BH: Cantina Piacenza

Quando escrevemos sobre o Ah! Bon, comentamos que nossos almoços rotineiros são bem comuns e corridos, em casa ou em algum self-service, mas que, vez ou outra, procuramos algum lugar para um almoço mais legal. E outro dia mesmo, decidimos que precisávamos de mais opções além do Ah! Bon, pra onde sempre corremos…

Engraçado como já tínhamos cogitado ir à Cantiza Piacenza para almoçar algumas vezes, mas acabamos sempre deixando pra depois… Há uns dias, resolvemos olhar a lista do Duo Gourmet e, após analisarmos qual restaurante seria menos fora de mão para os dois no dia, acabamos escolhendo a Cantina (que fica perto do Diamond). E já dizemos logo que gostamos muito do almoço.

piacenza

O restaurante é bem tranquilo e tem um clima gostoso para um almoço como queríamos. O chão de ladrilhos, as cores escuras e as plantas deixam o ambiente bem aconchegante. O painel com fotos de o Poderoso Chefão dá um charme a mais ao local.

O serviço foi bom e rápido. A rapidez é especialmente importante nessas horas, porque almoço demorado é luxo pro final de semana só.

piacenza executivo

O restaurante oferece um menu executivo com bom custo-benefício. Como estávamos com o Duo Gourmet, pedimos as massas do cardápio regular, mas, se estivéssemos sem, certamente teríamos optado pelo executivo.

piacenza cardápio 2

piacenza cardápio 1

piacenza cardápio 3

A Cantina Piacenza tem dois cardápios distintos para almoço e jantar, que estão disponíveis no site (mas sem os preços). O cardápio regular de almoço é mais enxuto, simples e (provavelmente) barato do que o da noite. Contudo, há boas opções de massas e os preços são justos.

piacenza salada

Salada verde pequena (acréscimo de R$7,00)

Salada simples e direta. O molho de limão era gostoso, e as lascas de parmesão fartas. Só senti falta de uns tomatinhos pra dar uma incrementada.

piacenza camarão

Fagottini de camarão: camarão, queijos, molhos branco e vermelho e parmesão (R$27,50)

O prato esbanjava molho, o que não posso dizer não gostei, já que sou da filosofia quanto mais melhor. O problema, na verdade, foi o sabor da mistura dos molhos branco e vermelho, que, apesar de gostoso, ofuscou completamente o tímido sabor dos camarões. Sendo bastante sincero, só com muita vontade, consegui sentir o gosto dos crustáceos, que eram, provavelmente, descongelados, o que contribui para a perda do sabor.

piacenza carne

Fagottini de carne de sol: com requeijão de raspa e crocante de couve (R$25,50)

Essa foi uma ótima escolha, que felizmente está presente também no menu executivo. Os fagottinis foram recheados com fartura e, apesar de ter achado pouco à primeira vista (perdoem a mente gorda, rs), o prato é muito bem servido sim. Tanto que nem aguentamos comer sobremesa depois… A carne de sol do recheio estava macia e bem temperada, sem estar salgada demais. A combinação do molho de tomate com o bechamel trouxe suavidade à massa. Os molhos estavam deliciosos, mas chamo a atenção especificamente para o fato de que o molho de tomate era de tomate de verdade, meio rústico até, com pedacinhos. Eu detesto molho industrializado e acho que acaba com o prato (na minha casa, não entra de jeito nenhum!). Por fim, o crocante de couve (que parece estar na moda em BH) dá o toque final especial a esse prato delicioso.

Bom, gostamos muito do nosso almoço na Cantina Piacenza! Boa opção pra variar a rotina. As massas estavam muito gostosas, os preços são justos e, além do cardápio regular, há a opção de menu executivo.

Cantina Piacenza: R. Aimorés, 2422, Lourdes – (31) 2515.6092. Horário de funcionamento: almoço, de terça a sexta, de 11:30 às 15h, e sábado de 11:30 às 17h; jantar, de terça a sábado, de 19h à 0h.

BH: Dub – burguer edition

Já falamos por aqui do Dub, um bar no Edifício Maletta que serve ótimos drinks, porções e tem preços bacanas.

