BH: Buffet Bhagwan

O Buffet Bhagwan é um restaurante indiano comandado pelo chef Bhagwan Sinh. Localizado fora do burburinho do Lourdes, em uma casa no bairro Sagrada Família, o grande destaque do lugar é, de fato, sua comida. Não vá até lá pensando em ostentar, em ver ou ser visto. O foco é comer bem, simples assim.

Fomos por indicação de amigos, que nos disseram que lá era melhor do que o Maharaj, restaurante indiano localizado no Consulado da Índia, que tinha tudo pra ser ótimo, mas não curtimos muito.

O cardápio está todo no site, o que é maravilhoso, pois é possível ir já com uma noção do que comer e de quanto gastar. Os preços no site estão desatualizados, mas as diferenças não são muito grandes – em algumas coisas, 50 centavos ou 1 real, e no prato principal, cerca de 5 reais.

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O atendimento não foi muito bom, mesmo em dia de semana e o restaurante não estando cheio. O problema é que, aparentemente, só havia um garçom pra atender todo mundo, o que complica um pouco, considerando que a casa possui vários ambientes.

Como dito, a casa é bem simples e as mesas não têm nem forro ou jogo americano. Paredes, mesas, tudo é muito vermelho, o que nos causou uma certa estranheza. O excessivo vermelho somado aos elementos de decoração tipicamente indianos tornam o ambiente um tanto quanto brega, mas dá pra ignorar… Enquanto isso, ficavam passando clipes indianos na tv que estava bem à nossa frente.

A todo momento, o ambiente era inundado pelo enebriante cheiro dos temperos…

Para beber, longnecks de Gold (R$5,00) e uma água ao final.

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Pyaaz kulcha: pão indiano recheado com cebola (R$5,00)

Chutneys: variados saborosos molhos indianos (R$6,00)

Para começar, escolhemos um pão indiano e pedimos o trio de chutneys para acompanhar. O pão era, ao mesmo tempo, macio e crocante. Apesar de bem temperadinho, os chutneys são o complemento ideal. O vermelho é de mamão e mais apimentado, o verde é de hortelã e o marrom, de tamarindo.

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Kesari pullao: arroz temperado com especiarias indianas (R$7,50)

Murg masala: cubos de frango ao molho masala (R$28,90)

Essas duas tigelinhas de arroz e frango podem parecer pequenas, mas servem bem duas pessoas – e ainda sobrou um pouco de arroz.

Os cubos de frango estavam bem cozidos e macios. Mas o que nos fez cair de amores por esse prato foi o molho masala, que estava “de lamber os beiços”, hahaha. O molho estava bem grosso e saboroso, com o gosto forte dos temperos e levemente picante, mas suportável até mesmo para quem não é muito chegado em pimenta.

Como tempero pouco é bobagem, pedimos o arroz com especiarias. A tonalidade laranja bem forte era até engraçada, mas o arroz estava muito gostoso. As castanhas picadas utilizadas na decoração poderiam ter vindo em maior quantidade, pois proporcionavam uma agradável crocância à refeição.

bhagwan sobremesa

Gulab Jamun: bolinhas de leite na calda com essência de rosas com sorvete (R$7,50)

Para a sobremesa, a gordice falou mais alto e pedimos um gulab jamun para cada. Infelizmente, não foi dos melhores que já comemos… Ainda assim, considero uma sobremesa imperdível, já que não a encontramos em qualquer lugar.

Bom, o Buffet Bhagwan com certeza nos conquistou. Simplicidade, comida deliciosa e preços muito bons! Vale muito a pena sair do reduto do Lourdes para conhecer esse restaurante indiano.

Buffet Bhagwan: Av. Conselheiro Lafaiete, 771, Sagrada Família – (31) 3653.3000. Horário de funcionamento: almoço self-service de terça a sexta, de 12h às 15h; almoço à la carte, sábado, de 12h às 16h, e domingo, de 12h às 17h; jantar à la carte, de segunda a quinta, de 19h às 23h, e sexta e sábado, de 19h à 0h.

E ainda tem delivery! Vamos pedir sim ou com certeza?

