BH: Pecatore

O Pecatore é, sem dúvidas, um lugar diferente de tudo que há em Belo Horizonte. O restaurante é inspirado no bar Fish Market de Roma e seu diferencial está nos pescados frescos.

Em 2014, foi eleito pela Veja Comer e Beber BH como a melhor cozinha de peixes e frutos do mar.

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Há um balcão enorme em que ficam expostos os peixes e frutos do mar à escolha do cliente. A vista é de encher os olhos. Mas o cheiro forte pode afastar os mais frescos e, dependendo de onde se senta, pode incomodar bastante…

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O Pecatore fica bem ao lado da Salumeria Central, dos mesmos proprietários. A decoração segue o mesmo estilo da casa vizinha – diferenciando-se pela temática marinha, obviamente -, com mesas simples, projetores e destaque absoluto para o balcão de peixes.

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No dia que fomos, a lula na chapa estava em falta.

O pedido é feito pelo peso in natura. Os produtos são selecionados no balcão e levados à mesa do cliente para que sejam aprovados e verificados antes de serem preparados.

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Escolhemos o Caramão Rosa VG (R$20,00 por 100g) e o lagostim (R$12,00 por 100g). Um lagostim deu aproximadamente 180g e quatro camarões, cerca de 280g. Claro que, tratando-se de crustáceos, perde-se muito com as cascas.

Se a quantia foi suficiente para duas pessoas? Não. Não saímos de lá satisfeitos e gostaríamos de ter pedido mais coisas. Na verdade, até tentamos. Mas o atendimento foi péssimo do início ao fim, chamávamos o garçom, que nos olhava e simplesmente ignorava! Além disso, parecia que o garçom não sabia o que era servido por lá… Deu raiva e foi cansativo, e no fim preferimos ir embora a termos que implorar para sermos atendidos. Vale dizer que a conta deu mais de 100 reais, um preço bem alto para sair com fome e com raiva.

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Apesar disso, não podemos negar que os camarões e o lagostim estavam deliciosos! Carne macia e saborosa. Ficamos realmente impressionados com o tamanho dos crustáceos, que, para facilitar a extração da carne, vêm partidos ao meio.

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Para acompanhar, pedimos a focaccia, produzida na Salumeria. O pão estava bem macio e gostoso. No entanto, chegou quando já estávamos quase acabando os crustáceos. A focaccia não constava no cardápio e só descobrimos que ela ainda era servida ao vermos as mesmas vizinhas recebendo as suas.

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Sabíamos que antigamente era servido um ratatouille como acompanhamento às opções da chapa, mas, como o cardápio não fazia qualquer menção, perguntamos ao garçom para saber se ele ainda era servido. O garçom disse que sim, mas nossos crustáceos vieram sozinhos… Depois de muito cobrar, mas quase no final da nossa refeição, o ratatouille chegou. O detalhe é que parecia mais uma caponata de berinjela, mas enfim, justiça seja feita: estava muito gostoso.

Aliás, é bom dizer que falta variedade nas opções de acompanhamentos do cardápio. O cliente não é obrigado a adivinhar o que o restaurante serve ou saber o que era servido no passado.

Bom, o Pecatore nos decepcionou bastante. Não pela comida, que estava sim deliciosa, mas pelo péssimo e confuso atendimento, que foi a causa do encerramento precoce de nosso jantar. Não foi uma noite barata para ainda sairmos com fome e com raiva…

Pecatore: R. Sapucaí, 535, Floresta – (31) 2552.1450. Horário de funcionamento: terça e quarta, de 18:30 à 0h; quinta a sábado, de 18:30 à 1h; domingo, de 12h às 17h.

Gastronomia na Praça 2014

Nos dias 14 e 15 de junho, ocorreu a segunda edição do Gastronomia na Praça, dessa vez realizada na Praça do Papa. Não conseguimos ir à primeira edição, mas estávamos lá firmes e fortes (e famintos) nos dois dias desse ano.

