falar em garçons, o atendimento, na maior parte do tempo, é muito simpático, eles tiram todas as suas dúvidas, depois perguntam se as comidas e bebidas estavam boas… O problema é que, nos dois dias, com vários garçons, senti uma certa pressão para pedir mais bebidas ou comidas, uma insistência um pouco desagradável em alguns momentos…

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Wadamelon!: vodca, tennessee whisky, amaretto, suco de melancia, suco de laranja, suco de maçã (Mason Jar: R$17,00 / 26,00)

Na primeira ida, os cocktails da rodada dupla eram o Wadamelon!, o Gumrise e o Fling Mule. Pedimos um de cada.

O Wadamelon! é muito doce, só dá pra sentir o gosto de melancia. Gostoso, mas tem que gostar muito de melancia, porque fica enjoativo rápido. Sentimos pouco (ou nenhum) gosto de álcool, apesar de o drink levar vodka, whisky e amaretto.

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Gumrise: vodca infusa em frutas vermelhas, suco de cranberry, suco de laranja, leite de coco, abacaxi, xarope de açúcar (Shake: R$17,00 / 26,00)

Não sei se o problema era o paladar já viciado do outro drink, mas só conseguia sentir gosto de melancia, hahaha Outro cocktail doce, um pouco enjoativo e sem gosto de álcool… Dos três, foi o que menos gostamos.

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Fling Mule: vodca, aperol, cerveja lager, suco de laranja, suco de limão, ginger ale (Long Neck: R$16,00 / 25,00)

Ah, o Fling Mule.. esse sim merece repeteco! Segundo o garçom, ele foi o único que continuou sendo pedido após o fim da rodada dupla, então acho que não foi só a nossa mesa que não gostou muito dos outros… O gosto é de cerveja de laranja, delicioso!

A cozinha é estilo americana, mas incorpora ingredientes regionais, o que dá um toque único aos pratos do MeetMe.

O preço dos petiscos varia entre 23 e 42 reais. Há também opções de sanduíches por 25 a 28 reais 30 reais (aumentaram os preços de uma semana para a outra!). Como se não bastasse aumentarem os preços, os hambúrgueres sequer vêm acompanhados de batatas fritas, o que os torna ridiculamente caros. Na segunda ida, pedimos os mini Stripcheese Burguer (mini burguer, coberto com geleia de bacon, nosso queijo, ketchup coreano e picles de cebola em brioche, R$32,00). Absurdamente delicioso, mas os quatro mini burguers são realmente minúsculos (faltou foto, desculpa).

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Chorimaki: rolinhos primavera de linguiça ao chimichurri acompanhados de molho agridoce de cerveja (R$29,00)

A pimenta dos rolinhos nos pegou de surpresa: foi difícil para três meninas que não gostam de pimenta comerem até o final… Nessa hora, os cocktails muito doces até ajudaram, hahaha. Apesar da pimenta, estavam muito gostosos. Quem gosta, pode se jogar. O problema é que o custo-benefício não é bom em razão da pequena quantidade servida.

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Helldorado: cubinhos de frango empanados em polenta crocante acompanhados de molho de mostarda e melaço (R$35,00)

Essa porção de frango é a melhor opção, não apenas pelo sabor, mas pela grande quantidade. Não é à toa que era pedida por quase todas as mesas! Confesso que o aroma que exalava da mesa ao lado foi decisivo para a escolha. Os frangos estavam macios, bem temperados e saborosos e ainda com uma casquinha crocante. O molho também era muito bom, mas veio pouco em relação à quantidade de frango. Até chegamos a pedir mais, mas a porção extra custava seis reais, e aí desistimos. Pode me chamar de pão dura, mas não pago seis reais em um potinho de molho, sem noção!

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Captain Jack: tennessee whisky, cerveja lager, campari, suco de laranja, suco de maça, gengibre (Long Neck, R$16,00 / 25,00)

Na segunda ida, os cocktails da rodada dupla eram o Fling Mule e o Captain Jack. Mais uma vez, pedimos um de cada. Os dois têm a mesma base (cerveja e suco de laranja) e se diferenciam nos outros ingredientes, mas, sinceramente, não conseguimos sentir muita diferença entre os dois: são igualmente deliciosos. Pra acompanhar o happy hour, comemos os mini burguers que falei acima.

