BH: Deli Handmade

Estamos um pouco sumidos porque os últimos tempos têm sido muito corridos… Além disso, quem nos segue no instagram (@cozidomisto) deve ter visto que o blog agora tem uma mascotinha linda, a Belinha. Também por causa dela, estamos numa fase mais caseira, pois a pequena ainda tem dificuldade para ficar sozinha em casa… :(

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Filha de peixe, peixinha é… Belinha é uma bolinha de pelos muito esfomeada!

Mas enfim.. voltando ao foco do blog, hehe

A Deli Handmade é a mais nova (ok, já não tão nova assim) hamburgueria de BH. Já contamos por aqui que amamos um bom hambúrguer, então sempre que há uma novidade nesse ramo, ficamos curiosos para provar.

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O espaço é basicamente um corredor, com algumas mesas e um balcão na parte de dentro e mais outras mesas na calçada. Por ser tão pequeno, em geral há filas. Nós tivemos que esperar um pouco no dia que fomos e acabamos sentando no balcão.

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Pra beber, Eisenbahn Weizenbier (R$9,90). A gente gosta de comer hambúrguer acompanhado de uma boa cerveja, e a Deli apresenta uma boa variedade de cervejas especiais.

Além dos hambúrgueres, há também uma boa variedade de sanduíches, mas eles não são acompanhados de batatas – não nos perguntem o porquê, já que os preços são iguais ou mais altos do que os dos hambúrgueres…

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J Fat Boy: pão australiano, blend de picanha 200g, creme de cheddar ao Jack Daniel’s, bacon e chutney de cebola (R$30,90)

Os hambúrgueres vêm acompanhados de fritas ou chips de batata doce. E é aquela mesma história do Duke: quatro batatinhas e só. O resultado é o racionamento de batatas durante o lanche, o que já falamos por aqui que não nos agrada…

E já que mencionamos o Duke, dou logo o meu parecer: achei esse hambúrguer mais gostoso do que os que provei do Duke. A carne estava suculenta e saborosa, bacon crocante e com muito cheddar. A única coisa que trocaria seria o pão australiano, mas só porque eu não sou muito fã mesmo, pois o pão em si não era ruim.

Sobre a apresentação, devo dizer que achei legal o símbolo da casa marcado no pão. Um charminho extra muito bem vindo. Já a faca enorme e pesada fincada no sanduíche faz uma graça, mas é um pouco incômoda, já que, devido ao seu peso, não é capaz de se sustentar nessa posição sem que alguém a segure.

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Pastrami: pastrami, pão de centeio, molho de mostarda picante, queijo gouda e rúcula (R$31,90)

Já que ela resolveu pedir o hambúrguer, eu decidi arriscar no sanduíche de pastrami, um dos lanches especiais da casa. Sendo muito famosos nas Delis nova-iorquinas, especialmente o da Katz Delicatessen, o sanduíche de pastrami não é facilmente encontrado por essas terras belorizontinas, apesar da carne poder ser comprada em algumas salumerias.

Infelizmente, o sanduba da Deli não me convenceu. Além de achar pouca a quantidade de carne, que não honra seus parentes norte-americanos, o pastrami estava terrivelmente seco, o que foi uma decepção gigantesca. Outro detalhe que me incomodou foi o queijo gouda de sabor apagado, tanto pela carne quanto pela mostarda. Enfim, incomodado com a carne, perguntei ao garçom a procedência, ficando sabendo que é de fabricação própria… o que não é um bom sinal.

Não comemos a famosa sobremesa Trop Bon (fondan de chocholate meio amargo, crocante de amêndoas, calda fudge e picolé Easy Ice), pois, apesar da vontade, já estávamos pra lá de satisfeitos… Mas vale mencionar o preço abusivo do doce, que custa 29 reais e não passa de um petit gateau estilizado, com um picolé enfiado no bolinho, ao invés da bola de sorvete.

No geral, gostamos da Deli. Os lanches são gostosos (apesar dos problemas citados) e fartos, à exceção das batatas, que poderiam vir em maior quantidade e acompanhando também os sanduíches. Os preços seguem a mesma faixa elevada que já criticamos no post do Duke’n’Duke…

Deli Handmade: Rua Professor Antônio Aleixo, 591, Lourdes – (31) 3564.6370

Horário de funcionamento: terça a domingo, de 18:30 à 01h.