O Gastronomia é um evento de street food, focado em oferecer alta gastronomia a preços mais acessíveis do que aqueles praticados normalmente nos restaurantes. O evento contou com a participação de diversos restaurantes estrelados da capital, além de barracas de artesanato e alguns produtos tipicamente mineiros (café, doces caseiros, cachaça e queijos), e shows com Zeca Baleiro, Thiago Abravanel e outros.

Antes de mais nada, já deixamos claro: adoramos o evento! Agora, vamos à análise.

Foi instalado um posto de troca de ingressos no Mercado Central. O ingresso era trocado por 2kg de alimento não perecível e cada pessoa poderia pegar até dois ingressos para cada dia. Se alguém quisesse mais, poderia pegar, mas teria que enfrentar a fila de novo. Fizemos nossa troca no primeiro dia, pela manhã. A fila, apesar de grande, estava organizada e o tempo de espera foi de apenas 20min. Além disso, os restaurantes receberam alguns ingressos para distribuírem para seus clientes.

Muitas pessoas reclamaram que só havia um posto de troca e que não havia limite de ingressos por dia. Poderia haver mais postos de troca sim, mas não achamos que deva haver limite diário, pois prejudicaria quem se dispôs a deixar de fazer alguma outra coisa para ir até o local trocar o ingresso. A procura foi imensa e muitas pessoas que queriam ir não conseguiram ingresso, mas, infelizmente, essa é uma situação normal em qualquer tipo de evento… E mesmo tendo havido apenas um posto de troca, é bom ressaltar sua localização central, facilitando o acesso para a grande maioria.

Outro problema que vimos muita reclamação foi a venda de ingressos por cambistas. Infelizmente, é outra questão que afeta qualquer tipo de evento e sobre a qual nada se pode fazer: a única solução seria ingressos nomeados, mas isso também já seria exagero… Ah! Havia também um lounge e um camarote, vendidos a preços surreais…

Já no evento, ficamos impressionados com a estrutura montada, a organização e a qualidade. Fomos no sábado sem saber se voltaríamos no domingo, tudo dependeria da experiência que teríamos. E saímos com a certeza de que tínhamos que voltar no domingo, e assim fizemos. O Gastronomia lotou nos dois dias, mas, ainda assim, não nos sentimos em uma “muvuca”.

A entrada era feita pela área mais alta da praça. Ali, no primeiro pavimento, estavam o lounge, algumas barracas de artesanato e comidinhas, banheiros, mesas e bancos, postos de bebida e de compra de fichas (aparentemente, nenhum aceitando cartão). Achamos que tinha poucas mesas e poucos guarda-sol.

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No piso intermediário, estavam as barracas dos restaurantes e mais uma de artesanato, o palco principal, postos de bebida e de fichas (apenas alguns poucos aceitando cartão), algumas mesas e o camarote.

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No gramado atrás das barracas, ficava a tenda de Ensalada, uma oficina de “mini chef” para crianças e mais banheiros. Aqui, uma observação: a organização havia divulgado que haveria uma área picnic, com toalhas distribuídas gratuitamente. No sábado, vimos pouquíssimas toalhas sendo utilizadas. No domingo, a princípio, as toalhas estavam sendo ofertadas a quem quisesse – enquanto algumas pessoas pegaram várias de uma vez, outras ficaram sem (presente!). Quando fomos pegar, disseram que as toalhas tinham acabado. Só que, em menos de 10 min, vimos pessoas pegando toalhas, que passaram a ser vinculadas à compra de ensaladas! Um absurdo…

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Por ali embaixo, também estava o winebar do Grupo Meet, com uma seleção de vinhos a preços atrativos, muitas garrafas entre 25 e 45 reais. No sábado, não animamos enfrentar a fila gigantesca, e ficamos só na cerveja. No domingo, chegamos cedo e não tinha fila. Compramos, então, uma garrafa do francês Château Merlet Bordeaux (R$45,00).

Sobre as comidas, uma observação que fizemos lá: além das tais ensaladas, não havia nenhum prato para vegetarianos. Não é o nosso caso, mas é algo que deve ser considerado, para atender todos os tipos de amantes da gastronomia.

