BH: Dub – burguer edition

Já falamos por aqui do Dub, um bar no Edifício Maletta que serve ótimos drinks, porções e tem preços bacanas.

No primeiro post, mencionamos ao final que tínhamos visto alguns hambúrgueres sendo servidos que pareciam muito bons, e que queríamos voltar para prová-los. E a triste verdade foi que, logo depois de o post ter ido ao ar, voltamos lá e comemos um hambúrguer, mas foi decepcionante, pois estava bem ruim.

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Daí que, tempos depois, vimos essa foto no instagram do chef Leonardo Paixão, do Glouton, recomendando o hambúrguer e esclarecendo que a equipe de cozinha tinha sido reformulada. A imagem era realmente animadora, com um hambúrguer apetitoso e batatas fritas de verdade cuidadosamente montadas, compondo uma bela apresentação. Com uma recomendação desse nível e sendo dois adoradores de um bom hambúrguer, resolvemos dar outra chance pros sanduíches do Dub.

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Para beber, pedimos duas Eisenbahn Weizenbier (R$10,00). Já deve ter dado pra perceber por aqui que amamos a combinação de hambúrguer com cerveja de trigo…

dub burguer

A foto do cardápio não ficou boa, mas esperamos que consigam ler. As opções são poucas, mas boas e com preços razoáveis.

Todos os hambúrgueres são acompanhados de fritas cobertas de parmesão e crumble de bacon.

Vale dizer que nossos pedidos demoraram mais de uma hora para chegar, e isso num dia em que não estava lotado… Depois de um bom tempo de espera, o garçom veio até nossa mesa ver nossa comanda para conferir se o pedido tinha sido encaminhado à cozinha…!

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Cheese Montana: hambúrguer caseiro coberto por cebola roxa caramelizada no barbecue e muçarela derretida, bacon crocante, molho de queijo fundido e geleia picante de jalapeño (R$22,00)

À primeira vista, uma pequena decepção: cadê as batatas fritas de verdade da foto do Leonardo Paixão? Nossos sanduíches vieram com batatas congeladas. Não somos surtados em relação a isso de não ir a algum lugar porque a batata é congelada. Seria melhor se as fritas fossem feitas pelo próprio estabelecimento? Seria. Perde uns pontinhos? Perde. Mas se o hambúrguer é realmente bom, comemos felizes. No entanto, achamos a quantidade muito pequena, pois, já que é pra servir batata congelada, pelo menos que seja em abundância! Se tem uma coisa que me chateia é ter que racionar batata enquanto como meu hambúrguer…

A geleia picante de jalapeño vem à parte – ainda bem, pois é bem forte! A carne era enorme, estava num ponto ótimo e bem saborosa. O bacon veio em boa quantidade, bem crocante e sequinho, ou seja, perfeito! Achei que poderia ter mais queijo, mas ainda assim o hambúrguer estava delicioso!

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Alta Fidelidade Burguer: hambúrguer artesanal coberto por queijo cheddar, bacon crocante e molho de queijo fundido, acompanhado de alface americana e tomates maduros (R$22,00)

A segunda escolha foi um hambúrguer clássico, simples e direto. O bacon estava muito bom, justificando a descrição a cada barulhenta mordida que eu dava. A carne veio bem passada, o que é uma pena, já que a sua suculência é crucial para o sabor do sanduíche. Talvez seja necessário esclarecer ao garçom o ponto desejado. Quanto ao molho de queijo fundido, não senti, não vi, só ouvi falar. De qualquer forma, a experiência foi positiva, tendo o hambúrguer um excelente custo x benefício.

Bom, continuamos gostando do Dub e recomendando a visita. Agora podemos afirmar que, além das porções e bebidas, os hambúrgueres também valem a pena, rivalizando, inclusive, com os do Duke’n’Duke, que abriu, há poucos meses, uma unidade no térreo do Maletta. E a julgar pelas nossas últimas visitas às duas casas, é melhor o Duke ficar esperto e tratar de melhorar ou vai perder sua clientela pro bar de cima…

Dub: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, sobreloja 5 (varanda do segundo andar), Centro – (31) 3234.2405. Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 18h à 00:30.