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BH: Pecatore

O Pecatore é, sem dúvidas, um lugar diferente de tudo que há em Belo Horizonte. O restaurante é inspirado no bar Fish Market de Roma e seu diferencial está nos pescados frescos.

Em 2014, foi eleito pela Veja Comer e Beber BH como a melhor cozinha de peixes e frutos do mar.

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Há um balcão enorme em que ficam expostos os peixes e frutos do mar à escolha do cliente. A vista é de encher os olhos. Mas o cheiro forte pode afastar os mais frescos e, dependendo de onde se senta, pode incomodar bastante…

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O Pecatore fica bem ao lado da Salumeria Central, dos mesmos proprietários. A decoração segue o mesmo estilo da casa vizinha – diferenciando-se pela temática marinha, obviamente -, com mesas simples, projetores e destaque absoluto para o balcão de peixes.

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pecatore cardápio 2

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No dia que fomos, a lula na chapa estava em falta.

O pedido é feito pelo peso in natura. Os produtos são selecionados no balcão e levados à mesa do cliente para que sejam aprovados e verificados antes de serem preparados.

pecatore camarão e lagostim

Escolhemos o Caramão Rosa VG (R$20,00 por 100g) e o lagostim (R$12,00 por 100g). Um lagostim deu aproximadamente 180g e quatro camarões, cerca de 280g. Claro que, tratando-se de crustáceos, perde-se muito com as cascas.

Se a quantia foi suficiente para duas pessoas? Não. Não saímos de lá satisfeitos e gostaríamos de ter pedido mais coisas. Na verdade, até tentamos. Mas o atendimento foi péssimo do início ao fim, chamávamos o garçom, que nos olhava e simplesmente ignorava! Além disso, parecia que o garçom não sabia o que era servido por lá… Deu raiva e foi cansativo, e no fim preferimos ir embora a termos que implorar para sermos atendidos. Vale dizer que a conta deu mais de 100 reais, um preço bem alto para sair com fome e com raiva.

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Apesar disso, não podemos negar que os camarões e o lagostim estavam deliciosos! Carne macia e saborosa. Ficamos realmente impressionados com o tamanho dos crustáceos, que, para facilitar a extração da carne, vêm partidos ao meio.

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Para acompanhar, pedimos a focaccia, produzida na Salumeria. O pão estava bem macio e gostoso. No entanto, chegou quando já estávamos quase acabando os crustáceos. A focaccia não constava no cardápio e só descobrimos que ela ainda era servida ao vermos as mesmas vizinhas recebendo as suas.

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Sabíamos que antigamente era servido um ratatouille como acompanhamento às opções da chapa, mas, como o cardápio não fazia qualquer menção, perguntamos ao garçom para saber se ele ainda era servido. O garçom disse que sim, mas nossos crustáceos vieram sozinhos… Depois de muito cobrar, mas quase no final da nossa refeição, o ratatouille chegou. O detalhe é que parecia mais uma caponata de berinjela, mas enfim, justiça seja feita: estava muito gostoso.

Aliás, é bom dizer que falta variedade nas opções de acompanhamentos do cardápio. O cliente não é obrigado a adivinhar o que o restaurante serve ou saber o que era servido no passado.

Bom, o Pecatore nos decepcionou bastante. Não pela comida, que estava sim deliciosa, mas pelo péssimo e confuso atendimento, que foi a causa do encerramento precoce de nosso jantar. Não foi uma noite barata para ainda sairmos com fome e com raiva…

Pecatore: R. Sapucaí, 535, Floresta – (31) 2552.1450. Horário de funcionamento: terça e quarta, de 18:30 à 0h; quinta a sábado, de 18:30 à 1h; domingo, de 12h às 17h.

BH: Glouton

Por causa do blog, tentamos evitar repetir lugares, já que há muitos para conhecermos. Por isso, estávamos guardando o Glouton para uma ocasião especial, e enquanto isso fomos flertando com a culinária do chef Leonardo Paixão em alguns eventos pela cidade, como no Gastronomia na Praça e na feirinha mensal do Projeto Aproxima.