Mais uma coisa legal é que alguns restaurantes serviram opções próprias de seus cardápios regulares! Então, quem gostou muito de algum prato poderá repeti-lo em uma visita à casa. E esse é o espírito de eventos que oferecem boa gastronomia a preços mais acessíveis: introduzir o cliente no estilo do restaurante, fazendo com que ele goste e retorne em outro momento.

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Glouton: Papada de porco ensopada e grelhada com purê de batata doce. (R$20,00)

O chef Leonardo Paixão – recentemente eleito chef do ano pela Veja BH –  esteve durante todo o evento na barraca, fiscalizando os pratos. O resultado não poderia ser outro: o melhor prato do evento – não apenas pelo sabor excepcional, mas também pela preocupação com a apresentação. A papada de porco desmanchava com um leve toque do garfo, uma maciez absurda. O purê de batata doce complementava a papada de forma inusitada, conferindo um toque adocicado ao prato.

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Trindade: X-Zé: Hambúrguer com queijo canastra e catchup de goiaba. (R$20,00)

O grande destaque desse hambúrguer era a carne, picada na faca ao invés de moída. Bem temperada, saborosa, suculenta e rosada, um espetáculo. A fatia de queijo canastra era bem grossa e veio bem derretida. O catchup de goiaba foi servido em um daqueles tubos de pomada, mas acabou sendo uma grande decepção, pois não vinha quase nada. Melhor que tivesse sido servido em potes maiores (como fez o Xapuri, disponibilizando variados tipos de pimenta no balcão) ou até mesmo em sachês, mas de uma forma que não limitasse tanto o consumo – e que provavelmente saiu mais cara para o restaurante… Embora o hambúrguer estivesse delicioso, achamos o preço caro pelo prato apresentado, pois seu tamanho era pequeno e foram utilizados poucos ingredientes no preparo.

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Villa Roberti: Ravioli ripieni di gallina faraona: ravioli recheado com galinha d’angola ao molho do próprio assado com champignon fresco e ora-pro-nóbis. (R$20,00)

Prato delicioso, com sabor de comida de vó. O ravioli de galinha d’angola é uma das receitas mais tradicionais do Villa Roberti, que, como pudemos comprovar, faz jus ao seu sucesso. Mas achamos que veio pouco cogumelo.

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Xapuri: Vira lata metido a besta: pão com linguiça do Xapuri e cebola caramelizada na rapadura, rúcula e mostarda. (R$20,00)

A disputadíssima barraca do Xapuri tinha as maiores filas do evento, nos dois dias. E não é por menos: o sanduíche era grande e delicioso, com um bom custo-benefício. E o cheiro da linguiça que saía da barraca e tomava conta do gramado era de partir o coração de qualquer gordinho, rs. Pedimos nosso sanduíche partido ao meio, para dividirmos (aliás, dividimos todos os pratos, para podermos comer mais!), por isso a foto não o favoreceu muito. O pão utilizado era Cum Panio e tinha casquinha crocante por fora e massa macia. A linguiça levemente picante casava perfeitamente com a cebola caramelizada na rapadura. Já a rúcula estava ali só pra fazer aquela figuração e fingir que é um sanduíche saudável.

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Ah! Bon: Brownie com sorvete de baunilha e calda quente de chocolate. (R$15,00)

A grande sacada do Ah! Bon foi oferecer sobremesas, enquanto nenhuma outra barraca mais o fez. O resultado era que a barraca estava sempre cheia, pois todo mundo ia comer um doce depois dos pratos. Eram três opções: brigadeiros (dois por R$5,00), tartellete de chocolate branco (R$10,00) e o brownie. Acabamos ficando com o brownie nos dois dias… a gente jura que ia pedir os outros no domingo, mas não resistimos, porque o brownie, além de delicioso, era enorme!

No domingo, como já dissemos, não conseguimos nem mesa, nem toalha. Sentamos na grama mesmo, debaixo de uma árvore, com nossa garrafa de vinho, e por ali ficamos num delicioso picnic, curtindo o tempo agradável, as comidinhas, a música, a companhia… teve bão!