BH: Deli Handmade

Estamos um pouco sumidos porque os últimos tempos têm sido muito corridos… Além disso, quem nos segue no instagram (@cozidomisto) deve ter visto que o blog agora tem uma mascotinha linda, a Belinha. Também por causa dela, estamos numa fase mais caseira, pois a pequena ainda tem dificuldade para ficar sozinha em casa… :(

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Filha de peixe, peixinha é… Belinha é uma bolinha de pelos muito esfomeada!

Mas enfim.. voltando ao foco do blog, hehe

A Deli Handmade é a mais nova (ok, já não tão nova assim) hamburgueria de BH. Já contamos por aqui que amamos um bom hambúrguer, então sempre que há uma novidade nesse ramo, ficamos curiosos para provar.

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O espaço é basicamente um corredor, com algumas mesas e um balcão na parte de dentro e mais outras mesas na calçada. Por ser tão pequeno, em geral há filas. Nós tivemos que esperar um pouco no dia que fomos e acabamos sentando no balcão.

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Pra beber, Eisenbahn Weizenbier (R$9,90). A gente gosta de comer hambúrguer acompanhado de uma boa cerveja, e a Deli apresenta uma boa variedade de cervejas especiais.

Além dos hambúrgueres, há também uma boa variedade de sanduíches, mas eles não são acompanhados de batatas – não nos perguntem o porquê, já que os preços são iguais ou mais altos do que os dos hambúrgueres…

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J Fat Boy: pão australiano, blend de picanha 200g, creme de cheddar ao Jack Daniel’s, bacon e chutney de cebola (R$30,90)

Os hambúrgueres vêm acompanhados de fritas ou chips de batata doce. E é aquela mesma história do Duke: quatro batatinhas e só. O resultado é o racionamento de batatas durante o lanche, o que já falamos por aqui que não nos agrada…

E já que mencionamos o Duke, dou logo o meu parecer: achei esse hambúrguer mais gostoso do que os que provei do Duke. A carne estava suculenta e saborosa, bacon crocante e com muito cheddar. A única coisa que trocaria seria o pão australiano, mas só porque eu não sou muito fã mesmo, pois o pão em si não era ruim.

Sobre a apresentação, devo dizer que achei legal o símbolo da casa marcado no pão. Um charminho extra muito bem vindo. Já a faca enorme e pesada fincada no sanduíche faz uma graça, mas é um pouco incômoda, já que, devido ao seu peso, não é capaz de se sustentar nessa posição sem que alguém a segure.

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Pastrami: pastrami, pão de centeio, molho de mostarda picante, queijo gouda e rúcula (R$31,90)

Já que ela resolveu pedir o hambúrguer, eu decidi arriscar no sanduíche de pastrami, um dos lanches especiais da casa. Sendo muito famosos nas Delis nova-iorquinas, especialmente o da Katz Delicatessen, o sanduíche de pastrami não é facilmente encontrado por essas terras belorizontinas, apesar da carne poder ser comprada em algumas salumerias.

Infelizmente, o sanduba da Deli não me convenceu. Além de achar pouca a quantidade de carne, que não honra seus parentes norte-americanos, o pastrami estava terrivelmente seco, o que foi uma decepção gigantesca. Outro detalhe que me incomodou foi o queijo gouda de sabor apagado, tanto pela carne quanto pela mostarda. Enfim, incomodado com a carne, perguntei ao garçom a procedência, ficando sabendo que é de fabricação própria… o que não é um bom sinal.

Não comemos a famosa sobremesa Trop Bon (fondan de chocholate meio amargo, crocante de amêndoas, calda fudge e picolé Easy Ice), pois, apesar da vontade, já estávamos pra lá de satisfeitos… Mas vale mencionar o preço abusivo do doce, que custa 29 reais e não passa de um petit gateau estilizado, com um picolé enfiado no bolinho, ao invés da bola de sorvete.

No geral, gostamos da Deli. Os lanches são gostosos (apesar dos problemas citados) e fartos, à exceção das batatas, que poderiam vir em maior quantidade e acompanhando também os sanduíches. Os preços seguem a mesma faixa elevada que já criticamos no post do Duke’n’Duke…

Deli Handmade: Rua Professor Antônio Aleixo, 591, Lourdes – (31) 3564.6370

Horário de funcionamento: terça a domingo, de 18:30 à 01h.

