Festival Fartura BH 2014

Nos dias 27 e 28 de setembro, aconteceu o Festival Fartura BH, na praça José Mendes Júnior. Nós estivemos presentes no domingo, e estamos aqui agora para contar pra vocês o que achamos.

O evento foi promovido pela equipe do Festival de Gastronomia de Tiradentes e contou com a presença de 70 chefs e produtores de 14 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, com o objetivo de apresentar produtos e culinárias típicas do norte ao sul do país.

Antes de tudo, é preciso esclarecer que, infelizmente, nunca estivemos no Festival de Gastronomia de Tiradentes, então nosso único parâmetro é o Gastronomia na Praça, além, óbvio, do que entendemos por um evento de street food.

Primeiro, assim como no Gastronomia, houve troca antecipada de ingressos (que esgotaram!) em algumas unidades do Supermercado Verdemar. Não enfrentamos fila, e a troca foi muito tranquila. Porém, no que antecedeu ao evento, ficamos insatisfeitos com o fato de que maiores informações sobre o festival foram divulgadas bem em cima da hora, quando a troca de ingressos já estava sendo efetuada.

Já no evento, algumas coisas nos deixaram bem insatisfeitos. Primeiro, o espaço físico era pequeno em relação à quantidade de atrações, o que aliado à lotação e ao calor infernal que fazia no dia, tornou o ambiente desconfortável. Quem não conseguiu uma mesa (aliás, um dos pontos positivos era que havia muitas mesas), tinha que ficar em pé, já que não havia gramado com sombra em que se pudesse esticar uma toalha e sentar… Por essa razão, acabamos indo embora cedo, já que ficamos bem cansados. #velhos Outro problema também ligado ao espaço físico foi a confusa distribuição das barracas, que nos deixou perdidos procurando as coisas que queríamos.

Estranhamos muito e ficamos incomodados com a presença de garçons servindo as mesas. Uma porque os garçons “furavam” a fila das barracas de comida para servir quem estava sentado, enquanto o resto tinha que ficar em pé no sol… Outra porque era um evento de rua! Não faz o menor sentido garçons servindo mesas em um evento de street food. Ora, mais fácil ir para um restaurante, não?

Por fim, em razão do calor, preferimos beber uma boa cerveja gelada nesse dia. Mas não dá pra deixar de citar o absurdo de que quem optou pelo vinho tinha que comprar também as taças no stand do Verdemar.

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Várias atrações passaram pelo palco do evento. O único show que conseguimos assistir foi o das Las Taradas, uma banda feminina argentina muito boa e irreverente, que conseguiu agitar bem o público.

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Fica também a menção honrosa às boas práticas do Festival.

No Espaço Degustação Senac (foto), o público teve a oportunidade de conhecer os métodos de preparo e degustar pratos típicos de algumas regiões do país, como o pão de queijo da A Pão de Queijaria, apresentado pelo sócio Mário Santiago. Como o Espaço era bem no meio do evento, mesmo quem não conseguia lugar podia ouvir as apresentações. No mesmo estilo, o Espaço Aulas Senac contou com aulas teóricas gratuitas ministradas por chefs e profissionais que trabalham com bebidas.

Já no Espaço Interativo Senac, os alunos puderam cozinhar sob a orientação de renomados chefs mineiros. Queríamos ter participado da aula do Guilherme Melo, chef do Hermengarda, mas não conseguimos vagas…

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No Espaço Cozinha ao Vivo, o público assistiu, em tempo real, o preparo de pratos por chefs e cozinheiros.

Dentre os espetáculos, a tradicional churrasco feito com costelas fincadas no chão e assadas por mais de cinco horas, no Serra Clube, em Tiradentes. Para acompanhar, arroz carreteiro e farofa de linguiça. Não conseguimos experimentar. A fila gigantesca e o sol forte somado ao calor do fogo eram proibitivos.

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Domenico Pizzeria e Trattoria: Pappardelle alla Maremmana: pasta de grano duro com ragu de linguiças em redução de Malbec (R$25,00)

Esse foi o primeiro prato que comemos, e também o que mais gostamos. Esse sim servido com fartura! A massa estava mais para bem cozida do que al dente, mas o prato estava tão bom, que não o comprometeu. O ragu de linguiças em redução de Malbec estava divino e dava um sabor muito especial ao prato, complementado pelo indispensável parmesão ralado.