O MeetMe é, de fato, um lugar diferenciado. As comidas são gostosas e os cocktails, bem diferentes do que estamos acostumados a ver em outros lugares. Aliás, é exatamente por isso que o Tiago Santos ganhou como barman do ano, né. Além disso, ainda há variadas opções de entretenimento e culturais. Definitivamente, vale a pena.

MeetMe At The Yard: Rua Curitiba, 2578, Lourdes – (31) 3297.0909. Horário de funcionamento: terça e quarta de 18h à 0h; quinta à sábado de 18h à 1h; domingo de 17h às 23h.

BH: Café Biografias

Continuando nossa saga para conhecer os bares mais badalados do Maletta (já viram o post sobre o Dub?), hoje vamos falar sobre o Café Biografias.

Dos estabelecimentos mais novos, que surgiram após o “renascimento” do Maletta, o Biografias é o segundo mais antigo. Uma das curiosidades do local é que, a cada três meses, um novo chef assume as panelas.

O bar ocupa a varanda do segundo andar, de frente para a Rua da Bahia, e tem algumas mesas dentro da loja e outras espalhadas pela varanda. Um ambiente gostoso para um almoço tranquilo ou um happy hour. A decoração mistura elementos românticos com referências cinematográficas, musicais e políticas.

Para esse post, fomos ao Biografias em três ocasiões, sendo um almoço e duas vezes à noite. Em cada ida, saímos do lugar com uma impressão diferente, mas nenhuma delas muito boa…

Há alguns dias, estávamos de bobeira no centro e, sentindo a fome apertar, decidimos almoçar no Maletta. Havíamos lido que o Biografias servia um menu executivo de almoço a preços convidativos, com cardápio que varia todo dia. Encontramos o bar vazio, o que não impediu de o atendimento ser demasiadamente lento. Dentre as opções disponíveis na ocasião, escolhemos o escalope de filé acompanhado de spaghetti à carbonara, recebendo, de entrada, uma salada de alface, tomate e lascas de parmesão.

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Para acompanhar o almoço executivo, cerveja Eisenbahn Weizenbier (R$9,00).

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Almoço executivo (R$20,90): Menu do dia – Escalope de filé e espaguete à carbonara.

Infelizmente, o prato principal estava bem sem graça. A carne não nos pareceu filé e não estava saborosa. O molho aguado e engordurado (estão vendo as bolhas de óleo?) não conseguia salvar o filé. O carbonara do espaguete passou longe e os poucos pedaços de bacon em cima da massa eram pura gordura, zero carne. Sem falar que o spaghetti estava muito além do ponto ideal. Por incrível que pareça, a única coisa boa do prato inteiro era o ramo de alecrim fresco

Mas como somos brasileiros e não desistimos nunca, fomos ao Biografias duas outras vezes, a fim de provar as especialidades presentes no cardápio regular da Casa. E de quebra pra curtir o ambiente e a vista proporcionada pela varanda do Maletta.

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Ah, a vista… Muito bom sentar na varanda e beber um pouco vendo a vida passar lá embaixo na rua.

Na primeira vez em que fomos à noite, pedimos uma porção de cogumelos no molho de queijo. Era um sábado à noite, após o feriado de 1º de maio. Nossa vontade era, na verdade, de ir ao Dub, mas, chegando lá, estava fechado, assim como vários outros estabelecimentos do Maletta. Resolvemos, então, nos sentar na varanda do Biografias, um dos poucos bares abertos na ocasião.

Ao iniciarmos os pedidos, começaram as frustrações. Pedimos uma Eisenbahn, mas disseram que estavam em falta. Pedimos uma taça de vinho, mas também não tinha. O jeito foi beber uma Stella… Mas qual não foi a nossa surpresa quando vimos nas mesas recém-ocupadas exatamente as bebidas que supostamente estavam em falta? Provavelmente, um engano bobo da moça que nos atendeu, mas que já comprometeu um pouco a nossa experiência no lugar.