BH: Duke’n’Duke

O Duke’n’Duke é, pelo menos por enquanto, o único lugar que divide nossas opiniões: o melhor em BH para um e superestimado para a outra. Por isso, o post pode parecer um pouco bipolar, mas vamos lá.

Muitos blogs e críticos concederam ao Duke o título de melhor hamburgueria de BH. Enquanto um de nós concorda e adora o hambúrguer do Duke, a outra acha que o melhor é o Bacon Paradise, com preço mais justo e excelente qualidade, e que o hambúrguer do Duke não é tudo isso que dizem por aí.

A que não acha isso tudo se explica: pra fazer esse post, fui duas vezes na mesma semana e comi dois hambúrgueres diferentes, o Armstrong e o Montgomery’s, que são provavelmente os mais famosos de lá, e não vi graça em nenhum dos dois, como falarei mais abaixo. E isso vindo de uma completa viciada em hambúrguer e batata frita! Já tinha ido antes na unidade da R. Alagoas e achado bom, mas nada de extraordinário. No entanto, dessas duas últimas e recentes vezes, achei bem mais ou menos, ainda mais considerando preço cobrado.

E o que acha isso tudo também se explica: nas diversas vezes em que fui ao Duke, nunca saí decepcionado, especialmente pela excelência no preparo na comida e pela inegável qualidade de todos os ingredientes usados nos pratos. Desde a carne, passando pelo pão e pelos demais itens que compõem os diferentes sanduíches servidos, é clara a preocupação com todos os detalhes que tornarão o hambúrguer simplesmente delicioso. Embora em algumas ocasiões o estabelecimento escorregue, comprometendo a experiência do cliente, não acredito que essas eventualidades afastem a ótima imagem que o Duke construiu nos últimos anos.

As fotos desse post foram tiradas em dois dias diferentes, um almoço e um jantar na recém inaugurada unidade da Av. Augusto de Lima.

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Casa nova e vazia… Estava vazia no dia do almoço (foto) e com meia dúzia de gatos pingados no dia do jantar. Se na unidade da Savassi é difícil encontrar lugar, já que o pub é muito pequeno, parece que o mesmo não acontece (ainda) na unidade do Maletta…

O ambiente é escuro, as mesas são de madeira e há sofás inteiros (adoramos! rs), mas o problema é que as mesas são próximas demais… A decoração segue o estilo de pub irlandês e é bem clean, apenas com alguns quadrinhos na parede de astros do jazz e do rock, que remetem ao estilo musical do Duke.

Já em relação ao atendimento, parece não haver um padrão mínimo de qualidade. Enquanto no dia do jantar fomos super bem atendidos por duas garçonetes fofas, no dia do almoço o atendimento foi bem fraco, zero simpatia e nem um pouco atencioso. E olha que, além da nossa, só mais duas mesas estavam ocupadas, então não tem nem a desculpa de que é por causa da lotação.

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Em uma coisa concordamos: os preços do Duke são elevados. Onde já se viu um hambúrguer simples custar 30 realidades? Não vamos nem falar dos que chegam a 40… Sério, os hambúrgueres servidos (por melhores que sejam) não justificam o preço cobrado. Dizemos isso porque, na maioria, os ingredientes não são tão caros assim, para fazerem jus ao preço alto dos sanduíches.

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Wäls Witte – 300ml (R$16,90)

Um dos diferenciais do Duke é a sua ótima seleção de cervejas importadas e artesanais. Além de brejas engarrafadas de variados estilos e nacionalidades, é possível encontrar também chopp de Guinness e as nacionais da Wäls, com destaque para a Pale Ale Duke. Aqui, uma observação: as cervejas que levam o nome da casa agora são produzidas pela cervejaria mineira Wäls, e não mais pela Taberna do Vale.

Sobre a Wäls Witte, pedida no almoço, a descrição oficial no site diz: “Cerveja de trigo de receita belga, extremamente refrescante. Elaborada com especiarias diversas. Coloração amarelo claro, turvo. Aroma cítrico e condimentado que remetem a especiarias como a pimenta da jamaica e laranja da terra. De corpo leve, com espuma consistente e cremosa.” Mas, pra ser sincera, não curti. Achei a cerveja bem rala/aguada e, como dá pra ver na foto, não formou espuma nenhuma. E achei carinha pra uma cerveja nacional de 300ml só…

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Duke’n’Duke (redução de Guinness com molho tradicional inglês e especiarias) e Garlic & Honey (alho e mel) – R$2,00 cada.