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BH: Café Biografias

Continuando nossa saga para conhecer os bares mais badalados do Maletta (já viram o post sobre o Dub?), hoje vamos falar sobre o Café Biografias.

Dos estabelecimentos mais novos, que surgiram após o “renascimento” do Maletta, o Biografias é o segundo mais antigo. Uma das curiosidades do local é que, a cada três meses, um novo chef assume as panelas.

O bar ocupa a varanda do segundo andar, de frente para a Rua da Bahia, e tem algumas mesas dentro da loja e outras espalhadas pela varanda. Um ambiente gostoso para um almoço tranquilo ou um happy hour. A decoração mistura elementos românticos com referências cinematográficas, musicais e políticas.

Para esse post, fomos ao Biografias em três ocasiões, sendo um almoço e duas vezes à noite. Em cada ida, saímos do lugar com uma impressão diferente, mas nenhuma delas muito boa…

Há alguns dias, estávamos de bobeira no centro e, sentindo a fome apertar, decidimos almoçar no Maletta. Havíamos lido que o Biografias servia um menu executivo de almoço a preços convidativos, com cardápio que varia todo dia. Encontramos o bar vazio, o que não impediu de o atendimento ser demasiadamente lento. Dentre as opções disponíveis na ocasião, escolhemos o escalope de filé acompanhado de spaghetti à carbonara, recebendo, de entrada, uma salada de alface, tomate e lascas de parmesão.

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Para acompanhar o almoço executivo, cerveja Eisenbahn Weizenbier (R$9,00).

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Almoço executivo (R$20,90): Menu do dia – Escalope de filé e espaguete à carbonara.

Infelizmente, o prato principal estava bem sem graça. A carne não nos pareceu filé e não estava saborosa. O molho aguado e engordurado (estão vendo as bolhas de óleo?) não conseguia salvar o filé. O carbonara do espaguete passou longe e os poucos pedaços de bacon em cima da massa eram pura gordura, zero carne. Sem falar que o spaghetti estava muito além do ponto ideal. Por incrível que pareça, a única coisa boa do prato inteiro era o ramo de alecrim fresco

Mas como somos brasileiros e não desistimos nunca, fomos ao Biografias duas outras vezes, a fim de provar as especialidades presentes no cardápio regular da Casa. E de quebra pra curtir o ambiente e a vista proporcionada pela varanda do Maletta.

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Ah, a vista… Muito bom sentar na varanda e beber um pouco vendo a vida passar lá embaixo na rua.

Na primeira vez em que fomos à noite, pedimos uma porção de cogumelos no molho de queijo. Era um sábado à noite, após o feriado de 1º de maio. Nossa vontade era, na verdade, de ir ao Dub, mas, chegando lá, estava fechado, assim como vários outros estabelecimentos do Maletta. Resolvemos, então, nos sentar na varanda do Biografias, um dos poucos bares abertos na ocasião.

Ao iniciarmos os pedidos, começaram as frustrações. Pedimos uma Eisenbahn, mas disseram que estavam em falta. Pedimos uma taça de vinho, mas também não tinha. O jeito foi beber uma Stella… Mas qual não foi a nossa surpresa quando vimos nas mesas recém-ocupadas exatamente as bebidas que supostamente estavam em falta? Provavelmente, um engano bobo da moça que nos atendeu, mas que já comprometeu um pouco a nossa experiência no lugar.

Mas o grande problema foi a escassez de pessoal na cozinha, só havendo uma cozinheira, sem ajudante nem nada. Consequência: os pratos demoraram uma eternidade. Nossa intenção inicial era comer a porção de cogumelos e dividir outro aperitivo ou um sanduíche, mas, como os cogumelos tardaram muito, e estávamos morrendo de fome, acabamos terminando a noite em outro lugar. O gerente (ou seria o proprietário?) percebeu nossa insatisfação ao pedirmos prematuramente a conta, mas mesmo assim não se aproximou para saber a razão. Faltou atenção com o cliente insatisfeito, né?

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Cogumelo ao creme: cogumelos salteados ao molho de queijo e ervas, acompanhado de baguete (R$28,00)

O preço dos petiscos varia de 16 a 28 reais.