No primeiro post, mencionamos ao final que tínhamos visto alguns hambúrgueres sendo servidos que pareciam muito bons, e que queríamos voltar para prová-los. E a triste verdade foi que, logo depois de o post ter ido ao ar, voltamos lá e comemos um hambúrguer, mas foi decepcionante, pois estava bem ruim.

dub burguer leo

Daí que, tempos depois, vimos essa foto no instagram do chef Leonardo Paixão, do Glouton, recomendando o hambúrguer e esclarecendo que a equipe de cozinha tinha sido reformulada. A imagem era realmente animadora, com um hambúrguer apetitoso e batatas fritas de verdade cuidadosamente montadas, compondo uma bela apresentação. Com uma recomendação desse nível e sendo dois adoradores de um bom hambúrguer, resolvemos dar outra chance pros sanduíches do Dub.

dub eisenbahn

Para beber, pedimos duas Eisenbahn Weizenbier (R$10,00). Já deve ter dado pra perceber por aqui que amamos a combinação de hambúrguer com cerveja de trigo…

dub burguer

A foto do cardápio não ficou boa, mas esperamos que consigam ler. As opções são poucas, mas boas e com preços razoáveis.

Todos os hambúrgueres são acompanhados de fritas cobertas de parmesão e crumble de bacon.

Vale dizer que nossos pedidos demoraram mais de uma hora para chegar, e isso num dia em que não estava lotado… Depois de um bom tempo de espera, o garçom veio até nossa mesa ver nossa comanda para conferir se o pedido tinha sido encaminhado à cozinha…!

dub burguer montana 1

dub burguer montana 3

Cheese Montana: hambúrguer caseiro coberto por cebola roxa caramelizada no barbecue e muçarela derretida, bacon crocante, molho de queijo fundido e geleia picante de jalapeño (R$22,00)

À primeira vista, uma pequena decepção: cadê as batatas fritas de verdade da foto do Leonardo Paixão? Nossos sanduíches vieram com batatas congeladas. Não somos surtados em relação a isso de não ir a algum lugar porque a batata é congelada. Seria melhor se as fritas fossem feitas pelo próprio estabelecimento? Seria. Perde uns pontinhos? Perde. Mas se o hambúrguer é realmente bom, comemos felizes. No entanto, achamos a quantidade muito pequena, pois, já que é pra servir batata congelada, pelo menos que seja em abundância! Se tem uma coisa que me chateia é ter que racionar batata enquanto como meu hambúrguer…

A geleia picante de jalapeño vem à parte – ainda bem, pois é bem forte! A carne era enorme, estava num ponto ótimo e bem saborosa. O bacon veio em boa quantidade, bem crocante e sequinho, ou seja, perfeito! Achei que poderia ter mais queijo, mas ainda assim o hambúrguer estava delicioso!

dub burguer fidelidade

Alta Fidelidade Burguer: hambúrguer artesanal coberto por queijo cheddar, bacon crocante e molho de queijo fundido, acompanhado de alface americana e tomates maduros (R$22,00)

A segunda escolha foi um hambúrguer clássico, simples e direto. O bacon estava muito bom, justificando a descrição a cada barulhenta mordida que eu dava. A carne veio bem passada, o que é uma pena, já que a sua suculência é crucial para o sabor do sanduíche. Talvez seja necessário esclarecer ao garçom o ponto desejado. Quanto ao molho de queijo fundido, não senti, não vi, só ouvi falar. De qualquer forma, a experiência foi positiva, tendo o hambúrguer um excelente custo x benefício.

Bom, continuamos gostando do Dub e recomendando a visita. Agora podemos afirmar que, além das porções e bebidas, os hambúrgueres também valem a pena, rivalizando, inclusive, com os do Duke’n’Duke, que abriu, há poucos meses, uma unidade no térreo do Maletta. E a julgar pelas nossas últimas visitas às duas casas, é melhor o Duke ficar esperto e tratar de melhorar ou vai perder sua clientela pro bar de cima…

Dub: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, sobreloja 5 (varanda do segundo andar), Centro – (31) 3234.2405. Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 18h à 00:30.