Antes dos hambúrgueres, a melhor parte: os molhos. Vale muito a pena pedir, fazem muita diferença no hambúrguer e ficam deliciosos com a batata.

Olhando essas fotos, não conseguimos entender o porquê de um dos molhos ter sido servido em quantidade bem inferior à do outro…

Gostei tanto do Garlic & Honey, que repeti no dia do almoço. Só que, diferente da primeira vez, veio muito açucarado. Sabe quando o mel fica muito grosso, cheio de cristais de açúcar? Estava assim, e sem muito gosto de alho… fiquei um pouco decepcionada, afinal é fácil recuperar um pote de mel açucarado, né? Mas enfim.. é um molho delicioso.

Vale a pena falar sobre as batatas fritas também. O cliente pode escolher entre as opções fries (batatas cortadas no sentido do comprimento e gordinhas) ou chips (nunca pedimos, mas é cortada redonda e um pouco mais grossa também). Em seguida, escolhe-se o tipo de tempero: sal comum, cítrico (sempre nossa escolha) ou apimentado.

As batatas são bem gostosas e, sem dúvida, um dos diferenciais do estabelecimento. Mas nem sempre vêm no cozimento ideal: já recebemos batatas duras por dentro. Outro ponto negativo que observamos em nossas últimas idas é a diminuição da quantidade de batatas, ou melhor dizendo, do tamanho: a quantidade é sempre a mesma, ou seja, 4 ou 5 batatinhas, mas agora estão da metade do tamanho de antigamente. E se tem uma coisa que me irrita enquanto estou comendo meu hambúrguer é ter que racionar as batatas. #chatiada

E mais um detalhe, dessa vez positivo: sempre perguntam o ponto da carne, e costumam seguir o pedido do cliente.

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Montgomery’s (Wes): pão, burguer de picanha, cebola caramelizada na Guinness, queijo cheddar – R$29,90.

A carne estava ao ponto e tinha tudo pra dar certo (burguer de picanha, né!), mas não tinha tempero nenhum. O queijo cheddar processado também não adiciona sabor ao prato e a cebola caramelizada na Guinness não foi capaz de salvar o sanduíche, até porque mal dava para senti-la. No fim das contas, achei o hambúrguer sem graça e sem gosto. Sorte que tinha o molho Garlic & Honey pra salvar a pátria.

Lembro que esse também foi o meu pedido na minha primeira ida ao Duke. Queria adicionar bacon, mas o chef não deixa fazer nenhum acréscimo. Frescura incômoda pro cliente, viu?

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Armstrong (Louis): pão, burguer de picanha, bacon, queijo prato, cebola roxa, home sauce, alface americana – R$29,90.

Mais um hambúrguer que tinha tudo pra dar certo, mas o conjunto deixou a desejar… Carne ao ponto e sem tempero, assim como no Montgomery’s. O bacon estava molenga, senti falta da crocância. O home sauce era um molho frio de tomate e me surpreendeu um pouco (ainda não sei se positiva ou negativamente), pois eu, inocente que não sabia de nada, estava esperando algo diferente… Enfim, poderia ser melhor, poderia ter mais gosto, o bacon poderia ser mais crocante, o home sauce poderia estar explicado no cardápio. Estava melhor do que o Montgomery’s, mas ainda assim muito longe de ser um hambúrguer excelente ou o melhor de BH – e menos ainda de ser o preferido da vida… Mais uma vez, o Garlic & Honey fez as honras da casa e salvou meu lanche.

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Mingus: pão francês redondo, burguer de picanha, queijo estepe, molho barbecue gourmet, alface americana – R$32,90.

O hambúrguer estava ótimo, com a carne no ponto pedido. Fiquei um pouco confuso sobre o que tornaria gourmet o molho barbecue. A única diferença que pude sentir foi que o gosto estava mais suave e menos apimentado que o molho normal. De qualquer modo, casava muito bem com o conjunto do sanduíche. Houve, no entanto, um pequeno problema (que se tornou mais irritante posteriormente): o pão não era francês, como descrito no cardápio. Tratava-se, obviamente, do pão normal da casa, o que não é demérito nenhum, já que é bem gostoso.