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Flores Restaurante: Bacalhau confit e batatas com limão siciliano (R$25,00)

Arrependimento e raiva definem esse prato. A cumbuquinha tinha muita batata e quase nada de bacalhau, nem deu pra sentir o gosto. Foi a porção de batata mais cara que já comemos na vida!

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O Gauchão (Bom Jesus do Amparo/MG): pão com linguiça (R$15,00)

Quem viaja com frequência de carro pela BR 381, certamente conhece O Gauchão, localizado a 73 km de BH, na cidade de Bom Jesus do Amparo. O pão com linguiça de lá é famoso, e não à toa: saboroso e generoso. O pão quentinho passado na chapa e o requeijão derretido combinam perfeitamente com a suculenta e bem temperada linguiça.

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Sucré Patisserie (Fortaleza/CE): Paleta de caramelo de mel com chocolate e crocante de farofa (R$20,00)

Estávamos de olho nessa sobremesa desde que chegamos, mas deixamos para comê-la no final. O resultado foi que o sorvete acabou antes das 17h – falha grave de logística, considerando que ainda havia muitas paletas e estava cedo. Então, eles passaram a vender apenas a paleta de caramelo a R$10,00. Não dá pra negar que estava deliciosa. Porém, o sorvete realmente fez falta, pois a paleta sozinha é extremamente doce e acaba ficando enjoativa.

Bom, infelizmente, o Festival Fartura 2014 não nos animou tanto quanto imaginávamos. Os problemas na concepção e na logística do evento nos incomodaram bastante, mas a qualidade da comida e das atrações (musicais e gastronômicas) é certamente um diferencial bastante positivo. Se houver outro no ano que vem, voltaremos, porém, com expectativas mais reduzidas.

BH: Ah! Bon

Esse post estava no rascunho faz tempo…

Bom, nós não sabemos como é o dia-a-dia de vocês, mas imaginamos que seja parecido com o nosso: não dá pra comer em restaurante top todo dia, seja pelo (alto) custo, seja pela falta de tempo. Então, nossa rotina inclui almoçar nos restaurantes self-service perto do trabalho ou de casa, na correria do horário de almoço.

Mas, de vez em quando, é possível dar aquela escapulida para curtir um almoço mais bacaninha… E, nessas oportunidades, um de nossos lugares preferidos é o Ah! Bon. O outro era a Belo Comidaria, que infelizmente fechou as portas.

ah bon almoço

Menu Executivo servido nas unidades do BH Shopping e do Pátio Savassi. Nas unidades Diamond e Lourdes, o cardápio e os preços são diferentes (dá pra conferir no site). De segunda a sexta-feira, exceto feriados, de 12h às 16h.

ah bon salada

Entrada: salada de folhas, muçarela de búfala, tomate cereja, croutons e molho agridoce.

Todos os pratos do Menu Executivo recebem essa salada de entrada. Os pontos positivos dessa salada são as folhas sempre bem frescas, o molho delicioso e o queijo. Porém, só vem um tomatinho cereja partido ao meio e poucos (e pequeninos) croutons.

ah bon risoto

Prato principal: Risoto de filé com ervas frescas (R$37,90)

Esse é o nosso prato preferido! A quantidade é suficiente pra sair de lá rolando, rs. O ponto alto é que o risoto sempre está no ponto ideal, al dente e não empapado, e eles não usam arroz branco. Parece um comentário besta, já que o tipo do arroz é uma das coisas mais importantes em um risoto, mas o que tem de restaurante por aí que faz risoto com arroz branco não é brincadeira… Os pedaços de filé vêm em abundância e estão sempre bem macios e temperados. O toque final fica por conta do sabor das ervas e do queijo parmesão ralado na hora.