Quem acompanha o blog sabe que não resistimos a cogumelos, especialmente os de paris e shimeji. Mas o que não havíamos contado é que um de nós não gosta de shiitake, sempre relegando o pobre do fungo para o prato vizinho quando presente em alguma receita. Enfim, feito esse pequeno parênteses, vocês já devem ter descoberto o que aconteceu… Pois é, após um século de espera pela porção, eis que ela chega em todo o seu esplendor e glória de… shiitake. Sabemos que devíamos ter perguntado qual espécie de cogumelo era utilizado, mas presumimos (por nosso erro e azar) que eram de paris, por serem mais comuns e pela falta de indicação no cardápio de um cogumelo “diferente”. Quanto ao molho, tinha um forte gosto de queijo, mas nem sombra de ervas. Para quem gosta de shiitake, foi um prato satisfatório, sem nada de especial. Para quem não gosta, uma espera em vão.

Por fim, a última vez no Biografias foi para provar um sanduíche. Na ocasião, duas pessoas na cozinha, e o prato chegou rápido. Só um de nós comeu, porque o outro já tinha desistido da Casa e preferiu lanchar em outro lugar. Atendimento mediano, como sempre…

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Francesinha: compagnon, muçarela, presunto de parma, linguiça, mortadela, roast beef, ovo e molho de cerveja (R$17,50)

O preço dos sanduíches varia de 14 a 17,50 reais.

O conjunto é vistoso, especialmente pelo ovo frito, que, com a gema mole, dava um espetáculo quando furado. No entanto, as quantidades dos ingredientes variavam muito dentro do sanduíche, de forma que o gosto de um sobrepujava os dos demais. No caso, senti que estava comendo um simples pão com mortadela, acompanhado de ovo frito. O molho de cerveja era, em teoria, uma adição interessante, mas estava muito ralo e engordurado, comprometendo, assim, a textura do pão e o gosto do sanduíche.

Bom, o Café Biografias não conseguiu nos conquistar. Fomos três vezes e não saímos bem impressionados em nenhuma delas. O preço é bom, mas a comida é de mediana a fraca. O atendimento também é mediano. Ou seja, nada é suficientemente bom que nos faça querer voltar mais. Afinal, ali mesmo na varanda do Maletta há outros lugares melhores e na mesma faixa de preço.

Café Biografias: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, loja 08 (varanda do segundo andar) – (31) 3567.4651.

BH: Dub

Nos últimos anos, têm surgido, no Edifício Maletta, diversos novos bares, tanto na bela varanda com vista para a Rua da Bahia ou para a Av. Augusto de Lima, quanto em seu interior, sem contar aqueles localizados na calçada, como a nova unidade do Duke’n’Duke.

Sobre o assunto, vale a pena ler esse post no Blog do Girão.

Com tamanha variedade e em busca de novidades, nós dois resolvemos começar a explorar tudo o que o Maletta tem para oferecer. Então, além desse post sobre o Dub, ainda virão mais posts sobre outros bares de lá.

Por enquanto, das opções no segundo andar, o Dub tem sido o nosso preferido. Esse post é fruto de três idas ao bar, que definitivamente conquistou nossos corações com boa comida, boa bebida e preços razoáveis.

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O Dub está localizado na varanda do segundo andar, com frente para a Rua da Bahia e lateral para o corredor. Sua localização estratégica permite que o Dub distribua mais mesas do que os bares do meio da varanda, sendo possível que o cliente se sente em uma mesa próxima à varanda e aproveite a vista, ou no corredor e se proteja do vento nos dias frios. Caso não haja mesa disponível, dá para sentar no balcão e beber uns drinks enquanto espera.

A decoração externa é bem simples, e há mesas e cadeiras de madeira confortáveis. Aqui, confessamos uma falha nossa: em nenhuma das vezes, entramos no bar para reparar na decoração da parte interna, mas vimos que tem uma mesa com sofá.

O atendimento é ok. Os pratos chegam rápido, mas não é possível fazer nenhuma alteração nos pedidos, pois, aparentemente, as porções já são pré-preparadas.

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Em nossa primeira ida, sentamos na disputada varanda e bebemos umas cervejas Gold, produzida pela Kaiser. A long neck custa R$5,50. O bar apresenta uma variedade razoável de cervejas.

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Mini Porpetas Dub: acompanha pães variados com molho pelati em ervas frescas (R$25,00) – obs: possui opção vegan.