Ao me entregarem o prato, indaguei à garçonete se não havia pão francês no dia, movido mais por surpresa do que por indignação. Não sabendo responder, ela foi à cozinha para descobrir a causa da confusão. Para a minha surpresa, a resposta foi, simplesmente, que eu havia me enganado, já que o pão utilizado era (na versão deles) o francês. A diferença entre os pães supostamente seria somente no sabor, e não na aparência: o normal seria doce, ao passo que o francês salgado. Isso não é verdade, pois já vimos e comemos o pão francês da casa, que sempre foi completamente diferente do pão normal.

Honestamente, não conseguimos entender o porquê de não terem reconhecido o equívoco na montagem do hambúrguer. Cometer pequenos enganos é algo normal e aceitável, especialmente em restaurantes que abriram há pouco (como o Duke no Maletta). Inaceitável e desrespeitoso é tentar enganar o cliente, transformando uma situação simples e de pouca importância em um episódio desagradável e irritante.

Pois bem. Nossas opiniões se dividem sobre a qualidade do hambúrguer, mas convergem em relação ao exagero dos preços. Melhor você ir lá e tirar suas próprias conclusões.

Duke’n’Duke: R. Alagoas, 1470, Savassi(31) 3264 9857 + Av. Augusto de Lima, 245, Centro – (31) 3567 7570.

BH: Bacon Paradise

O Bacon Paradise é o tipo de lugar que só pelo nome você já sabe que vai ser sucesso… E assim tem sido desde a inauguração: não importa o dia da semana, está sempre cheio. Por isso, atenção à hora de ir, para evitar chegar naquela hora em que todas as mesas já estão ocupadas e as pessoas ainda vão demorar a sair, sabe? Por sorte, em todas as nossas idas, esperamos pouco por uma mesa, média de 15 minutos. E o atendimento é muito bom.

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A decoração temática é uma graça e foge do já batido “anos 1950”, o que torna o lugar mais leve e descontraído. Há porquinhos de pelúcia espalhados pelo balcão e quadros divertidos enfeitando as paredes.

O carro-chefe da casa é, obviamente, a qualidade do bacon servido. As tirinhas são crocantes e de carne mesmo, e não só gordura. Bacon no ponto perfeito, que conquista até mesmo quem não é muito fã da iguaria.

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Bacon Wrapped Onion Rings: anéis de cebola envoltos com tiras de bacon, empanados e fritos. Molhos Ranch e Barbecue da casa. (R$23,00)

Apesar de, à primeira vista, parecer que é muita gordura junta, as onion rings são “sequinhas” – na medida do possível, claro -, crocantes e deliciosas. O bacon é o diferencial que faz valer muito a pena o pedido, que você não encontra em outros lugares. Os molhos caseiros dão um toque especial e adicionam sabor, mas sem ficar artificial.

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Hipster Piggy: hambúrguer, queijo gorgonzola, alho poró, cogumelos salteados na manteiga de garrafa, picles, bacon. (R$24,90)

Somos suspeitos para falar desse hambúrguer, que reúne alguns de nossos ingredientes preferidos e parece ter sido feito sob medida para nós. O hambúrguer caseiro vem no tamanho e cozimento ideais, sem ficar queimado por fora, nem mal passado demais por dentro. Vem muito bacon e alho poró, mas achamos que o gorgonzola e os cogumelos poderiam ter vindo em maior quantidade.

As batatas fritas eram daquelas congeladas, o que é um pequeno defeito. Mas, sinceramente, em um lugar chamado “Bacon Paradise”, a última coisa em que você repara é a batata frita.

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Nutella Explosion: brownie de chocolate ao leite e chocolate branco, coberto de Nutella, acompanhado de sorvete de creme e calda de chocolate. (R$17,90)

E para fechar a noite de quem tem o olho maior do que a barriga (hehehe), o combo de brownie + sorvete sempre cai bem, ainda mais com a generosa cobertura de Nutella.

Enfim, o Bacon Paradise se tornou uma de nossas hamburguerias preferidas em BH pelo excelente custo-benefício, com preços abaixo de seus principais concorrentes e qualidade superior, tanto pela comida, quanto pelo atendimento. As porções servidas são generosas e a gente sai de lá quase rolando.

Bacon Paradise: R. Montes Claros, 1004, Anchieta, Belo Horizonte – (31) 3327.4333.