Quem quiser fazer parecido em casa, já postamos aqui uma receita de risoto de ervas com champignon e filé.

ah bon escalope batata

Prato principal: Escalope de filé ao molho de mostarda e champignon com batata gratinada (R$37,90)

Após ter repetido o risoto de filé em vários almoços no Ah! Bon, acabei seduzido pela combinação filé + mostarda + champignon. A carne estava muito gostosa e macia, não estando bem passada… graças a Deus. Por outro lado, o molho de mostarda deixou a desejar, já que era ralo demais e com gosto de menos. Honestamente, só com um pouco de esforço, consegui sentir o sabor da mostarda. Quanto aos champignons, o restaurante não nos decepcionou, apresentando cogumelos frescos, e não os em conserva.

O gratinado de batatas era o carboidrato que não podia faltar ao prato. Apesar de não gostar muito normalmente desse acompanhamento, achei o do Ah! Bon muito bom.

ah bon escalope risoto

Prato principal: Escalope de filé ao molho de mostarda dijon com risoto parmegiano (R$46,10)

Como podem perceber, esse prato não está na lista dos executivos por R$37,90. No entanto, não há muita diferença dele para o prato anteriormente citado, o que nos fez questionar a razão dos preços distintos.

A carne e o molho seguiram à risca o padrão que já comentamos, o que, apesar de reproduzir os defeitos mencionados, demonstra a coerência e constância do restaurante, tornando-o confiável, já que menos propenso a irregularidades no dia-a-dia. O risoto era básico, mas muito bem feito. O parmesão não se fazia de rogado, estando seu gosto muito presente no prato.

O Ah! Bon é uma opção sem erro: a comida é sempre boa e eles utilizam ingredientes de qualidade. Vale a pena fugir um pouco da rotina para um almoço especial. O único “problema” é que, como os pratos são muito bem servidos, nunca conseguimos provar as sobremesas…

Ah! Bon Café BH Shopping: Espaço Gourmet, 2º Piso – (31) 3286.1056. Aberto Diariamente de 10h às 23h.

Pátio Savassi: 2º Piso, Quiosque 01 – (31) 3281.1742. Aberto diariamente de 10h às 23h.

Diamond Mall: piso OM do shopping – (31) 3292.9004. Aberto diariamente de 10h às 23h.

Restaurante Lourdes: Rua Fernandes Tourinho, 801, Lourdes – (31) 3281.6260. Horário de funcionamento: segunda à sexta‐feira, de 12h à 01h; sábado, domingo e feriados: de 8h à 01h.

BH: Deli Handmade

Estamos um pouco sumidos porque os últimos tempos têm sido muito corridos… Além disso, quem nos segue no instagram (@cozidomisto) deve ter visto que o blog agora tem uma mascotinha linda, a Belinha. Também por causa dela, estamos numa fase mais caseira, pois a pequena ainda tem dificuldade para ficar sozinha em casa… :(

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Filha de peixe, peixinha é… Belinha é uma bolinha de pelos muito esfomeada!

Mas enfim.. voltando ao foco do blog, hehe

A Deli Handmade é a mais nova (ok, já não tão nova assim) hamburgueria de BH. Já contamos por aqui que amamos um bom hambúrguer, então sempre que há uma novidade nesse ramo, ficamos curiosos para provar.

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O espaço é basicamente um corredor, com algumas mesas e um balcão na parte de dentro e mais outras mesas na calçada. Por ser tão pequeno, em geral há filas. Nós tivemos que esperar um pouco no dia que fomos e acabamos sentando no balcão.

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Pra beber, Eisenbahn Weizenbier (R$9,90). A gente gosta de comer hambúrguer acompanhado de uma boa cerveja, e a Deli apresenta uma boa variedade de cervejas especiais.

Além dos hambúrgueres, há também uma boa variedade de sanduíches, mas eles não são acompanhados de batatas – não nos perguntem o porquê, já que os preços são iguais ou mais altos do que os dos hambúrgueres…

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J Fat Boy: pão australiano, blend de picanha 200g, creme de cheddar ao Jack Daniel’s, bacon e chutney de cebola (R$30,90)

Os hambúrgueres vêm acompanhados de fritas ou chips de batata doce. E é aquela mesma história do Duke: quatro batatinhas e só. O resultado é o racionamento de batatas durante o lanche, o que já falamos por aqui que não nos agrada…

E já que mencionamos o Duke, dou logo o meu parecer: achei esse hambúrguer mais gostoso do que os que provei do Duke. A carne estava suculenta e saborosa, bacon crocante e com muito cheddar. A única coisa que trocaria seria o pão australiano, mas só porque eu não sou muito fã mesmo, pois o pão em si não era ruim.