Mas o grande problema foi a escassez de pessoal na cozinha, só havendo uma cozinheira, sem ajudante nem nada. Consequência: os pratos demoraram uma eternidade. Nossa intenção inicial era comer a porção de cogumelos e dividir outro aperitivo ou um sanduíche, mas, como os cogumelos tardaram muito, e estávamos morrendo de fome, acabamos terminando a noite em outro lugar. O gerente (ou seria o proprietário?) percebeu nossa insatisfação ao pedirmos prematuramente a conta, mas mesmo assim não se aproximou para saber a razão. Faltou atenção com o cliente insatisfeito, né?

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Cogumelo ao creme: cogumelos salteados ao molho de queijo e ervas, acompanhado de baguete (R$28,00)

O preço dos petiscos varia de 16 a 28 reais.

Quem acompanha o blog sabe que não resistimos a cogumelos, especialmente os de paris e shimeji. Mas o que não havíamos contado é que um de nós não gosta de shiitake, sempre relegando o pobre do fungo para o prato vizinho quando presente em alguma receita. Enfim, feito esse pequeno parênteses, vocês já devem ter descoberto o que aconteceu… Pois é, após um século de espera pela porção, eis que ela chega em todo o seu esplendor e glória de… shiitake. Sabemos que devíamos ter perguntado qual espécie de cogumelo era utilizado, mas presumimos (por nosso erro e azar) que eram de paris, por serem mais comuns e pela falta de indicação no cardápio de um cogumelo “diferente”. Quanto ao molho, tinha um forte gosto de queijo, mas nem sombra de ervas. Para quem gosta de shiitake, foi um prato satisfatório, sem nada de especial. Para quem não gosta, uma espera em vão.

Por fim, a última vez no Biografias foi para provar um sanduíche. Na ocasião, duas pessoas na cozinha, e o prato chegou rápido. Só um de nós comeu, porque o outro já tinha desistido da Casa e preferiu lanchar em outro lugar. Atendimento mediano, como sempre…

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Francesinha: compagnon, muçarela, presunto de parma, linguiça, mortadela, roast beef, ovo e molho de cerveja (R$17,50)

O preço dos sanduíches varia de 14 a 17,50 reais.

O conjunto é vistoso, especialmente pelo ovo frito, que, com a gema mole, dava um espetáculo quando furado. No entanto, as quantidades dos ingredientes variavam muito dentro do sanduíche, de forma que o gosto de um sobrepujava os dos demais. No caso, senti que estava comendo um simples pão com mortadela, acompanhado de ovo frito. O molho de cerveja era, em teoria, uma adição interessante, mas estava muito ralo e engordurado, comprometendo, assim, a textura do pão e o gosto do sanduíche.

Bom, o Café Biografias não conseguiu nos conquistar. Fomos três vezes e não saímos bem impressionados em nenhuma delas. O preço é bom, mas a comida é de mediana a fraca. O atendimento também é mediano. Ou seja, nada é suficientemente bom que nos faça querer voltar mais. Afinal, ali mesmo na varanda do Maletta há outros lugares melhores e na mesma faixa de preço.

Café Biografias: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, loja 08 (varanda do segundo andar) – (31) 3567.4651.

BH: Dub

Nos últimos anos, têm surgido, no Edifício Maletta, diversos novos bares, tanto na bela varanda com vista para a Rua da Bahia ou para a Av. Augusto de Lima, quanto em seu interior, sem contar aqueles localizados na calçada, como a nova unidade do Duke’n’Duke.

Sobre o assunto, vale a pena ler esse post no Blog do Girão.

Com tamanha variedade e em busca de novidades, nós dois resolvemos começar a explorar tudo o que o Maletta tem para oferecer. Então, além desse post sobre o Dub, ainda virão mais posts sobre outros bares de lá.

Por enquanto, das opções no segundo andar, o Dub tem sido o nosso preferido. Esse post é fruto de três idas ao bar, que definitivamente conquistou nossos corações com boa comida, boa bebida e preços razoáveis.

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O Dub está localizado na varanda do segundo andar, com frente para a Rua da Bahia e lateral para o corredor. Sua localização estratégica permite que o Dub distribua mais mesas do que os bares do meio da varanda, sendo possível que o cliente se sente em uma mesa próxima à varanda e aproveite a vista, ou no corredor e se proteja do vento nos dias frios. Caso não haja mesa disponível, dá para sentar no balcão e beber uns drinks enquanto espera.