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Salumeria Chiari: 1) Seleção de Salumeria Defumada: lombo, picanha, pastrami, copa – acompanha pão ciabatta e azeite de oliva. 2) Seleção de Salsichas Artesanais: tradicional, com alho e defumada, com mostardas clara e escura – acompanha pão de cevada e centeio. (R$20,00)

Começamos os trabalhos de domingo com um couvert, rs. Pedimos um mix das duas opções disponíveis, e parece que só não recebemos da picanha defumada. Estava tudo muito bom, petisco com ótimo custo-benefício, principalmente pra quem foi em grupos maiores.

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Borracharia Gastropub: Tilápia crocante com aioli: filé de tilápia com molho à base de mostarda dijon. (R$20,00)

Mais uma ótima opção, que tinha filas enormes o tempo todo. Nada de óleo escorrendo: a tilápia estava bem crocante e bem temperada. O molho à base de mostarda dijon adicionava ainda mais sabor e mostrava-se como o complemento ideal para o peixe.

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Cantina Piacenza: Ravioli de queijo minas com azeite de couve, salsa brava, crocante de bacon e redução de aceto balsâmico. (R$20,00)

Olha só: dá pra contar míseros cinco raviolis no prato. Decepcionante não só pela quantidade, mas pelo sabor também – ou a falta dele -, não muito diferente daqueles que você compra no supermercado…

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Vecchio Sogno: Gnocchi di taioba com picola polpetta di carni alla salsa veneziana: gnocchi de taioba com polpetta ao molho de cebola, abobrinha e azeitona seca. (R$20,00)

Por fim, o pior prato que comemos no evento. Ah, que arrependimento de termos optado por ele… Sem gosto, sem graça, frio. O gnocchi não desmanchava na boca e as polpettas estavam meio “borrachentas”.

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Não podemos deixar de falar de uma ação bacana promovida pelo Senac durante o Gastronomia na Praça: a carreta-escola de Turismo e Hotelaria estava oferecendo gratuitamente aulas de Slow Food e de Botecaria com o chef Luciano Avellar. Conseguimos nos inscrever para a aula de Botecaria no final da tarde de domingo.

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Infelizmente, a própria logística da carreta-escola impede que os alunos vejam de perto o preparo da comida. Ainda assim, foi uma experiência interessantes para nós dois, que nunca tínhamos assistido uma aula de culinária.

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O chef Luciano Avellar ensinou uma receita típica de Minas Gerais: pastel de angu com recheio de carne e umbigo de banana.

Saímos da aula e passamos no Ah! Bon para comermos mais um brownie antes de irmos embora.

Tudo foi tão bom, que já estamos esperando o próximo Gastronomia na Praça. :)

Receita: Cogumelos à Provençal e Filé com Shimeji ao Shoyu

O post de hoje tem duas receitas, que fizemos e comemos no mesmo dia, porque somos gordos apaixonados por cogumelos.

A receita de cogumelos à provençal foi inspirada na entrada maravilhosa que comemos no Au Bon Vivant. E, olha, ficou muito boa e bem parecida! :)

Já o filé com shimeji no shoyu é um petisco de fácil execução que costumamos fazer.

Nós vamos passar o Dia dos Namorados em casa, cozinhando juntos. Não gostamos muito de sair pra jantar nessa data, porque os restaurantes geralmente colocam menus fixos com preços exorbitantes e ficam lotados, tornando a comemoração um pouco impessoal.

Então, nossa sugestão é fazer o filé com shimeji ao shoyu de petisco para comer durante o jogo do Brasil na Copa e os cogumelos à provençal de entrada do jantar.

COGUMELOS À PROVENÇALImagem

Ingredientes

300 g de cogumelos de paris (champignon fresco)

150 g de tomates cereja partidos ao meio

Meia cebola picada em cubinhos

2 dentes de alho picados em cubinhos e 4 dentes inteiros (com casca)

200 ml de vinho branco seco

Cebolinha e salsinha

Sal, pimenta do reino e noz moscada

Alecrim

Manteiga

1 baguete

(obs: as medidas estão aproximadas, pois fizemos no olho)