Sobre a apresentação, devo dizer que achei legal o símbolo da casa marcado no pão. Um charminho extra muito bem vindo. Já a faca enorme e pesada fincada no sanduíche faz uma graça, mas é um pouco incômoda, já que, devido ao seu peso, não é capaz de se sustentar nessa posição sem que alguém a segure.

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Pastrami: pastrami, pão de centeio, molho de mostarda picante, queijo gouda e rúcula (R$31,90)

Já que ela resolveu pedir o hambúrguer, eu decidi arriscar no sanduíche de pastrami, um dos lanches especiais da casa. Sendo muito famosos nas Delis nova-iorquinas, especialmente o da Katz Delicatessen, o sanduíche de pastrami não é facilmente encontrado por essas terras belorizontinas, apesar da carne poder ser comprada em algumas salumerias.

Infelizmente, o sanduba da Deli não me convenceu. Além de achar pouca a quantidade de carne, que não honra seus parentes norte-americanos, o pastrami estava terrivelmente seco, o que foi uma decepção gigantesca. Outro detalhe que me incomodou foi o queijo gouda de sabor apagado, tanto pela carne quanto pela mostarda. Enfim, incomodado com a carne, perguntei ao garçom a procedência, ficando sabendo que é de fabricação própria… o que não é um bom sinal.

Não comemos a famosa sobremesa Trop Bon (fondan de chocholate meio amargo, crocante de amêndoas, calda fudge e picolé Easy Ice), pois, apesar da vontade, já estávamos pra lá de satisfeitos… Mas vale mencionar o preço abusivo do doce, que custa 29 reais e não passa de um petit gateau estilizado, com um picolé enfiado no bolinho, ao invés da bola de sorvete.

No geral, gostamos da Deli. Os lanches são gostosos (apesar dos problemas citados) e fartos, à exceção das batatas, que poderiam vir em maior quantidade e acompanhando também os sanduíches. Os preços seguem a mesma faixa elevada que já criticamos no post do Duke’n’Duke…

Deli Handmade: Rua Professor Antônio Aleixo, 591, Lourdes – (31) 3564.6370

Horário de funcionamento: terça a domingo, de 18:30 à 01h.

BH: MeetMe At The Yard

O MeetMe já estava na listinha de lugares para ir há algum tempo… ficava babando nas fotos dos cocktails e das comidinhas no instagram, e a vontade só aumentou depois que eles ganharam como melhor carta de drinks e barman do ano pela Veja Comer e Beber BH 2014.

Sair para beber uns drinks é um ótimo programa para reunir amigos e amigas (mas também tinha casais lá!). E foi assim que, em duas semanas seguidas, fui parar no MeetMe.

Nos dias em que fui, uma terça e uma quarta, não houve cobrança de consumação mínima, então não sei dizer se eles aboliram essa prática, se ela permanece apenas nos dias em que há algum evento ou se a informação no site da Veja está certa e a cobrança é feita apenas de quinta a sábado, estabelecida em 30 reais. Mas vamos combinar que fixar consumação mínima é algo antiquado e desnecessário, já que é praticamente impossível consumir menos do que isso por lá… UPDATE: A equipe do MeetMe entrou em contato conosco para esclarecer que não há mais cobrança de consumação mínima. Porém, às quintas-feiras, há cobrança de 10 reais de couvert no novo projeto Discograffiti, referente ao DJ convidado e ao artista do live-paiting.

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O casarão tem vários ambientes, mas, nas duas ocasiões, sentamos no deck dos fundos, com uma boa vista para o telão projetado no edifício vizinho. Na primeira vez que fui, era uma quarta-feira, dia da final do Atlético/MG na Recopa Sul-americana 2014. Antes de o jogo começar, o telão mostrava desenhos do Cartoon Network (hahaha), mas sem som, para não atrapalhar a música muito boa que tocava ao fundo… Depois, transmitiram o jogo, mas o ambiente continuou tranquilo. Durante a Copa, até tentamos ver um jogo lá, mas não conseguimos lugares. Há dias também em que o espaço se transforma em “cinema”, a exemplo do último domingo, cujo filme escolhido foi o excelente Her, e do próximo domingo, que passará o premiado 12 Anos de Escravidão. Às vezes tem DJ, churrasco no jardim… enfim, um espaço com opções bem variadas de entretenimento.