BH: Buffet Bhagwan

O Buffet Bhagwan é um restaurante indiano comandado pelo chef Bhagwan Sinh. Localizado fora do burburinho do Lourdes, em uma casa no bairro Sagrada Família, o grande destaque do lugar é, de fato, sua comida. Não vá até lá pensando em ostentar, em ver ou ser visto. O foco é comer bem, simples assim.

Fomos por indicação de amigos, que nos disseram que lá era melhor do que o Maharaj, restaurante indiano localizado no Consulado da Índia, que tinha tudo pra ser ótimo, mas não curtimos muito.

O cardápio está todo no site, o que é maravilhoso, pois é possível ir já com uma noção do que comer e de quanto gastar. Os preços no site estão desatualizados, mas as diferenças não são muito grandes – em algumas coisas, 50 centavos ou 1 real, e no prato principal, cerca de 5 reais.

???????????????????????????????

O atendimento não foi muito bom, mesmo em dia de semana e o restaurante não estando cheio. O problema é que, aparentemente, só havia um garçom pra atender todo mundo, o que complica um pouco, considerando que a casa possui vários ambientes.

Como dito, a casa é bem simples e as mesas não têm nem forro ou jogo americano. Paredes, mesas, tudo é muito vermelho, o que nos causou uma certa estranheza. O excessivo vermelho somado aos elementos de decoração tipicamente indianos tornam o ambiente um tanto quanto brega, mas dá pra ignorar… Enquanto isso, ficavam passando clipes indianos na tv que estava bem à nossa frente.

A todo momento, o ambiente era inundado pelo enebriante cheiro dos temperos…

Para beber, longnecks de Gold (R$5,00) e uma água ao final.

???????????????????????????????

Pyaaz kulcha: pão indiano recheado com cebola (R$5,00)

Chutneys: variados saborosos molhos indianos (R$6,00)

Para começar, escolhemos um pão indiano e pedimos o trio de chutneys para acompanhar. O pão era, ao mesmo tempo, macio e crocante. Apesar de bem temperadinho, os chutneys são o complemento ideal. O vermelho é de mamão e mais apimentado, o verde é de hortelã e o marrom, de tamarindo.

???????????????????????????????

Kesari pullao: arroz temperado com especiarias indianas (R$7,50)

Murg masala: cubos de frango ao molho masala (R$28,90)

Essas duas tigelinhas de arroz e frango podem parecer pequenas, mas servem bem duas pessoas – e ainda sobrou um pouco de arroz.

Os cubos de frango estavam bem cozidos e macios. Mas o que nos fez cair de amores por esse prato foi o molho masala, que estava “de lamber os beiços”, hahaha. O molho estava bem grosso e saboroso, com o gosto forte dos temperos e levemente picante, mas suportável até mesmo para quem não é muito chegado em pimenta.

Como tempero pouco é bobagem, pedimos o arroz com especiarias. A tonalidade laranja bem forte era até engraçada, mas o arroz estava muito gostoso. As castanhas picadas utilizadas na decoração poderiam ter vindo em maior quantidade, pois proporcionavam uma agradável crocância à refeição.

bhagwan sobremesa

Gulab Jamun: bolinhas de leite na calda com essência de rosas com sorvete (R$7,50)

Para a sobremesa, a gordice falou mais alto e pedimos um gulab jamun para cada. Infelizmente, não foi dos melhores que já comemos… Ainda assim, considero uma sobremesa imperdível, já que não a encontramos em qualquer lugar.

Bom, o Buffet Bhagwan com certeza nos conquistou. Simplicidade, comida deliciosa e preços muito bons! Vale muito a pena sair do reduto do Lourdes para conhecer esse restaurante indiano.

Buffet Bhagwan: Av. Conselheiro Lafaiete, 771, Sagrada Família – (31) 3653.3000. Horário de funcionamento: almoço self-service de terça a sexta, de 12h às 15h; almoço à la carte, sábado, de 12h às 16h, e domingo, de 12h às 17h; jantar à la carte, de segunda a quinta, de 19h às 23h, e sexta e sábado, de 19h à 0h.