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Modo de preparo

Primeiro, é preciso limpar os cogumelos, que geralmente vêm sujos de terra. Essa parte é um pouco chatinha, mas muito importante. Usamos um papel toalha e vamos limpando delicadamente cogumelo por cogumelo… Delicadamente, viu?, porque os cogumelos são sensíveis, e se você colocar muita força, pode acabar arrancando algumas fatias deles. Não lave com água, pois ele irá absorvê-la. Nessa receita, não é possível substituir os cogumelos frescos pelos em conserva, pois o champignon é a estrela do prato e, se você usar em conserva, vai ficar péssimo – palavra de quem já provou cogumelos à provençal em conserva, num restaurante em Colonia del Sacramento, no Uruguai. Após a limpeza, pique os cogumelos (pode ser em forma de “x” ou em 3 fatias) – o importante aqui é que os pedaços não sejam finos ou pequenos.

Fatie a baguete em torradas não muito finas e asse por cerca de 10 min, virando as torradas para dourá-las dos dois lados. Se preferir, pode passar um pouco de manteiga em um dos lados, para as torradas ficarem douradinhas (nós pulamos essa etapa por preguiça, rs).

Em uma panela, coloque duas colheres de manteiga e doure rapidamente os dentes de alho e a cebola picados. Adicione os cogumelos e refogue. Em seguida, coloque os tomates cereja partidos ao meio, salsinha e cebolinha picados, o alecrim e deixe cozinhar um pouco no caldo do tomate. Tempere com um pouco de sal e pimenta do reino. Quando o caldo do tomate já tiver reduzido um pouco, adicione o vinho e os dentes de alho inteiros e deixe cozinhar até o caldo engrossar e reduzir um pouco mais. Não deixe secar, pois o caldo fica delicioso no pão! Se necessário, corrija o tempero. O alecrim, a salsinha e a cebolinha darão o toque especial desse molho.

Sirva com as torradas.

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FILÉ COM SHIMEJI AO SHOYU

Ingredientes

200 g de shimeji fresco

300 g de filé picado em cubos

Manteiga

Molho shoyu

Cebolinha

Sal e pimenta do reino para temperar

(obs: as medidas estão aproximadas, pois fizemos no olho)

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Modo de preparo

Corte a base do shimeji, que mantém os cogumelos unidos. Não pique os cogumelos: o ideal é deixá-los inteiros e compridos, como na foto. Não se assuste se a quantia parecer muita, pois eles murcham bastante após o cozimento.

Tempere os cubos de carne com sal e pimenta do reino. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e frite a carne.

Em uma panela, coloque uma colher de sopa bem cheia de manteiga para refogar o shimeji. Depois que os cogumelos tiverem murchado um pouco, adicione o molho shoyu, numa quantia suficiente apenas para cozinhar o shimeji. Não exagere, pois muito shoyu pode ofuscar o sabor do cogumelo e salgar demais a receita. Quando já tiver secado quase todo o molho, junte a carne, misture com o shimeji e o molho, e retire do fogo. Para servir, salpique um pouco de cebolinha picada.

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Esperamos que curtam essas receitas tanto quanto nós! Quem fizer, posta uma foto no instagram e marca a gente lá (@cozidomisto) ou volta e conta aqui pra gente o que achou! :)

BH: Dub

Nos últimos anos, têm surgido, no Edifício Maletta, diversos novos bares, tanto na bela varanda com vista para a Rua da Bahia ou para a Av. Augusto de Lima, quanto em seu interior, sem contar aqueles localizados na calçada, como a nova unidade do Duke’n’Duke.

Sobre o assunto, vale a pena ler esse post no Blog do Girão.

Com tamanha variedade e em busca de novidades, nós dois resolvemos começar a explorar tudo o que o Maletta tem para oferecer. Então, além desse post sobre o Dub, ainda virão mais posts sobre outros bares de lá.

Por enquanto, das opções no segundo andar, o Dub tem sido o nosso preferido. Esse post é fruto de três idas ao bar, que definitivamente conquistou nossos corações com boa comida, boa bebida e preços razoáveis.

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O Dub está localizado na varanda do segundo andar, com frente para a Rua da Bahia e lateral para o corredor. Sua localização estratégica permite que o Dub distribua mais mesas do que os bares do meio da varanda, sendo possível que o cliente se sente em uma mesa próxima à varanda e aproveite a vista, ou no corredor e se proteja do vento nos dias frios. Caso não haja mesa disponível, dá para sentar no balcão e beber uns drinks enquanto espera.