A porção vem em quantidade suficiente para duas pessoas. O molho provavelmente é feito com tomate pelado enlatado, aparentemente misturado com tomates frescos. Pra quem é um pouco chatinho, é possível sentir o gosto característico de molho de tomate pronto. Felizmente, ainda assim, o molho é delicioso e muito bem temperado com cebola e ervas, além dos pedaços grosseiros de tomate pelado. As mini porpetas tinham casquinha crocante e interior macio, e também estavam bem temperadas. As torradas de baguete italiana também estavam muito boas e complementavam perfeitamente o prato (só não conseguimos enxergar a variedade dita na descrição, mas tudo bem). Delícia, excelente custo-benefício, vale muito a pena pedir! E ponto por Dub, que oferece uma opção vegan do prato!

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O bar é famoso pela extensa e variada carta de drinks, tanto que foi eleito pela Veja BH como a melhor carta de drinks em 2013. E de lá pra cá, o número de opções aumentou bastante. A média de preços é de 19 reais. Há desde drinks tradicionais, como a Margarita da foto, até alguns mais diferentes, com combinações inusitadas.

Ah, a Margarita estava bem forte, sinal de que eles não economizam no álcool! hehehe

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Linguicinha Vip: com vinho tinto reduzido e molho de mostarda dijon (R$23,00)

Essa foi a única porção que nos decepcionou um pouco. A mostarda não era dijon, e sim do tipo holandesa (escura). Esperávamos que o vinho tinto reduzido fosse um molho, mas na verdade se tratava de um potinho com cebola em tiras, cozida em vinho. As linguicinhas deveriam ter sido fritas por menos tempo, pois ficaram esturricadas por fora e secas por dentro. A porção até que não estava ruim, mas poderia ser beeem melhor.

A porção vem em quantidade suficiente para duas pessoas, mas para ser comida como petisco apenas. Nesse dia, só passamos lá para um happy hour rapidinho, e fomos jantar no Oak, onde ainda comemos prato principal e sobremesa. gordos

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Hacienda La Punta (Chile) – Cabernet Sauvignon (R$40,00)

Além das cervejas e coquetéis, há algumas garrafas de vinho com preço muito amigo (entre 32 e 85 reais) e também a opção de taças de vinho malbec, rosé e sauvignon blanc (12 reais). Não entendemos nada de vinho, e nosso critério é: se dá pra beber, então é bom. E, sim, já que não entendemos nada, escolhemos vinho pelo preço. Pelos nossos critérios, esse estava ótimo.

Eles perguntam se você prefere em temperatura ambiente ou frio. Pedimos frio, e veio muito gelado.

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Iscas de Filet Mignon ao Vinho com Cogumelos Frescos: filet em iscas, cogumelos, vinho branco, tomatinho cereja e creme de leite fresco. Acompanha pães variados. (R$36,00)

Os cogumelos são: cogumelo de paris, shiitake e shimeji, e são utilizadas as versões frescas. Nós amamos cogumelos, e a porção foi muito bem preparada, pois tinha cogumelos com fartura e era possível sentir perfeitamente o gosto de cada um. Aliás, tinha tanto cogumelo, que até achamos que tinha pouca carne, mas, no fim das contas, a proporção estava boa. O molho estava muito gostoso, mas achamos que tinha pouco caldo (amamos molhar o pão no caldinho, quem não?). A carne estava boa, as tiras de filé tinham um bom tamanho e estavam no ponto certo.

Os pães que acompanham a porção são os mesmos que acompanham as mini porpetas, ou seja, baguete italiana e nada de variedade. Isso não é exatamente um problema, pois o pão é gostoso, mas, nesse ponto, a descrição do prato não bate com a realidade.

O Dub é um ótimo lugar para um happy hour ou até mesmo um jantar, seja a dois ou com os amigos. O bar tem uma boa variedade de bebidas e porções a bons preços. Há também hambúrgueres e sanduíches, com média de preços de 20 reais (vimos alguns sendo servidos e pareciam muito bons, queremos ir lá provar). Enfim, boa comida, boa bebida e bom preço. Vale a pena.

Dub: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, sobreloja 5 (varanda do segundo andar), Centro – (31) 3234.2405.

BH: Duke’n’Duke

O Duke’n’Duke é, pelo menos por enquanto, o único lugar que divide nossas opiniões: o melhor em BH para um e superestimado para a outra. Por isso, o post pode parecer um pouco bipolar, mas vamos lá.