E ainda tem delivery! Vamos pedir sim ou com certeza?

BH: Pecatore

O Pecatore é, sem dúvidas, um lugar diferente de tudo que há em Belo Horizonte. O restaurante é inspirado no bar Fish Market de Roma e seu diferencial está nos pescados frescos.

Em 2014, foi eleito pela Veja Comer e Beber BH como a melhor cozinha de peixes e frutos do mar.

pecatore 2

Há um balcão enorme em que ficam expostos os peixes e frutos do mar à escolha do cliente. A vista é de encher os olhos. Mas o cheiro forte pode afastar os mais frescos e, dependendo de onde se senta, pode incomodar bastante…

pecatore 1

O Pecatore fica bem ao lado da Salumeria Central, dos mesmos proprietários. A decoração segue o mesmo estilo da casa vizinha – diferenciando-se pela temática marinha, obviamente -, com mesas simples, projetores e destaque absoluto para o balcão de peixes.

pecatore cardápio 1

pecatore cardápio 2

pecatore cardápio 3

No dia que fomos, a lula na chapa estava em falta.

O pedido é feito pelo peso in natura. Os produtos são selecionados no balcão e levados à mesa do cliente para que sejam aprovados e verificados antes de serem preparados.

pecatore camarão e lagostim

Escolhemos o Caramão Rosa VG (R$20,00 por 100g) e o lagostim (R$12,00 por 100g). Um lagostim deu aproximadamente 180g e quatro camarões, cerca de 280g. Claro que, tratando-se de crustáceos, perde-se muito com as cascas.

Se a quantia foi suficiente para duas pessoas? Não. Não saímos de lá satisfeitos e gostaríamos de ter pedido mais coisas. Na verdade, até tentamos. Mas o atendimento foi péssimo do início ao fim, chamávamos o garçom, que nos olhava e simplesmente ignorava! Além disso, parecia que o garçom não sabia o que era servido por lá… Deu raiva e foi cansativo, e no fim preferimos ir embora a termos que implorar para sermos atendidos. Vale dizer que a conta deu mais de 100 reais, um preço bem alto para sair com fome e com raiva.

pecatore camarão

Apesar disso, não podemos negar que os camarões e o lagostim estavam deliciosos! Carne macia e saborosa. Ficamos realmente impressionados com o tamanho dos crustáceos, que, para facilitar a extração da carne, vêm partidos ao meio.

pecatore pao

Para acompanhar, pedimos a focaccia, produzida na Salumeria. O pão estava bem macio e gostoso. No entanto, chegou quando já estávamos quase acabando os crustáceos. A focaccia não constava no cardápio e só descobrimos que ela ainda era servida ao vermos as mesmas vizinhas recebendo as suas.

pecatore ratatouille

Sabíamos que antigamente era servido um ratatouille como acompanhamento às opções da chapa, mas, como o cardápio não fazia qualquer menção, perguntamos ao garçom para saber se ele ainda era servido. O garçom disse que sim, mas nossos crustáceos vieram sozinhos… Depois de muito cobrar, mas quase no final da nossa refeição, o ratatouille chegou. O detalhe é que parecia mais uma caponata de berinjela, mas enfim, justiça seja feita: estava muito gostoso.

Aliás, é bom dizer que falta variedade nas opções de acompanhamentos do cardápio. O cliente não é obrigado a adivinhar o que o restaurante serve ou saber o que era servido no passado.

Bom, o Pecatore nos decepcionou bastante. Não pela comida, que estava sim deliciosa, mas pelo péssimo e confuso atendimento, que foi a causa do encerramento precoce de nosso jantar. Não foi uma noite barata para ainda sairmos com fome e com raiva…

Pecatore: R. Sapucaí, 535, Floresta – (31) 2552.1450. Horário de funcionamento: terça e quarta, de 18:30 à 0h; quinta a sábado, de 18:30 à 1h; domingo, de 12h às 17h.

BH: Glouton

Por causa do blog, tentamos evitar repetir lugares, já que há muitos para conhecermos. Por isso, estávamos guardando o Glouton para uma ocasião especial, e enquanto isso fomos flertando com a culinária do chef Leonardo Paixão em alguns eventos pela cidade, como no Gastronomia na Praça e na feirinha mensal do Projeto Aproxima.