O Glouton foi eleito em 2013 o Restaurante Revelação pela Veja Comer e Beber BH. Em 2014, já estabelecido e consolidado, recebeu o prêmio de melhor cozinha contemporânea e Leonardo Paixão ganhou o título de chef do ano.

Escolhemos o Glouton para comemorar nosso aniversário de namoro em um jantar romântico que sabíamos que não nos decepcionaria e faria jus à ocasião! :)

glouton romance

Sentamos no salão (há também um jardim interno e mesas na calçada). A decoração é simples, porém bonita. O objetivo é, certamente, não ofuscar a estrela do restaurante: cozinha exposta bem no meio do salão.

O atendimento é ok. Nada excepcional, que impressione o cliente, mas certamente fomos bem atendidos. Ainda assim, a impressão que fica é de simpatia, talvez pelo sorriso largo sempre estampado no rosto do chef Leonardo Paixão. Ah, e o uniforme listrado dos garçons (bem francês!) é uma graça, rs.

É imprescindível fazer reserva. Em plena terça-feira, a fila de espera era enorme! Ficamos impressionados, mas não surpresos. O Glouton é, sem dúvida, o restaurante do momento, em razão de sua boa comida e seu chef premiado. Somam-se a isso a excelente localização, bem no coração do Lourdes, e os preços dos pratos um pouquinho melhores do que seus concorrentes (veja bem, não é barato, apenas menos caro do que outros restaurantes na mesma região).

Ah, nós utilizamos o nosso Duo Gourmet, com o qual você compra um prato principal e ganha outro de igual ou menor valor.

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Para beber, fomos de Hoegaarden, uma ótima cerveja belga (R$9,50). Era uma terça e já tínhamos bebido uma garrafa de vinho na noite anterior… Mas, a título de curiosidade, demos uma olhada na carta de vinhos e não achamos os preços muito atrativos.

E como não poderia deixar de ser, considerando a formação francesa do chef, eles oferecem gratuitamente água filtrada em jarra para os clientes.

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O cardápio não é extenso, e nem precisa ser! As opções cabem em uma folha e já são suficientes para te deixar em dúvida. Mas a verdadeira razão é que o menu é sazonal, e varia conforme a disponibilidade e preço dos ingredientes.

O Glouton investe em produtos de qualidade, que fazem toda a diferença no resultado final, e em ingredientes tipicamente brasileiros empregados de forma muito criativa. E a apresentação dos pratos é de encher os olhos!

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Pastilha de queijo canastra com mel (R$23,00)

Para a entrada, nada mais mineiro do que o combo queijo canastra e mel. As pastilhas parecem um pastelzinho, com uma fina camada crocante triangular que envolve o queijo canastra derretido. O mel vem num potinho separado, para que o cliente possa utilizar a quantidade que preferir. Apesar de simples, é uma entrada maravilhosa e que recomendamos muito. A única crítica fica por conta da quantidade de óleo no fundo do pote das pastilhas: apesar de elas estarem bem sequinhas e crocantes, a visão da poça de óleo não foi muito agradável…

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Papada de porco braseada e assada, mil-folhas de mandioca e molho de laranja (R$52,00)

Já sabíamos que esse seria um dos pratos da noite desde que comemos uma variação dele no Gastronomia na Praça. Prato irretocável, criativo, executado à perfeição. A carne simplesmente desmancha com um leve toque do garfo, coisa linda de se ver e comer. O mil-folhas de mandioca é uma ideia ótima para um ingrediente muito simples e comum, feito a partir de lâminas de mandioca sobrepostas. A mandioca estava deliciosa e muito macia! Por fim, o molho de laranja era suave e complementava bem o porco e a mandioca, fazendo com que todos os elementos do prato harmoniosamente se conjugassem.

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Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão (R$69,00)

Sendo a papada uma pedida certa, sucesso reconhecido do restaurante, o segundo prato era uma incógnita. Optamos pelos Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão, tanto porque a descrição já era o suficiente para salivarmos quanto pelos elogios que já tínhamos ouvido sobre o prato. E a escolha não poderia ter sido mais certa.