Muitos blogs e críticos concederam ao Duke o título de melhor hamburgueria de BH. Enquanto um de nós concorda e adora o hambúrguer do Duke, a outra acha que o melhor é o Bacon Paradise, com preço mais justo e excelente qualidade, e que o hambúrguer do Duke não é tudo isso que dizem por aí.

A que não acha isso tudo se explica: pra fazer esse post, fui duas vezes na mesma semana e comi dois hambúrgueres diferentes, o Armstrong e o Montgomery’s, que são provavelmente os mais famosos de lá, e não vi graça em nenhum dos dois, como falarei mais abaixo. E isso vindo de uma completa viciada em hambúrguer e batata frita! Já tinha ido antes na unidade da R. Alagoas e achado bom, mas nada de extraordinário. No entanto, dessas duas últimas e recentes vezes, achei bem mais ou menos, ainda mais considerando preço cobrado.

E o que acha isso tudo também se explica: nas diversas vezes em que fui ao Duke, nunca saí decepcionado, especialmente pela excelência no preparo na comida e pela inegável qualidade de todos os ingredientes usados nos pratos. Desde a carne, passando pelo pão e pelos demais itens que compõem os diferentes sanduíches servidos, é clara a preocupação com todos os detalhes que tornarão o hambúrguer simplesmente delicioso. Embora em algumas ocasiões o estabelecimento escorregue, comprometendo a experiência do cliente, não acredito que essas eventualidades afastem a ótima imagem que o Duke construiu nos últimos anos.

As fotos desse post foram tiradas em dois dias diferentes, um almoço e um jantar na recém inaugurada unidade da Av. Augusto de Lima.

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Casa nova e vazia… Estava vazia no dia do almoço (foto) e com meia dúzia de gatos pingados no dia do jantar. Se na unidade da Savassi é difícil encontrar lugar, já que o pub é muito pequeno, parece que o mesmo não acontece (ainda) na unidade do Maletta…

O ambiente é escuro, as mesas são de madeira e há sofás inteiros (adoramos! rs), mas o problema é que as mesas são próximas demais… A decoração segue o estilo de pub irlandês e é bem clean, apenas com alguns quadrinhos na parede de astros do jazz e do rock, que remetem ao estilo musical do Duke.

Já em relação ao atendimento, parece não haver um padrão mínimo de qualidade. Enquanto no dia do jantar fomos super bem atendidos por duas garçonetes fofas, no dia do almoço o atendimento foi bem fraco, zero simpatia e nem um pouco atencioso. E olha que, além da nossa, só mais duas mesas estavam ocupadas, então não tem nem a desculpa de que é por causa da lotação.

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Em uma coisa concordamos: os preços do Duke são elevados. Onde já se viu um hambúrguer simples custar 30 realidades? Não vamos nem falar dos que chegam a 40… Sério, os hambúrgueres servidos (por melhores que sejam) não justificam o preço cobrado. Dizemos isso porque, na maioria, os ingredientes não são tão caros assim, para fazerem jus ao preço alto dos sanduíches.

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Wäls Witte – 300ml (R$16,90)

Um dos diferenciais do Duke é a sua ótima seleção de cervejas importadas e artesanais. Além de brejas engarrafadas de variados estilos e nacionalidades, é possível encontrar também chopp de Guinness e as nacionais da Wäls, com destaque para a Pale Ale Duke. Aqui, uma observação: as cervejas que levam o nome da casa agora são produzidas pela cervejaria mineira Wäls, e não mais pela Taberna do Vale.

Sobre a Wäls Witte, pedida no almoço, a descrição oficial no site diz: “Cerveja de trigo de receita belga, extremamente refrescante. Elaborada com especiarias diversas. Coloração amarelo claro, turvo. Aroma cítrico e condimentado que remetem a especiarias como a pimenta da jamaica e laranja da terra. De corpo leve, com espuma consistente e cremosa.” Mas, pra ser sincera, não curti. Achei a cerveja bem rala/aguada e, como dá pra ver na foto, não formou espuma nenhuma. E achei carinha pra uma cerveja nacional de 300ml só…

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Duke’n’Duke (redução de Guinness com molho tradicional inglês e especiarias) e Garlic & Honey (alho e mel) – R$2,00 cada.