A decoração externa é bem simples, e há mesas e cadeiras de madeira confortáveis. Aqui, confessamos uma falha nossa: em nenhuma das vezes, entramos no bar para reparar na decoração da parte interna, mas vimos que tem uma mesa com sofá.

O atendimento é ok. Os pratos chegam rápido, mas não é possível fazer nenhuma alteração nos pedidos, pois, aparentemente, as porções já são pré-preparadas.

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Em nossa primeira ida, sentamos na disputada varanda e bebemos umas cervejas Gold, produzida pela Kaiser. A long neck custa R$5,50. O bar apresenta uma variedade razoável de cervejas.

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Mini Porpetas Dub: acompanha pães variados com molho pelati em ervas frescas (R$25,00) – obs: possui opção vegan.

A porção vem em quantidade suficiente para duas pessoas. O molho provavelmente é feito com tomate pelado enlatado, aparentemente misturado com tomates frescos. Pra quem é um pouco chatinho, é possível sentir o gosto característico de molho de tomate pronto. Felizmente, ainda assim, o molho é delicioso e muito bem temperado com cebola e ervas, além dos pedaços grosseiros de tomate pelado. As mini porpetas tinham casquinha crocante e interior macio, e também estavam bem temperadas. As torradas de baguete italiana também estavam muito boas e complementavam perfeitamente o prato (só não conseguimos enxergar a variedade dita na descrição, mas tudo bem). Delícia, excelente custo-benefício, vale muito a pena pedir! E ponto por Dub, que oferece uma opção vegan do prato!

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O bar é famoso pela extensa e variada carta de drinks, tanto que foi eleito pela Veja BH como a melhor carta de drinks em 2013. E de lá pra cá, o número de opções aumentou bastante. A média de preços é de 19 reais. Há desde drinks tradicionais, como a Margarita da foto, até alguns mais diferentes, com combinações inusitadas.

Ah, a Margarita estava bem forte, sinal de que eles não economizam no álcool! hehehe

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Linguicinha Vip: com vinho tinto reduzido e molho de mostarda dijon (R$23,00)

Essa foi a única porção que nos decepcionou um pouco. A mostarda não era dijon, e sim do tipo holandesa (escura). Esperávamos que o vinho tinto reduzido fosse um molho, mas na verdade se tratava de um potinho com cebola em tiras, cozida em vinho. As linguicinhas deveriam ter sido fritas por menos tempo, pois ficaram esturricadas por fora e secas por dentro. A porção até que não estava ruim, mas poderia ser beeem melhor.

A porção vem em quantidade suficiente para duas pessoas, mas para ser comida como petisco apenas. Nesse dia, só passamos lá para um happy hour rapidinho, e fomos jantar no Oak, onde ainda comemos prato principal e sobremesa. gordos

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Hacienda La Punta (Chile) – Cabernet Sauvignon (R$40,00)

Além das cervejas e coquetéis, há algumas garrafas de vinho com preço muito amigo (entre 32 e 85 reais) e também a opção de taças de vinho malbec, rosé e sauvignon blanc (12 reais). Não entendemos nada de vinho, e nosso critério é: se dá pra beber, então é bom. E, sim, já que não entendemos nada, escolhemos vinho pelo preço. Pelos nossos critérios, esse estava ótimo.

Eles perguntam se você prefere em temperatura ambiente ou frio. Pedimos frio, e veio muito gelado.

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Iscas de Filet Mignon ao Vinho com Cogumelos Frescos: filet em iscas, cogumelos, vinho branco, tomatinho cereja e creme de leite fresco. Acompanha pães variados. (R$36,00)

Os cogumelos são: cogumelo de paris, shiitake e shimeji, e são utilizadas as versões frescas. Nós amamos cogumelos, e a porção foi muito bem preparada, pois tinha cogumelos com fartura e era possível sentir perfeitamente o gosto de cada um. Aliás, tinha tanto cogumelo, que até achamos que tinha pouca carne, mas, no fim das contas, a proporção estava boa. O molho estava muito gostoso, mas achamos que tinha pouco caldo (amamos molhar o pão no caldinho, quem não?). A carne estava boa, as tiras de filé tinham um bom tamanho e estavam no ponto certo.