O Glouton foi eleito em 2013 o Restaurante Revelação pela Veja Comer e Beber BH. Em 2014, já estabelecido e consolidado, recebeu o prêmio de melhor cozinha contemporânea e Leonardo Paixão ganhou o título de chef do ano.

Escolhemos o Glouton para comemorar nosso aniversário de namoro em um jantar romântico que sabíamos que não nos decepcionaria e faria jus à ocasião! :)

glouton romance

Sentamos no salão (há também um jardim interno e mesas na calçada). A decoração é simples, porém bonita. O objetivo é, certamente, não ofuscar a estrela do restaurante: cozinha exposta bem no meio do salão.

O atendimento é ok. Nada excepcional, que impressione o cliente, mas certamente fomos bem atendidos. Ainda assim, a impressão que fica é de simpatia, talvez pelo sorriso largo sempre estampado no rosto do chef Leonardo Paixão. Ah, e o uniforme listrado dos garçons (bem francês!) é uma graça, rs.

É imprescindível fazer reserva. Em plena terça-feira, a fila de espera era enorme! Ficamos impressionados, mas não surpresos. O Glouton é, sem dúvida, o restaurante do momento, em razão de sua boa comida e seu chef premiado. Somam-se a isso a excelente localização, bem no coração do Lourdes, e os preços dos pratos um pouquinho melhores do que seus concorrentes (veja bem, não é barato, apenas menos caro do que outros restaurantes na mesma região).

Ah, nós utilizamos o nosso Duo Gourmet, com o qual você compra um prato principal e ganha outro de igual ou menor valor.

???????????????????????????????

Para beber, fomos de Hoegaarden, uma ótima cerveja belga (R$9,50). Era uma terça e já tínhamos bebido uma garrafa de vinho na noite anterior… Mas, a título de curiosidade, demos uma olhada na carta de vinhos e não achamos os preços muito atrativos.

E como não poderia deixar de ser, considerando a formação francesa do chef, eles oferecem gratuitamente água filtrada em jarra para os clientes.

???????????????????????????????

O cardápio não é extenso, e nem precisa ser! As opções cabem em uma folha e já são suficientes para te deixar em dúvida. Mas a verdadeira razão é que o menu é sazonal, e varia conforme a disponibilidade e preço dos ingredientes.

O Glouton investe em produtos de qualidade, que fazem toda a diferença no resultado final, e em ingredientes tipicamente brasileiros empregados de forma muito criativa. E a apresentação dos pratos é de encher os olhos!

???????????????????????????????

Pastilha de queijo canastra com mel (R$23,00)

Para a entrada, nada mais mineiro do que o combo queijo canastra e mel. As pastilhas parecem um pastelzinho, com uma fina camada crocante triangular que envolve o queijo canastra derretido. O mel vem num potinho separado, para que o cliente possa utilizar a quantidade que preferir. Apesar de simples, é uma entrada maravilhosa e que recomendamos muito. A única crítica fica por conta da quantidade de óleo no fundo do pote das pastilhas: apesar de elas estarem bem sequinhas e crocantes, a visão da poça de óleo não foi muito agradável…

???????????????????????????????

Papada de porco braseada e assada, mil-folhas de mandioca e molho de laranja (R$52,00)

Já sabíamos que esse seria um dos pratos da noite desde que comemos uma variação dele no Gastronomia na Praça. Prato irretocável, criativo, executado à perfeição. A carne simplesmente desmancha com um leve toque do garfo, coisa linda de se ver e comer. O mil-folhas de mandioca é uma ideia ótima para um ingrediente muito simples e comum, feito a partir de lâminas de mandioca sobrepostas. A mandioca estava deliciosa e muito macia! Por fim, o molho de laranja era suave e complementava bem o porco e a mandioca, fazendo com que todos os elementos do prato harmoniosamente se conjugassem.

???????????????????????????????

Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão (R$69,00)

Sendo a papada uma pedida certa, sucesso reconhecido do restaurante, o segundo prato era uma incógnita. Optamos pelos Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão, tanto porque a descrição já era o suficiente para salivarmos quanto pelos elogios que já tínhamos ouvido sobre o prato. E a escolha não poderia ter sido mais certa.

Os camarões estavam perfeitos. Eram grandes como a descrição anunciava e estavam no ponto exato, nem molengas nem borrachudos. O ravióli contava com uma finíssima massa, o que permitia sentir, ao máximo, o gosto da pasta da moranga em seu interior. E o molho… que molho era esse?! O curry se apresentava no primeiro contato com a boca, mas jamais ofuscando o capim limão, cujo sabor se revelava gradualmente. Evidentemente, é um molho de gosto forte, o que pode desagradar alguns. Mas esse não foi o nosso caso.

???????????????????????????????

Torta de chocolate, flor de sal, pimenta do reino e calda quente de caramelo (R$18,00)

Por fim, a estrela da noite e dos nossos corações, o momento mais aguardado do jantar! hahaha A torta mousse tem sabor marcante de chocolate amargo. Por isso, a flor de sal e a calda de caramelo quente formam o trio perfeito com ela, já que os sabores doce e salgado ficam bem equilibrados. A calda quente de caramelo é derramada sobre a torta já na mesa, uma visão de matar qualquer gordinho do coração! Seríamos muito felizes comendo isso todo dia…

Então, o Glouton é tudo isso que dizem e mais. Fomos com as expectativas altíssimas e saímos de lá mais do que satisfeitos! Bom atendimento, comida maravilhosa, criatividade, simpatia, simplicidade… Enfim, vale muito a pena e faz jus à fama que tem construído!

Glouton: R. Bárbara Heliodora, 59, Lourdes – (31) 3292.4237. Horário de funcionamento: de terça a quinta de 19:30 à 0h; sexta de 12h às 15h, de 19:30 à 01h; sábado de 13h às 17h, de 19:30 à 01h; domingo de 13h às 17h.

Festival Fartura BH 2014

Nos dias 27 e 28 de setembro, aconteceu o Festival Fartura BH, na praça José Mendes Júnior. Nós estivemos presentes no domingo, e estamos aqui agora para contar pra vocês o que achamos.

O evento foi promovido pela equipe do Festival de Gastronomia de Tiradentes e contou com a presença de 70 chefs e produtores de 14 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, com o objetivo de apresentar produtos e culinárias típicas do norte ao sul do país.

Antes de tudo, é preciso esclarecer que, infelizmente, nunca estivemos no Festival de Gastronomia de Tiradentes, então nosso único parâmetro é o Gastronomia na Praça, além, óbvio, do que entendemos por um evento de street food.

Primeiro, assim como no Gastronomia, houve troca antecipada de ingressos (que esgotaram!) em algumas unidades do Supermercado Verdemar. Não enfrentamos fila, e a troca foi muito tranquila. Porém, no que antecedeu ao evento, ficamos insatisfeitos com o fato de que maiores informações sobre o festival foram divulgadas bem em cima da hora, quando a troca de ingressos já estava sendo efetuada.

Já no evento, algumas coisas nos deixaram bem insatisfeitos. Primeiro, o espaço físico era pequeno em relação à quantidade de atrações, o que aliado à lotação e ao calor infernal que fazia no dia, tornou o ambiente desconfortável. Quem não conseguiu uma mesa (aliás, um dos pontos positivos era que havia muitas mesas), tinha que ficar em pé, já que não havia gramado com sombra em que se pudesse esticar uma toalha e sentar… Por essa razão, acabamos indo embora cedo, já que ficamos bem cansados. #velhos Outro problema também ligado ao espaço físico foi a confusa distribuição das barracas, que nos deixou perdidos procurando as coisas que queríamos.

Estranhamos muito e ficamos incomodados com a presença de garçons servindo as mesas. Uma porque os garçons “furavam” a fila das barracas de comida para servir quem estava sentado, enquanto o resto tinha que ficar em pé no sol… Outra porque era um evento de rua! Não faz o menor sentido garçons servindo mesas em um evento de street food. Ora, mais fácil ir para um restaurante, não?