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Os cocktails são divididos em categorias de acordo com o tipo de bebida e copo em que são servidos. São elas: Mason Jar, On The Rocks, Is Bubble, Bamboo, Shakes, Long Neck e Grandma’s Mug. Há também opções sem álcool, doses, shots, cervejas etc. Todos os cocktails têm a opção de bebida nacional ou importada, e por isso há dois preços no cardápio. Vale ressaltar que a apresentação dos drinks é sensacional.

De terça a sexta, tem rodada dupla das 18h às 20h, mas apenas com cocktails selecionados em cada dia. E é bom ficar esperto, pois nas duas vezes os garçons não avisaram e nós tivemos que perguntar, ainda bem que já sabíamos que tinha…

Por falar em garçons, o atendimento, na maior parte do tempo, é muito simpático, eles tiram todas as suas dúvidas, depois perguntam se as comidas e bebidas estavam boas… O problema é que, nos dois dias, com vários garçons, senti uma certa pressão para pedir mais bebidas ou comidas, uma insistência um pouco desagradável em alguns momentos…

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Wadamelon!: vodca, tennessee whisky, amaretto, suco de melancia, suco de laranja, suco de maçã (Mason Jar: R$17,00 / 26,00)

Na primeira ida, os cocktails da rodada dupla eram o Wadamelon!, o Gumrise e o Fling Mule. Pedimos um de cada.

O Wadamelon! é muito doce, só dá pra sentir o gosto de melancia. Gostoso, mas tem que gostar muito de melancia, porque fica enjoativo rápido. Sentimos pouco (ou nenhum) gosto de álcool, apesar de o drink levar vodka, whisky e amaretto.

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Gumrise: vodca infusa em frutas vermelhas, suco de cranberry, suco de laranja, leite de coco, abacaxi, xarope de açúcar (Shake: R$17,00 / 26,00)

Não sei se o problema era o paladar já viciado do outro drink, mas só conseguia sentir gosto de melancia, hahaha Outro cocktail doce, um pouco enjoativo e sem gosto de álcool… Dos três, foi o que menos gostamos.

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Fling Mule: vodca, aperol, cerveja lager, suco de laranja, suco de limão, ginger ale (Long Neck: R$16,00 / 25,00)

Ah, o Fling Mule.. esse sim merece repeteco! Segundo o garçom, ele foi o único que continuou sendo pedido após o fim da rodada dupla, então acho que não foi só a nossa mesa que não gostou muito dos outros… O gosto é de cerveja de laranja, delicioso!

A cozinha é estilo americana, mas incorpora ingredientes regionais, o que dá um toque único aos pratos do MeetMe.

O preço dos petiscos varia entre 23 e 42 reais. Há também opções de sanduíches por 25 a 28 reais 30 reais (aumentaram os preços de uma semana para a outra!). Como se não bastasse aumentarem os preços, os hambúrgueres sequer vêm acompanhados de batatas fritas, o que os torna ridiculamente caros. Na segunda ida, pedimos os mini Stripcheese Burguer (mini burguer, coberto com geleia de bacon, nosso queijo, ketchup coreano e picles de cebola em brioche, R$32,00). Absurdamente delicioso, mas os quatro mini burguers são realmente minúsculos (faltou foto, desculpa).

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Chorimaki: rolinhos primavera de linguiça ao chimichurri acompanhados de molho agridoce de cerveja (R$29,00)

A pimenta dos rolinhos nos pegou de surpresa: foi difícil para três meninas que não gostam de pimenta comerem até o final… Nessa hora, os cocktails muito doces até ajudaram, hahaha. Apesar da pimenta, estavam muito gostosos. Quem gosta, pode se jogar. O problema é que o custo-benefício não é bom em razão da pequena quantidade servida.