Os pães que acompanham a porção são os mesmos que acompanham as mini porpetas, ou seja, baguete italiana e nada de variedade. Isso não é exatamente um problema, pois o pão é gostoso, mas, nesse ponto, a descrição do prato não bate com a realidade.

O Dub é um ótimo lugar para um happy hour ou até mesmo um jantar, seja a dois ou com os amigos. O bar tem uma boa variedade de bebidas e porções a bons preços. Há também hambúrgueres e sanduíches, com média de preços de 20 reais (vimos alguns sendo servidos e pareciam muito bons, queremos ir lá provar). Enfim, boa comida, boa bebida e bom preço. Vale a pena.

Dub: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, sobreloja 5 (varanda do segundo andar), Centro – (31) 3234.2405.

BH: Salumeria Central

Há tempos queríamos conhecer a Salumeria. Por indicação de várias pessoas, decidimos ir um pouco mais cedo, logo antes do pôr do Sol, a fim de aproveitarmos a bela vista para a Praça da Estação que o local supostamente proporcionaria. Mas a verdade é que não dá pra ver nada de lá de cima, pois a mureta da rua tampa tudo! #fail :(

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A decoração é bem diferente, com projeções por toda parte e alguns itens inusitados, como uma televisão antiga e uma gaiola com projeção de passarinho dentro. Nas mesas, tudo muito simples. O jogo americano é um pedaço de papel cortado na hora do rolo que fica no balcão, como aqueles envelopes de açougue antigo. Muito interessante essa opção, pois casa muito bem com o estilo do local, que é próximo a de uma salumeria (duh!) ou açougue mesmo.

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Ótima weizenbier austríaca, trazida ao Brasil pelo Grupo Heineken. Bastante leve e com sabores pronunciados de banana, cravo e frutas cítricas, a Edelweiss apresenta espuma densa e duradoura e um corpo dourado e bastante turvo. Sempre é uma ótima pedida.

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Cesta de pães produzidos na casa, acompanhada de manteiga de ervas. (R$13,00)

Do Brasil: queijos da serra da canastra (15 dias de cura) e da serra catarinense (20 dias de cura), produzidos com leite cru – aprox. 185g. (R$29,00)

Em primeiro lugar, achamos um absurdo o preço da cesta de pães. Os pães são produzidos na casa e muito gostosos, mas não há absolutamente nada que justifique o preço cobrado. E o problema é que todo mundo é praticamente “obrigado” a pedir os pães para acompanhar os petiscos, que ficariam sem graça sozinhos, e aí eles parecem abusar disso para cobrarem uma mini fortuna pelos pães.

Deixando o drama dos pães de lado… A porção de queijos vem acompanhada de uma chapa quente de ferro. Essa parte foi bem decepcionante, pois a chapa esfria muito rápido. O ideal seria que ela fosse colocada sobre um fogareiro, o que seria mais confortável para o cliente e para os garçons, que precisam trocar as chapas toda hora. No nosso caso, pedimos pra trocar umas três ou quatro vezes, bem chato isso. Além disso, o mel e a geleia que acompanham os queijos vêm em quantidade muito reduzida. É gostosa, mas a experiência poderia ser melhor.

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Panturrilha de porco ao forno com batatinhas. (R$35,00)

Assada por cinco horas, a carne fica extremamente macia, a ponto de desmanchar na boca. O jarret era simplesmente delicioso, mas poderia ter sido servido um pouco mais quente. Sentimos falta de mais molho do cozimento e pães para acompanhar (de novo, o problema dos pães)…

Pois bem. Fomos com a expectativa muito alta, e nos decepcionamos um pouco. As comidas são deliciosas, mas o preço de algumas porções é abusivo (ficamos um pouco espantados quando olhamos o cardápio). Além disso, a falta de um fogareiro que mantivesse a temperatura da chapa foi muito incômoda.

Salumeria Central: Rua Sapucaí, 527, Floresta – (31) 2552.0154.