Por fim, em razão do calor, preferimos beber uma boa cerveja gelada nesse dia. Mas não dá pra deixar de citar o absurdo de que quem optou pelo vinho tinha que comprar também as taças no stand do Verdemar.

???????????????????????????????

Várias atrações passaram pelo palco do evento. O único show que conseguimos assistir foi o das Las Taradas, uma banda feminina argentina muito boa e irreverente, que conseguiu agitar bem o público.

???????????????????????????????

Fica também a menção honrosa às boas práticas do Festival.

No Espaço Degustação Senac (foto), o público teve a oportunidade de conhecer os métodos de preparo e degustar pratos típicos de algumas regiões do país, como o pão de queijo da A Pão de Queijaria, apresentado pelo sócio Mário Santiago. Como o Espaço era bem no meio do evento, mesmo quem não conseguia lugar podia ouvir as apresentações. No mesmo estilo, o Espaço Aulas Senac contou com aulas teóricas gratuitas ministradas por chefs e profissionais que trabalham com bebidas.

Já no Espaço Interativo Senac, os alunos puderam cozinhar sob a orientação de renomados chefs mineiros. Queríamos ter participado da aula do Guilherme Melo, chef do Hermengarda, mas não conseguimos vagas…

fartura costela

No Espaço Cozinha ao Vivo, o público assistiu, em tempo real, o preparo de pratos por chefs e cozinheiros.

Dentre os espetáculos, a tradicional churrasco feito com costelas fincadas no chão e assadas por mais de cinco horas, no Serra Clube, em Tiradentes. Para acompanhar, arroz carreteiro e farofa de linguiça. Não conseguimos experimentar. A fila gigantesca e o sol forte somado ao calor do fogo eram proibitivos.

???????????????????????????????

fartura domenico 2

Domenico Pizzeria e Trattoria: Pappardelle alla Maremmana: pasta de grano duro com ragu de linguiças em redução de Malbec (R$25,00)

Esse foi o primeiro prato que comemos, e também o que mais gostamos. Esse sim servido com fartura! A massa estava mais para bem cozida do que al dente, mas o prato estava tão bom, que não o comprometeu. O ragu de linguiças em redução de Malbec estava divino e dava um sabor muito especial ao prato, complementado pelo indispensável parmesão ralado.

fartura bacalhau

Flores Restaurante: Bacalhau confit e batatas com limão siciliano (R$25,00)

Arrependimento e raiva definem esse prato. A cumbuquinha tinha muita batata e quase nada de bacalhau, nem deu pra sentir o gosto. Foi a porção de batata mais cara que já comemos na vida!

???????????????????????????????

O Gauchão (Bom Jesus do Amparo/MG): pão com linguiça (R$15,00)

Quem viaja com frequência de carro pela BR 381, certamente conhece O Gauchão, localizado a 73 km de BH, na cidade de Bom Jesus do Amparo. O pão com linguiça de lá é famoso, e não à toa: saboroso e generoso. O pão quentinho passado na chapa e o requeijão derretido combinam perfeitamente com a suculenta e bem temperada linguiça.

fartura paleta

Sucré Patisserie (Fortaleza/CE): Paleta de caramelo de mel com chocolate e crocante de farofa (R$20,00)

Estávamos de olho nessa sobremesa desde que chegamos, mas deixamos para comê-la no final. O resultado foi que o sorvete acabou antes das 17h – falha grave de logística, considerando que ainda havia muitas paletas e estava cedo. Então, eles passaram a vender apenas a paleta de caramelo a R$10,00. Não dá pra negar que estava deliciosa. Porém, o sorvete realmente fez falta, pois a paleta sozinha é extremamente doce e acaba ficando enjoativa.

Bom, infelizmente, o Festival Fartura 2014 não nos animou tanto quanto imaginávamos. Os problemas na concepção e na logística do evento nos incomodaram bastante, mas a qualidade da comida e das atrações (musicais e gastronômicas) é certamente um diferencial bastante positivo. Se houver outro no ano que vem, voltaremos, porém, com expectativas mais reduzidas.