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Helldorado: cubinhos de frango empanados em polenta crocante acompanhados de molho de mostarda e melaço (R$35,00)

Essa porção de frango é a melhor opção, não apenas pelo sabor, mas pela grande quantidade. Não é à toa que era pedida por quase todas as mesas! Confesso que o aroma que exalava da mesa ao lado foi decisivo para a escolha. Os frangos estavam macios, bem temperados e saborosos e ainda com uma casquinha crocante. O molho também era muito bom, mas veio pouco em relação à quantidade de frango. Até chegamos a pedir mais, mas a porção extra custava seis reais, e aí desistimos. Pode me chamar de pão dura, mas não pago seis reais em um potinho de molho, sem noção!

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Captain Jack: tennessee whisky, cerveja lager, campari, suco de laranja, suco de maça, gengibre (Long Neck, R$16,00 / 25,00)

Na segunda ida, os cocktails da rodada dupla eram o Fling Mule e o Captain Jack. Mais uma vez, pedimos um de cada. Os dois têm a mesma base (cerveja e suco de laranja) e se diferenciam nos outros ingredientes, mas, sinceramente, não conseguimos sentir muita diferença entre os dois: são igualmente deliciosos. Pra acompanhar o happy hour, comemos os mini burguers que falei acima.

O MeetMe é, de fato, um lugar diferenciado. As comidas são gostosas e os cocktails, bem diferentes do que estamos acostumados a ver em outros lugares. Aliás, é exatamente por isso que o Tiago Santos ganhou como barman do ano, né. Além disso, ainda há variadas opções de entretenimento e culturais. Definitivamente, vale a pena.

MeetMe At The Yard: Rua Curitiba, 2578, Lourdes – (31) 3297.0909. Horário de funcionamento: terça e quarta de 18h à 0h; quinta à sábado de 18h à 1h; domingo de 17h às 23h.

Receita: Hambúrguer caseiro

Hambúrguer é uma de nossas comidas preferidas. Impossível resistir a um hambúrguer, ainda mais se for caseiro… Pior ainda se levar cogumelos! hahaha Dessa vez, nem iríamos postar nada com cogumelos, seria só a receita do cheese bacon burguer caseiro. Mas lembramos que, há muito tempo, tínhamos fotografado o preparo do White Dragon Shimeji Burguer, receita do Cozinha de Jack, e não postamos, então resolvemos incluir aqui de bônus.

CHEESE BACON BURGUER ACOMPANHADO DE BATATAS ASSADAS COM ALECRIM

Ingredientes

400g de patinho

Sal e pimenta do reino a gosto

Azeite

Meia cebola picada em rodelas ou tiras

6 fatias de queijo cheddar

6 fatias de bacon

Mostarda de dijon (opcional)

2 pães de hambúrguer

Alface e tomate

4 batatas

Alecrim

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Modo de preparo

Comece pelas batatas, pois elas levarão um tempo considerável para ficarem prontas… Descasque as batatas, parta-as ao meio e pique cada metade em três tiras no sentido do comprimento, de forma que fiquem um pouco gordinhas. Cozinhe até que fiquem macias, mas sem desmanchar. Optamos por fazer as batatas assadas ao invés de fritas, mas você pode fritá-las se assim preferir. Para fazê-las assadas, disponha-as em uma assadeira sem deixar que se sobreponham e tempere com sal, pimenta do reino e alecrim a gosto. Coloque para assar e vá virando as batatas à medida que cada lado for criando uma casquinha crocante. Dessa forma, as batatas ficaram macias por dentro e sequinhas.

Compramos bacon em tiras para preparar no microondas. É um pouco mais caro do que o bacon em pedaço, mas muito prático de preparar e o bacon fica muito sequinho e crocante. Forre um prato ou travessa própria para microondas com duas folhas de papel toalha e disponha as tiras de bacon, sem que nenhuma fique em cima de outra. Cubra com mais duas folhas de papel toalha e repita a operação com todas as tiras de bacon. No nosso caso, deu três camadas de tiras de bacon. Finalize com duas folhas de papel toalha e leve ao microondas por 6 minutos ou o tempo necessário (de acordo com a potência do seu microondas) para que o bacon fique crocante.