Antes dos hambúrgueres, a melhor parte: os molhos. Vale muito a pena pedir, fazem muita diferença no hambúrguer e ficam deliciosos com a batata.

Olhando essas fotos, não conseguimos entender o porquê de um dos molhos ter sido servido em quantidade bem inferior à do outro…

Gostei tanto do Garlic & Honey, que repeti no dia do almoço. Só que, diferente da primeira vez, veio muito açucarado. Sabe quando o mel fica muito grosso, cheio de cristais de açúcar? Estava assim, e sem muito gosto de alho… fiquei um pouco decepcionada, afinal é fácil recuperar um pote de mel açucarado, né? Mas enfim.. é um molho delicioso.

Vale a pena falar sobre as batatas fritas também. O cliente pode escolher entre as opções fries (batatas cortadas no sentido do comprimento e gordinhas) ou chips (nunca pedimos, mas é cortada redonda e um pouco mais grossa também). Em seguida, escolhe-se o tipo de tempero: sal comum, cítrico (sempre nossa escolha) ou apimentado.

As batatas são bem gostosas e, sem dúvida, um dos diferenciais do estabelecimento. Mas nem sempre vêm no cozimento ideal: já recebemos batatas duras por dentro. Outro ponto negativo que observamos em nossas últimas idas é a diminuição da quantidade de batatas, ou melhor dizendo, do tamanho: a quantidade é sempre a mesma, ou seja, 4 ou 5 batatinhas, mas agora estão da metade do tamanho de antigamente. E se tem uma coisa que me irrita enquanto estou comendo meu hambúrguer é ter que racionar as batatas. #chatiada

E mais um detalhe, dessa vez positivo: sempre perguntam o ponto da carne, e costumam seguir o pedido do cliente.

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Montgomery’s (Wes): pão, burguer de picanha, cebola caramelizada na Guinness, queijo cheddar – R$29,90.

A carne estava ao ponto e tinha tudo pra dar certo (burguer de picanha, né!), mas não tinha tempero nenhum. O queijo cheddar processado também não adiciona sabor ao prato e a cebola caramelizada na Guinness não foi capaz de salvar o sanduíche, até porque mal dava para senti-la. No fim das contas, achei o hambúrguer sem graça e sem gosto. Sorte que tinha o molho Garlic & Honey pra salvar a pátria.

Lembro que esse também foi o meu pedido na minha primeira ida ao Duke. Queria adicionar bacon, mas o chef não deixa fazer nenhum acréscimo. Frescura incômoda pro cliente, viu?

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Armstrong (Louis): pão, burguer de picanha, bacon, queijo prato, cebola roxa, home sauce, alface americana – R$29,90.

Mais um hambúrguer que tinha tudo pra dar certo, mas o conjunto deixou a desejar… Carne ao ponto e sem tempero, assim como no Montgomery’s. O bacon estava molenga, senti falta da crocância. O home sauce era um molho frio de tomate e me surpreendeu um pouco (ainda não sei se positiva ou negativamente), pois eu, inocente que não sabia de nada, estava esperando algo diferente… Enfim, poderia ser melhor, poderia ter mais gosto, o bacon poderia ser mais crocante, o home sauce poderia estar explicado no cardápio. Estava melhor do que o Montgomery’s, mas ainda assim muito longe de ser um hambúrguer excelente ou o melhor de BH – e menos ainda de ser o preferido da vida… Mais uma vez, o Garlic & Honey fez as honras da casa e salvou meu lanche.

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Mingus: pão francês redondo, burguer de picanha, queijo estepe, molho barbecue gourmet, alface americana – R$32,90.

O hambúrguer estava ótimo, com a carne no ponto pedido. Fiquei um pouco confuso sobre o que tornaria gourmet o molho barbecue. A única diferença que pude sentir foi que o gosto estava mais suave e menos apimentado que o molho normal. De qualquer modo, casava muito bem com o conjunto do sanduíche. Houve, no entanto, um pequeno problema (que se tornou mais irritante posteriormente): o pão não era francês, como descrito no cardápio. Tratava-se, obviamente, do pão normal da casa, o que não é demérito nenhum, já que é bem gostoso.