A decoração externa é bem simples, e há mesas e cadeiras de madeira confortáveis. Aqui, confessamos uma falha nossa: em nenhuma das vezes, entramos no bar para reparar na decoração da parte interna, mas vimos que tem uma mesa com sofá.

O atendimento é ok. Os pratos chegam rápido, mas não é possível fazer nenhuma alteração nos pedidos, pois, aparentemente, as porções já são pré-preparadas.

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Em nossa primeira ida, sentamos na disputada varanda e bebemos umas cervejas Gold, produzida pela Kaiser. A long neck custa R$5,50. O bar apresenta uma variedade razoável de cervejas.

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Mini Porpetas Dub: acompanha pães variados com molho pelati em ervas frescas (R$25,00) – obs: possui opção vegan.

A porção vem em quantidade suficiente para duas pessoas. O molho provavelmente é feito com tomate pelado enlatado, aparentemente misturado com tomates frescos. Pra quem é um pouco chatinho, é possível sentir o gosto característico de molho de tomate pronto. Felizmente, ainda assim, o molho é delicioso e muito bem temperado com cebola e ervas, além dos pedaços grosseiros de tomate pelado. As mini porpetas tinham casquinha crocante e interior macio, e também estavam bem temperadas. As torradas de baguete italiana também estavam muito boas e complementavam perfeitamente o prato (só não conseguimos enxergar a variedade dita na descrição, mas tudo bem). Delícia, excelente custo-benefício, vale muito a pena pedir! E ponto por Dub, que oferece uma opção vegan do prato!

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O bar é famoso pela extensa e variada carta de drinks, tanto que foi eleito pela Veja BH como a melhor carta de drinks em 2013. E de lá pra cá, o número de opções aumentou bastante. A média de preços é de 19 reais. Há desde drinks tradicionais, como a Margarita da foto, até alguns mais diferentes, com combinações inusitadas.

Ah, a Margarita estava bem forte, sinal de que eles não economizam no álcool! hehehe

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Linguicinha Vip: com vinho tinto reduzido e molho de mostarda dijon (R$23,00)

Essa foi a única porção que nos decepcionou um pouco. A mostarda não era dijon, e sim do tipo holandesa (escura). Esperávamos que o vinho tinto reduzido fosse um molho, mas na verdade se tratava de um potinho com cebola em tiras, cozida em vinho. As linguicinhas deveriam ter sido fritas por menos tempo, pois ficaram esturricadas por fora e secas por dentro. A porção até que não estava ruim, mas poderia ser beeem melhor.

A porção vem em quantidade suficiente para duas pessoas, mas para ser comida como petisco apenas. Nesse dia, só passamos lá para um happy hour rapidinho, e fomos jantar no Oak, onde ainda comemos prato principal e sobremesa. gordos

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Hacienda La Punta (Chile) – Cabernet Sauvignon (R$40,00)

Além das cervejas e coquetéis, há algumas garrafas de vinho com preço muito amigo (entre 32 e 85 reais) e também a opção de taças de vinho malbec, rosé e sauvignon blanc (12 reais). Não entendemos nada de vinho, e nosso critério é: se dá pra beber, então é bom. E, sim, já que não entendemos nada, escolhemos vinho pelo preço. Pelos nossos critérios, esse estava ótimo.

Eles perguntam se você prefere em temperatura ambiente ou frio. Pedimos frio, e veio muito gelado.

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Iscas de Filet Mignon ao Vinho com Cogumelos Frescos: filet em iscas, cogumelos, vinho branco, tomatinho cereja e creme de leite fresco. Acompanha pães variados. (R$36,00)

Os cogumelos são: cogumelo de paris, shiitake e shimeji, e são utilizadas as versões frescas. Nós amamos cogumelos, e a porção foi muito bem preparada, pois tinha cogumelos com fartura e era possível sentir perfeitamente o gosto de cada um. Aliás, tinha tanto cogumelo, que até achamos que tinha pouca carne, mas, no fim das contas, a proporção estava boa. O molho estava muito gostoso, mas achamos que tinha pouco caldo (amamos molhar o pão no caldinho, quem não?). A carne estava boa, as tiras de filé tinham um bom tamanho e estavam no ponto certo.