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Para preparar a carne, o ideal é utilizar um cutelo. Maltrate a carne bastante, triturando-a em pedaços bem pequenos. Mas é pra bater sem dó mesmo… pode despejar as frustrações da vida inteira na bendita. Depois,  passe uma faca no bolo para se certificar de que cortou direito. O resultado é quase o de um moedor. Pode utilizar variados tipos de carne: fraldinha, contra-filé, patinho, etc. Não precisa tirar toda a gordura da carne, já que ela ajuda no sabor e na suculência do hambúrguer… a nossa infelizmente já estava completamente limpa como vocês podem ver na foto.

Tempere com sal e pimenta do reino e faça duas bolas. Depois, é só achatar com a mão ou um pequeno prato, formando discos um pouco maiores do que o pão. Aí deixe na geladeira até a hora de passá-los na frigideira.

Em uma frigideira, coloque um fio de azeite e passe os hambúrgueres. Aproveitamos a “borra” da carne para passarmos a cebola junto com os hambúrgueres.

Quando a carne estiver quase no ponto desejado, coloque três fatias de queijo cheddar em cada hambúrguer, despeje um pouco de água na frigideira e tampe-a imediatamente, para que o vapor da água ajude a derreter rapidamente o queijo.

Se gostar do pão na chapa, passe as duas metades internas do pão na frigideira. Nesse dia, só conseguimos comprar esse pão feio, mas preferimos com gergelim ou até mesmo pão de hambúrguer de sal.

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Para a montagem do hambúrguer, passe mostarda de dijon nas duas metades do pão. Coloque uma folha de alface, o hambúrguer com o queijo, a cebola, o bacon e duas rodelas de tomate.

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Para uma gordice sem hipocrisia (hehe), deixe o alface e o tomate de lado e se jogue no bacon e nas batatas.

WHITE DRAGON SHIMEJI BURGUER

Ingredientes

400g de contra-filé

Sal e pimenta do reino a gosto

Azeite

200g de shimeji

1 cebola picada em tiras

1 colher de sopa de manteiga

Shoyu

6 fatias de queijo cheddar

2 pães de hambúrguer

400g de batatas congeladas

Páprica picante

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Modo de preparo

Prepare os hambúrgueres do mesmo modo que ensinamos acima, picando a carne na faca, temperando e moldando os hambúrgueres, passando na frigideira até o ponto desejado e cobrindo com o cheddar. Passe as metades internas dos pães na frigideira.

Corte a base do shimeji, que mantém os cogumelos unidos. Não pique os cogumelos: o ideal é deixá-los inteiros e compridos. Em uma panela, coloque uma colher de sopa bem cheia de manteiga e refogue os cogumelos e a cebola. Quando a cebola e o shimeji tiverem murchado um pouco, adicione o molho shoyu, numa quantia suficiente apenas para cozinhar o shimeji. Quando os cogumelos estiverem cozidos e o molho reduzido, desligue o fogo.

Por motivo de preguiça, utilizamos batatas congeladas. Despeje as batatas numa assadeira, sem que nenhuma fique em cima de outra, e asse até que fiquem douradas, lembrando de virá-las durante o preparo. Quando estiverem assadas, tempere com páprica picante. A páprica é uma alternativa ao sal que deixará sua batata muito mais saborosa!

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Hambúrguer é amor verdadeiro, amor eterno.

Para acompanhar, gostamos de uma boa Bäcker Trigo, cerveja artesanal mineira de boa qualidade e bom preço.

Quem fizer alguma das receitas, posta uma foto no instagram e marca a gente lá (@cozidomisto) ou volta e conta aqui o que achou! :)

BH: Maurizio Gallo

Nos últimos tempos, entramos em uma “vibe” de restaurantes italianos, o que é ótimo, já que um prato de massa dificilmente decepciona. Então, após irmos ao Est! Est!! Est!!! e ao Dona Derna, resolvemos conhecer o já tradicional Maurizio Gallo.

O restaurante é comandado pelo simpático italiano Maurizio Gallo, que tivemos a felicidade de conhecer no dia. Zeloso com o serviço e com a reputação do restaurante, ele esteve o tempo todo circulando entre as mesas, checando pedidos e a opinião dos clientes, e até parava um pouco para conversar.

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Fomos na unidade nova no Lourdes, deixando a da Avenida Nossa Senhora do Carmo para outra oportunidade. De longe, é possível localizar a Casa facilmente, por conta das bandeirinhas da Itália.