Os camarões estavam perfeitos. Eram grandes como a descrição anunciava e estavam no ponto exato, nem molengas nem borrachudos. O ravióli contava com uma finíssima massa, o que permitia sentir, ao máximo, o gosto da pasta da moranga em seu interior. E o molho… que molho era esse?! O curry se apresentava no primeiro contato com a boca, mas jamais ofuscando o capim limão, cujo sabor se revelava gradualmente. Evidentemente, é um molho de gosto forte, o que pode desagradar alguns. Mas esse não foi o nosso caso.

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Torta de chocolate, flor de sal, pimenta do reino e calda quente de caramelo (R$18,00)

Por fim, a estrela da noite e dos nossos corações, o momento mais aguardado do jantar! hahaha A torta mousse tem sabor marcante de chocolate amargo. Por isso, a flor de sal e a calda de caramelo quente formam o trio perfeito com ela, já que os sabores doce e salgado ficam bem equilibrados. A calda quente de caramelo é derramada sobre a torta já na mesa, uma visão de matar qualquer gordinho do coração! Seríamos muito felizes comendo isso todo dia…

Então, o Glouton é tudo isso que dizem e mais. Fomos com as expectativas altíssimas e saímos de lá mais do que satisfeitos! Bom atendimento, comida maravilhosa, criatividade, simpatia, simplicidade… Enfim, vale muito a pena e faz jus à fama que tem construído!

Glouton: R. Bárbara Heliodora, 59, Lourdes – (31) 3292.4237. Horário de funcionamento: de terça a quinta de 19:30 à 0h; sexta de 12h às 15h, de 19:30 à 01h; sábado de 13h às 17h, de 19:30 à 01h; domingo de 13h às 17h.

Receita: Risoto de ervas com champignon e filé

A gente não precisa repetir que adora cogumelo, né? A essa altura, isso já está bem claro por aqui…

E se tem um prato que a gente ama também é risoto. Aliás, o primeiro jantar que cozinhamos juntos foi justamente risoto… Sinônimo de comfort food, fácil de fazer, ótimo como prato único ou como acompanhamento. A base de todo risoto é a mesma, e você vai variando os sabores conforme o desejo do dia ou o que tem na geladeira. Daí que, ultimamente, fizemos vários em casa: de funghi secchi com filé e vinho tinto, de mostarda de dijon e esse de ervas com champignon e filé. Quem nos acompanha no instagram (@cozidomisto) deve ter notado essa “temporada” de risotos na nossa cozinha.

Então, nada mais justo do que postar uma receita de risoto por aqui!

(ai, galere, não reparem nas panelas velhas e destruídas :( mas não tenho intenção de comprar novas por enquanto, então a gente segue assim…)

Ingredientes

4 “punhados” de arroz arbóreo ou carnaroli (obs: mamãe dizia que deve-se contar uma mão cheia de arroz por pessoa; como prato único, temos feito duas mãos por pessoa e tem sido a quantia ideal para morrer de comer, rs)

Meia cebola picada em cubinhos

300g de filé picado em cubos ou tiras (nem pequeno demais pra desaparecer, nem grande demais pra precisar de uma faca)

200g de cogumelos de paris (champignon fresco)

300ml de vinho branco seco

1 litro de caldo de legumes (caseiro ou 1 cubo dissolvido em água – por motivos de preguiça, sempre utilizamos os cubos…)

2 colheres de sopa de manteiga

50g de queijo gruyère ralado

Ervas a gosto (utilizamos salsinha fresca, alecrim, tomilho e manjericão desidratados)

Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Azeite

Risoto 5

Modo de preparo

Em primeiro lugar, os cogumelos devem ser frescos. Se você usar cogumelos em conserva, vai estragar sua receita, pois são muito ácidos. Então, se não conseguir comprar cogumelos frescos, melhor fazer a receita sem eles, ok? Limpe delicadamente os cogumelos com papel toalha para remover os restos de terra, como já explicamos nesse post. Como os que tínhamos nesse dia não eram muito grandes, picamos em três fatias mais ou menos grossas (preferimos assim, pra eles não “sumirem” no prato).