Ao me entregarem o prato, indaguei à garçonete se não havia pão francês no dia, movido mais por surpresa do que por indignação. Não sabendo responder, ela foi à cozinha para descobrir a causa da confusão. Para a minha surpresa, a resposta foi, simplesmente, que eu havia me enganado, já que o pão utilizado era (na versão deles) o francês. A diferença entre os pães supostamente seria somente no sabor, e não na aparência: o normal seria doce, ao passo que o francês salgado. Isso não é verdade, pois já vimos e comemos o pão francês da casa, que sempre foi completamente diferente do pão normal.

Honestamente, não conseguimos entender o porquê de não terem reconhecido o equívoco na montagem do hambúrguer. Cometer pequenos enganos é algo normal e aceitável, especialmente em restaurantes que abriram há pouco (como o Duke no Maletta). Inaceitável e desrespeitoso é tentar enganar o cliente, transformando uma situação simples e de pouca importância em um episódio desagradável e irritante.

Pois bem. Nossas opiniões se dividem sobre a qualidade do hambúrguer, mas convergem em relação ao exagero dos preços. Melhor você ir lá e tirar suas próprias conclusões.

Duke’n’Duke: R. Alagoas, 1470, Savassi(31) 3264 9857 + Av. Augusto de Lima, 245, Centro – (31) 3567 7570.

BH: Salumeria Central

Há tempos queríamos conhecer a Salumeria. Por indicação de várias pessoas, decidimos ir um pouco mais cedo, logo antes do pôr do Sol, a fim de aproveitarmos a bela vista para a Praça da Estação que o local supostamente proporcionaria. Mas a verdade é que não dá pra ver nada de lá de cima, pois a mureta da rua tampa tudo! #fail :(

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A decoração é bem diferente, com projeções por toda parte e alguns itens inusitados, como uma televisão antiga e uma gaiola com projeção de passarinho dentro. Nas mesas, tudo muito simples. O jogo americano é um pedaço de papel cortado na hora do rolo que fica no balcão, como aqueles envelopes de açougue antigo. Muito interessante essa opção, pois casa muito bem com o estilo do local, que é próximo a de uma salumeria (duh!) ou açougue mesmo.

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Ótima weizenbier austríaca, trazida ao Brasil pelo Grupo Heineken. Bastante leve e com sabores pronunciados de banana, cravo e frutas cítricas, a Edelweiss apresenta espuma densa e duradoura e um corpo dourado e bastante turvo. Sempre é uma ótima pedida.

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Cesta de pães produzidos na casa, acompanhada de manteiga de ervas. (R$13,00)

Do Brasil: queijos da serra da canastra (15 dias de cura) e da serra catarinense (20 dias de cura), produzidos com leite cru – aprox. 185g. (R$29,00)

Em primeiro lugar, achamos um absurdo o preço da cesta de pães. Os pães são produzidos na casa e muito gostosos, mas não há absolutamente nada que justifique o preço cobrado. E o problema é que todo mundo é praticamente “obrigado” a pedir os pães para acompanhar os petiscos, que ficariam sem graça sozinhos, e aí eles parecem abusar disso para cobrarem uma mini fortuna pelos pães.

Deixando o drama dos pães de lado… A porção de queijos vem acompanhada de uma chapa quente de ferro. Essa parte foi bem decepcionante, pois a chapa esfria muito rápido. O ideal seria que ela fosse colocada sobre um fogareiro, o que seria mais confortável para o cliente e para os garçons, que precisam trocar as chapas toda hora. No nosso caso, pedimos pra trocar umas três ou quatro vezes, bem chato isso. Além disso, o mel e a geleia que acompanham os queijos vêm em quantidade muito reduzida. É gostosa, mas a experiência poderia ser melhor.

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Panturrilha de porco ao forno com batatinhas. (R$35,00)

Assada por cinco horas, a carne fica extremamente macia, a ponto de desmanchar na boca. O jarret era simplesmente delicioso, mas poderia ter sido servido um pouco mais quente. Sentimos falta de mais molho do cozimento e pães para acompanhar (de novo, o problema dos pães)…

Pois bem. Fomos com a expectativa muito alta, e nos decepcionamos um pouco. As comidas são deliciosas, mas o preço de algumas porções é abusivo (ficamos um pouco espantados quando olhamos o cardápio). Além disso, a falta de um fogareiro que mantivesse a temperatura da chapa foi muito incômoda.

Salumeria Central: Rua Sapucaí, 527, Floresta – (31) 2552.0154.