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O restaurante tem dois andares, sendo que o primeiro tem pouquíssimas mesas e o movimento fica concentrado mesmo é no segundo, onde sentamos na varanda. Fomos para um almoço de domingo, e o ambiente estava muito agradável.

E preciso dizer que achei uma graça os jogos americanos com tecido xadrez de vermelho e branco! Uma maneira divertida e menos óbvia de trazer a tradicional toalha italiana pra mesa.

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Para beber, escolhemos uma garrafa do tempranillo espanhol Toro Loco (R$56,93).

Já falamos por aqui que não somos entendidos do assunto e que, por isso, o nosso critério na hora de escolher um vinho é basicamente preço. O engraçado foi o Maurizio Gallo, quando nos viu olhando a carta de vinhos, comentar (aparentemente decepcionado) que ele faz de tudo para trazer opções de vinhos mais em conta, mas que os belorizontinos insistem nos rótulos mais caros, motivando, assim, constantes mudanças na carta. Depois tem gente que não entende o porquê dos altos preços nos restaurantes de BH…

Nós aproveitamos uma promoção do restaurante e pagamos 59 reais por prato principal e sobremesa para duas pessoas. O preço que pagamos valeu muito a pena, pois as massas custavam, em média, 45 reais, e as sobremesas, 18 reais. Achamos os preços normais um pouco salgados, pois se tratavam de pratos simples.

Nossos pratos demoraram muito, aproximadamente 50 minutos. No entanto, a falha foi devidamente justificada e desculpada pelo proprietário, que, como dissemos no início do post, estava o tempo todo circulando pelo restaurante e conversando com os clientes. Essa atenção faz grande diferença, fazendo o cliente entender que esses inconvenientes não são fruto de descaso, mas sim dos desafios de prestar um bom serviço.

Um detalhe: o Maurizio Gallo oferece opções de massas e sobremesas sem glúten e lactose para os intolerantes – ou mesmo para quem apenas resolveu cortá-los da dieta.

Quando saímos pra comer massa, geralmente precisamos optar por entrada ou sobremesa, pois sempre ficamos muito satisfeitos. Nesse caso, como já comeríamos sobremesa, pulamos a entrada.

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Fettuccine caseiro com molho campestre (molho de tomate pelado italiano com mini almôndegas)

A massa caseira estava deliciosa. Pra mim, que prefiro mais cozida do que al dente, o ponto estava ideal. O problema ficou por conta das mini almôndegas: tão minis e em pouca quantidade, que o molho mais parecia bolonhesa, só que com pouca carne. Gostosa, mas não acho que valha o preço regular (cerca de 45 reais).

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Fettuccine caseiro com molho de cordeiro (molho de tomate pelado italiano com cordeiro desfiado e especiarias)

Assim como o prato anterior, o fettuccine com molho de cordeiro não surpreendia pela quantidade de carne, apresentando alguns poucos pedaços misturados à massa. Apesar do excesso de sal no molho, o conjunto estava saboroso, e a massa no ponto certo.

Na minha próxima vez no restaurante, vou pedir o espaguete flambado na forma de parmesão, que, só pela apresentação e preparo, já vale o prato.

maurizio salame

Fatias de salame de chocolate com sorvete

Pela quantidade, seria difícil dividir essa sobremesa pra dois, além do fato de que seu preço regular é alto (18 reais). O salame estava gostoso, mas nada excepcional. Já o sorvete tinha cristais de gelo…

maurizio tiramisu

Tiramisù

A sobremesa estava muito boa, embora pudesse ter mais queijo mascarpone. Um detalhe que me intrigou (e me conquistou) foi a massa, que não parecia de biscoito, e sim de pão-de-ló.

Tudo estava bom, mas nada excelente. Os preços regulares são um pouco altos, considerando a falta de complexidade dos pratos e sobremesas. Se você conseguir uma promoção como a nossa, vale a pena aproveitar para conhecer o restaurante.

Ristorante Maurizio Gallo: Rua dos Aimorés, 2305, Lourdes – (31) 2514.3020 / Av. Nossa Senhora do Carmo, 860, São Pedro – (31) 2555.5432