Dissolva o cubo na água ou faça seu próprio caldo caseiro e mantenha-o quente durante todo o preparo do risoto.

Para fazer o risoto, o ideal é usar uma panela grande, pois o arroz vai crescer. Coloque um pouco de azeite e a cebola. Quando a cebola murchar e ficar transparente, adicione o arroz, mexa um pouco até que ele fique brilhante e adicione 200ml de vinho branco. A parte chata de fazer um risoto é que tem que mexer o arroz o tempo todo… Quando o álcool do vinho tiver evaporado, adicione o caldo de legumes até cobrir o arroz e continue mexendo. Nunca deixe o caldo secar, pois ele é necessário para que o arroz cozinhe e porque risoto tem que ter um pouco de caldo mesmo. À medida que o caldo for reduzindo, vá adicionando mais, sempre mexendo, até que o arroz cozinhe e fique al dente (ao provar, o arroz estará cozido, mas com o interior um pouquinho duro). O processo todo leva mais ou menos 20 minutos. Cuidado para não passar do ponto do arroz ou colocar caldo demais, pois ele ficará meio “empapado” e parecendo mais um caldo de arroz do que um risoto… Essa é a base pra qualquer risoto, lembrando sempre de adicionar o queijo e a manteiga ao final, como falaremos mais abaixo. Com essa base, você pode variar os ingredientes ou até mesmo parar por aqui, se sua intenção for fazê-lo apenas como acompanhamento.

Durante o cozimento do arroz, prepare os cogumelos e a carne.

Em uma panela pequena, refogue os cogumelos em uma colher de sopa de manteiga. Quando os cogumelos já tiverem murchado um pouco, adicione 100ml de vinho branco e deixe cozinhar um pouco. Além do vinho, o cogumelo vai soltar um pouco de água também. Quando os cogumelos estiverem cozidos, desligue o fogo. Ainda terá bastante caldo, que você pode aproveitar no preparo do risoto.

Tempere os cubos de carne com sal e pimenta do reino. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e passe a carne. Não deixe tempo demais, porque carne dura é a morte de qualquer prato. O ideal é que fique suculenta e macia… fuja da bem passada.

Quando o arroz já estiver quase no ponto, tempere com um pouco de noz moscada e pimenta do reino e adicione as ervas (salsinha picadinha, alecrim, tomilho e manjericão).

Risoto 3

Quando o arroz estiver no ponto certo, desligue o fogo e adicione os cogumelos e a carne (se tiver um caldinho da carne na frigideira, pode despejá-lo também!). Após misturar, acrescente o queijo e uma colher de sopa manteiga e mexa bem, para que o queijo derreta. A manteiga e o queijo ao final deixarão o arroz brilhante e o risoto mais cremoso. Se achar necessário, corrija o sal – geralmente, não é, pois o caldo, o queijo, a manteiga e as especiarias já são suficientes para temperar o risoto.

Não esqueça de reservar um pouco do queijo ralado para servir! Se não tiver gruyère, pode usar queijo parmesão, ficando apenas a ressalva de que ele é um pouco mais forte.

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Sinceramente, foi o mais gostoso que já fizemos até hoje! Foi possível sentir todos os sabores, sem que nenhum ofuscasse os outros… Desde a carne macia, passando pelo arroz no ponto certo e bem temperado pelas ervas, até os cogumelos, que, por terem sido cozidos no vinho branco, ainda realçavam o sabor do vinho.

Esperamos que gostem da receita! Quem fizer, não esqueça de nos marcar no instagram se postarem foto (@cozidomisto) ou de voltar aqui pra nos contar o que achou!

BH: Dona Derna

O Dona Derna é o mais antigo restaurante italiano de Belo Horizonte, fundado em 1960. Apesar da tradição e do renome da Casa, até pouco tempo atrás, sabe-se lá como, ignorávamos sua existência… Quando, então, um casal de amigos nos convidou para comer lá, começamos a ver o nome do restaurante em diversos lugares, e os muitos elogios à italianíssima comida aguçaram a nossa curiosidade.