Os pães que acompanham a porção são os mesmos que acompanham as mini porpetas, ou seja, baguete italiana e nada de variedade. Isso não é exatamente um problema, pois o pão é gostoso, mas, nesse ponto, a descrição do prato não bate com a realidade.

O Dub é um ótimo lugar para um happy hour ou até mesmo um jantar, seja a dois ou com os amigos. O bar tem uma boa variedade de bebidas e porções a bons preços. Há também hambúrgueres e sanduíches, com média de preços de 20 reais (vimos alguns sendo servidos e pareciam muito bons, queremos ir lá provar). Enfim, boa comida, boa bebida e bom preço. Vale a pena.

Dub: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, sobreloja 5 (varanda do segundo andar), Centro – (31) 3234.2405.

BH: Salumeria Central

Há tempos queríamos conhecer a Salumeria. Por indicação de várias pessoas, decidimos ir um pouco mais cedo, logo antes do pôr do Sol, a fim de aproveitarmos a bela vista para a Praça da Estação que o local supostamente proporcionaria. Mas a verdade é que não dá pra ver nada de lá de cima, pois a mureta da rua tampa tudo! #fail :(

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A decoração é bem diferente, com projeções por toda parte e alguns itens inusitados, como uma televisão antiga e uma gaiola com projeção de passarinho dentro. Nas mesas, tudo muito simples. O jogo americano é um pedaço de papel cortado na hora do rolo que fica no balcão, como aqueles envelopes de açougue antigo. Muito interessante essa opção, pois casa muito bem com o estilo do local, que é próximo a de uma salumeria (duh!) ou açougue mesmo.

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Ótima weizenbier austríaca, trazida ao Brasil pelo Grupo Heineken. Bastante leve e com sabores pronunciados de banana, cravo e frutas cítricas, a Edelweiss apresenta espuma densa e duradoura e um corpo dourado e bastante turvo. Sempre é uma ótima pedida.

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Cesta de pães produzidos na casa, acompanhada de manteiga de ervas. (R$13,00)

Do Brasil: queijos da serra da canastra (15 dias de cura) e da serra catarinense (20 dias de cura), produzidos com leite cru – aprox. 185g. (R$29,00)

Em primeiro lugar, achamos um absurdo o preço da cesta de pães. Os pães são produzidos na casa e muito gostosos, mas não há absolutamente nada que justifique o preço cobrado. E o problema é que todo mundo é praticamente “obrigado” a pedir os pães para acompanhar os petiscos, que ficariam sem graça sozinhos, e aí eles parecem abusar disso para cobrarem uma mini fortuna pelos pães.

Deixando o drama dos pães de lado… A porção de queijos vem acompanhada de uma chapa quente de ferro. Essa parte foi bem decepcionante, pois a chapa esfria muito rápido. O ideal seria que ela fosse colocada sobre um fogareiro, o que seria mais confortável para o cliente e para os garçons, que precisam trocar as chapas toda hora. No nosso caso, pedimos pra trocar umas três ou quatro vezes, bem chato isso. Além disso, o mel e a geleia que acompanham os queijos vêm em quantidade muito reduzida. É gostosa, mas a experiência poderia ser melhor.

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Panturrilha de porco ao forno com batatinhas. (R$35,00)

Assada por cinco horas, a carne fica extremamente macia, a ponto de desmanchar na boca. O jarret era simplesmente delicioso, mas poderia ter sido servido um pouco mais quente. Sentimos falta de mais molho do cozimento e pães para acompanhar (de novo, o problema dos pães)…

Pois bem. Fomos com a expectativa muito alta, e nos decepcionamos um pouco. As comidas são deliciosas, mas o preço de algumas porções é abusivo (ficamos um pouco espantados quando olhamos o cardápio). Além disso, a falta de um fogareiro que mantivesse a temperatura da chapa foi muito incômoda.

Salumeria Central: Rua Sapucaí, 527, Floresta – (31) 2552.0154.