BH: Pecatore

O Pecatore é, sem dúvidas, um lugar diferente de tudo que há em Belo Horizonte. O restaurante é inspirado no bar Fish Market de Roma e seu diferencial está nos pescados frescos.

Em 2014, foi eleito pela Veja Comer e Beber BH como a melhor cozinha de peixes e frutos do mar.

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Há um balcão enorme em que ficam expostos os peixes e frutos do mar à escolha do cliente. A vista é de encher os olhos. Mas o cheiro forte pode afastar os mais frescos e, dependendo de onde se senta, pode incomodar bastante…

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O Pecatore fica bem ao lado da Salumeria Central, dos mesmos proprietários. A decoração segue o mesmo estilo da casa vizinha – diferenciando-se pela temática marinha, obviamente -, com mesas simples, projetores e destaque absoluto para o balcão de peixes.

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No dia que fomos, a lula na chapa estava em falta.

O pedido é feito pelo peso in natura. Os produtos são selecionados no balcão e levados à mesa do cliente para que sejam aprovados e verificados antes de serem preparados.

pecatore camarão e lagostim

Escolhemos o Caramão Rosa VG (R$20,00 por 100g) e o lagostim (R$12,00 por 100g). Um lagostim deu aproximadamente 180g e quatro camarões, cerca de 280g. Claro que, tratando-se de crustáceos, perde-se muito com as cascas.

Se a quantia foi suficiente para duas pessoas? Não. Não saímos de lá satisfeitos e gostaríamos de ter pedido mais coisas. Na verdade, até tentamos. Mas o atendimento foi péssimo do início ao fim, chamávamos o garçom, que nos olhava e simplesmente ignorava! Além disso, parecia que o garçom não sabia o que era servido por lá… Deu raiva e foi cansativo, e no fim preferimos ir embora a termos que implorar para sermos atendidos. Vale dizer que a conta deu mais de 100 reais, um preço bem alto para sair com fome e com raiva.

pecatore camarão

Apesar disso, não podemos negar que os camarões e o lagostim estavam deliciosos! Carne macia e saborosa. Ficamos realmente impressionados com o tamanho dos crustáceos, que, para facilitar a extração da carne, vêm partidos ao meio.

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Para acompanhar, pedimos a focaccia, produzida na Salumeria. O pão estava bem macio e gostoso. No entanto, chegou quando já estávamos quase acabando os crustáceos. A focaccia não constava no cardápio e só descobrimos que ela ainda era servida ao vermos as mesmas vizinhas recebendo as suas.

pecatore ratatouille

Sabíamos que antigamente era servido um ratatouille como acompanhamento às opções da chapa, mas, como o cardápio não fazia qualquer menção, perguntamos ao garçom para saber se ele ainda era servido. O garçom disse que sim, mas nossos crustáceos vieram sozinhos… Depois de muito cobrar, mas quase no final da nossa refeição, o ratatouille chegou. O detalhe é que parecia mais uma caponata de berinjela, mas enfim, justiça seja feita: estava muito gostoso.

Aliás, é bom dizer que falta variedade nas opções de acompanhamentos do cardápio. O cliente não é obrigado a adivinhar o que o restaurante serve ou saber o que era servido no passado.

Bom, o Pecatore nos decepcionou bastante. Não pela comida, que estava sim deliciosa, mas pelo péssimo e confuso atendimento, que foi a causa do encerramento precoce de nosso jantar. Não foi uma noite barata para ainda sairmos com fome e com raiva…

Pecatore: R. Sapucaí, 535, Floresta – (31) 2552.1450. Horário de funcionamento: terça e quarta, de 18:30 à 0h; quinta a sábado, de 18:30 à 1h; domingo, de 12h às 17h.

BH: Oak Restaurante e Wine Bar

Nossa primeira ida ao Oak foi para jantar durante a edição do segundo semestre de 2013 do Restaurant Week. Gostamos tanto, que voltamos na 8ª Edição do Restaurant Week em BH. O cardápio de almoço custava R$37,90 + R$1 (Jornada Solidária).

Chegamos cedo, pois não tínhamos reservas e estávamos com (muita) fome. Durante nosso almoço, a casa lotou bastante, mas ainda assim o atendimento foi excelente do início ao fim, mantendo a boa impressão que já tínhamos.

A decoração, na qual prevalece o uso da madeira, é bem charmosa. A única ressalva que fazemos é que, da vez em que fomos para jantar, sentamos na área interna e ficamos muito incomodados com uma televisão passando propagandas (!) que estava bem em frente à nossa mesa. Porque, né, qual a necessidade disso, gente? A luz era chata e a televisão desviava involuntariamente nossa atenção, muito desagradável.

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Fomos para um almoço de domingo e sentamos na varanda, bebendo umas cervejas, num clima muito agradável. Pra variar, a cerveja era Stella… mas como era domingo e estava de dia, vamos perdoar.

Engraçado que, apesar de a casa ter uma vasta e (teoricamente) boa carta de vinhos, notamos que grande parte das mesas também estava consumindo cerveja. E aí, permanece nosso questionamento: por que os bons restaurantes de BH não investem em uma melhor carta de cervejas também?

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Entrada: Confit de bacalhau com galette de batata crocante e tapenade de olivas.

Entrada deliciosa, cujo único pecado era o excesso de gordura no galette de batata, que, a propósito, estava realmente crocante. O tapenade de olivas conferia a acidez ideal ao prato e reinventava a parceria bacalhau + azeitonas pretas de forma muito feliz. A combinação de sabores e texturas nos deixou muito satisfeitos.

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Prato principal: Pappardelle de funghi nero com ragu de costela bovina e dijon.

O pappardelle estava bem cozido, o que agradou o paladar de um e desagradou o do outro, que prefere a massa mais al dente. O molho estava gostoso, porém um pouco ralo, poderia ser mais encorpado… Não sentimos nem o cheiro da mostarda dijon, que ficou só no nome do prato. A quantidade de funghi poderia ser maior. No entanto, apesar dos pesares, a massa estava deliciosa e só faltou lambermos os pratos! rs

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Sobremesa: Parfait de doce de leite, compota de banana e farofa de castanhas.

O parfait estava com ótima consistência e levemente gelado. Não se destacou o gosto do doce de leite, o qual acabou completamente obscurecido pela essência de café utilizada (que, diga-se de passagem, não constava na descrição da sobremesa, o que pode desagradar aqueles que não são adeptos). De toda forma, o resultado era positivo, especialmente em razão da farofa de castanhas, que casava muito bem com a textura da sobremesa.

Por outro lado, a compota de banana foi um aspecto negativo do prato, já que nem o seu gosto e nem a sua aparência despertavam qualquer interesse em experimentá-la. Analisando o conjunto, a bolinha de banana restou totalmente desconexa dos demais ingredientes, de modo que a sua introdução poderia ter sido melhor pensada pela casa.

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Sobremesa: Sorbet de goiaba com creme de queijo canastra e caramelo de goiabada.

Em uma expressão: alôôô Minas Gerais!! hahaha Falando sério agora, essa sobremesa, tão tão mineira, estava extraordinária. O creme de queijo e a goiabada caseira (com gosto de goiaba mesmo, nada artificial) casavam perfeitamente. O sorbet de goiaba só adicionou mais gostosura ainda. Seria muito feliz comendo isso todos os dias da minha vida!

O Oak é muito bom, não é à toa que voltamos. Vale muito a pena ir lá durante o Restaurant Week, pois os cardápios são bons e a casa mantém a qualidade da comida e do atendimento durante o evento.

Oak: R. Curitiba, 2164, Lourdes – (31) 2511.6694.