Fomos ao Dona Derna para jantar em uma sexta-feira à noite. Aqui, a primeira observação: pelo ambiente e pela comida, nos pareceu um lugar mais interessante para um almoço do que um jantar. O Dona Derna é a cara de um almoço dominical em família, sendo uma boa opção para dar um descanso para a pobre da vovó nas reuniões familiares.

O cardápio não apresenta qualquer explicação sobre os pratos. Apesar de o garçom solucionar todas as dúvidas, esse contratempo tira um pouco a liberdade do cliente de analisar as alternativas e fazer seu pedido, além de tomar um bom tempo da equipe.

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Na decoração, chamam a atenção as estruturas em ferro da porta de entrada, da escada e do parapeito do segundo andar, com destaque para o lustre e um enfeite de galo. Isso sem esquecer da enorme foto da Dona Derna, mãe do proprietário, que cobre uma das paredes.

Sentamos na área interna, o que, infelizmente, não nos livrou da fumaça dos fumantes que estavam na calçada, que entrava pelas janelas, tornando nossa refeição levemente desagradável pelo odor no salão.

Tendo recebido o valioso aviso de que os pratos de massa são bastante generosos, pulamos a entrada, fazendo direto o pedido principal. Aliás, para pessoas menos gordas esfomeadas ou que tenham pedido uma entrada, nossa sugestão é dividir o prato principal. As massas são frescas, de produção própria, e os preços variam entre 38 e 66 reais. Os pratos são clássicos, nada muito rebuscado ou original, mas indiscutivelmente deliciosos. É a boa e velha comfort food que agrada gregos e troianos.

Na mesa, um moedor de pimenta e um pote de queijo parmesão ralado ficam à disposição do cliente que desejar incrementar seu prato.

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Lasanha à Dona Derna (R$45,00)

Uma de nossas escolhidas não poderia deixar de ser a lasanha, eleita pela Veja Comer e Beber 2013 como a melhor de BH. Infelizmente, a lasanha não veio, homogeneamente, aquecida, estando, apesar de seu belo gratinado, somente morna por dentro. De qualquer maneira, a fama conquistada pelo prato se justifica pela boa qualidade da massa e do queijo utilizados, que casam perfeitamente com o molho bechamel da receita. Nesse ponto, vale uma pequena nota: não há presunto na lasanha, o que não é necessariamente um defeito, pois permite que os sabores dos demais ingredientes sejam ainda mais marcantes.

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Fagottini Della Nonna (R$38,00)

Os gigantes fagottinis são recheados com muçarela, presunto e champignon. O gratinado deixa a casquinha bem crocante, enquanto o interior permanece cremoso. A espessura do molho, bem encorpado, permitiu que ele fosse saboreado até o final, juntamente com a massa. Mesmo sem termos pedido uma entrada, ao final do segundo fagottini, já estava mais do que satisfeita. Mas a gordice, assim como a zueira, não tem fim… e eu comi tudinho, até a última gota, hahaha!

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Petit Gâteau (R$15,00)

Apesar de delicioso – como qualquer outro petit gâteau, diga-se de passagem -, ficamos até espantados com o minúsculo tamanho do bolinho e da bola de sorvete. Assim, a proporção entre preço e tamanho tornou a sobremesa um pouco frustrante.

O Dona Derna é um lugar mais adequado para um almoço de fim de semana do que um jantar. A comida é deliciosa, tipo de vó mesmo, e, à exceção da sobremesa, servida em quantidades generosas. Mas, pela simplicidade do local e dos pratos, os preços são um pouquinho salgados.

Dona Derna: R. Tomé de Souza, 1343, Savassi – (31) 3223-6954

Receita: Cogumelos à Provençal e Filé com Shimeji ao Shoyu

O post de hoje tem duas receitas, que fizemos e comemos no mesmo dia, porque somos gordos apaixonados por cogumelos.

A receita de cogumelos à provençal foi inspirada na entrada maravilhosa que comemos no Au Bon Vivant. E, olha, ficou muito boa e bem parecida! :)

Já o filé com shimeji no shoyu é um petisco de fácil execução que costumamos fazer.

Nós vamos passar o Dia dos Namorados em casa, cozinhando juntos. Não gostamos muito de sair pra jantar nessa data, porque os restaurantes geralmente colocam menus fixos com preços exorbitantes e ficam lotados, tornando a comemoração um pouco impessoal.

Então, nossa sugestão é fazer o filé com shimeji ao shoyu de petisco para comer durante o jogo do Brasil na Copa e os cogumelos à provençal de entrada do jantar.

COGUMELOS À PROVENÇALImagem

Ingredientes

300 g de cogumelos de paris (champignon fresco)

150 g de tomates cereja partidos ao meio

Meia cebola picada em cubinhos

2 dentes de alho picados em cubinhos e 4 dentes inteiros (com casca)

200 ml de vinho branco seco

Cebolinha e salsinha

Sal, pimenta do reino e noz moscada

Alecrim

Manteiga

1 baguete

(obs: as medidas estão aproximadas, pois fizemos no olho)

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Modo de preparo

Primeiro, é preciso limpar os cogumelos, que geralmente vêm sujos de terra. Essa parte é um pouco chatinha, mas muito importante. Usamos um papel toalha e vamos limpando delicadamente cogumelo por cogumelo… Delicadamente, viu?, porque os cogumelos são sensíveis, e se você colocar muita força, pode acabar arrancando algumas fatias deles. Não lave com água, pois ele irá absorvê-la. Nessa receita, não é possível substituir os cogumelos frescos pelos em conserva, pois o champignon é a estrela do prato e, se você usar em conserva, vai ficar péssimo – palavra de quem já provou cogumelos à provençal em conserva, num restaurante em Colonia del Sacramento, no Uruguai. Após a limpeza, pique os cogumelos (pode ser em forma de “x” ou em 3 fatias) – o importante aqui é que os pedaços não sejam finos ou pequenos.

Fatie a baguete em torradas não muito finas e asse por cerca de 10 min, virando as torradas para dourá-las dos dois lados. Se preferir, pode passar um pouco de manteiga em um dos lados, para as torradas ficarem douradinhas (nós pulamos essa etapa por preguiça, rs).

Em uma panela, coloque duas colheres de manteiga e doure rapidamente os dentes de alho e a cebola picados. Adicione os cogumelos e refogue. Em seguida, coloque os tomates cereja partidos ao meio, salsinha e cebolinha picados, o alecrim e deixe cozinhar um pouco no caldo do tomate. Tempere com um pouco de sal e pimenta do reino. Quando o caldo do tomate já tiver reduzido um pouco, adicione o vinho e os dentes de alho inteiros e deixe cozinhar até o caldo engrossar e reduzir um pouco mais. Não deixe secar, pois o caldo fica delicioso no pão! Se necessário, corrija o tempero. O alecrim, a salsinha e a cebolinha darão o toque especial desse molho.

Sirva com as torradas.

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FILÉ COM SHIMEJI AO SHOYU

Ingredientes

200 g de shimeji fresco

300 g de filé picado em cubos

Manteiga

Molho shoyu

Cebolinha

Sal e pimenta do reino para temperar

(obs: as medidas estão aproximadas, pois fizemos no olho)

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Modo de preparo

Corte a base do shimeji, que mantém os cogumelos unidos. Não pique os cogumelos: o ideal é deixá-los inteiros e compridos, como na foto. Não se assuste se a quantia parecer muita, pois eles murcham bastante após o cozimento.

Tempere os cubos de carne com sal e pimenta do reino. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e frite a carne.

Em uma panela, coloque uma colher de sopa bem cheia de manteiga para refogar o shimeji. Depois que os cogumelos tiverem murchado um pouco, adicione o molho shoyu, numa quantia suficiente apenas para cozinhar o shimeji. Não exagere, pois muito shoyu pode ofuscar o sabor do cogumelo e salgar demais a receita. Quando já tiver secado quase todo o molho, junte a carne, misture com o shimeji e o molho, e retire do fogo. Para servir, salpique um pouco de cebolinha picada.

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Esperamos que curtam essas receitas tanto quanto nós! Quem fizer, posta uma foto no instagram e marca a gente lá (@cozidomisto) ou volta e conta aqui pra gente o que achou! :)