BH: Buffet Bhagwan

O Buffet Bhagwan é um restaurante indiano comandado pelo chef Bhagwan Sinh. Localizado fora do burburinho do Lourdes, em uma casa no bairro Sagrada Família, o grande destaque do lugar é, de fato, sua comida. Não vá até lá pensando em ostentar, em ver ou ser visto. O foco é comer bem, simples assim.

Fomos por indicação de amigos, que nos disseram que lá era melhor do que o Maharaj, restaurante indiano localizado no Consulado da Índia, que tinha tudo pra ser ótimo, mas não curtimos muito.

O cardápio está todo no site, o que é maravilhoso, pois é possível ir já com uma noção do que comer e de quanto gastar. Os preços no site estão desatualizados, mas as diferenças não são muito grandes – em algumas coisas, 50 centavos ou 1 real, e no prato principal, cerca de 5 reais.

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O atendimento não foi muito bom, mesmo em dia de semana e o restaurante não estando cheio. O problema é que, aparentemente, só havia um garçom pra atender todo mundo, o que complica um pouco, considerando que a casa possui vários ambientes.

Como dito, a casa é bem simples e as mesas não têm nem forro ou jogo americano. Paredes, mesas, tudo é muito vermelho, o que nos causou uma certa estranheza. O excessivo vermelho somado aos elementos de decoração tipicamente indianos tornam o ambiente um tanto quanto brega, mas dá pra ignorar… Enquanto isso, ficavam passando clipes indianos na tv que estava bem à nossa frente.

A todo momento, o ambiente era inundado pelo enebriante cheiro dos temperos…

Para beber, longnecks de Gold (R$5,00) e uma água ao final.

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Pyaaz kulcha: pão indiano recheado com cebola (R$5,00)

Chutneys: variados saborosos molhos indianos (R$6,00)

Para começar, escolhemos um pão indiano e pedimos o trio de chutneys para acompanhar. O pão era, ao mesmo tempo, macio e crocante. Apesar de bem temperadinho, os chutneys são o complemento ideal. O vermelho é de mamão e mais apimentado, o verde é de hortelã e o marrom, de tamarindo.

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Kesari pullao: arroz temperado com especiarias indianas (R$7,50)

Murg masala: cubos de frango ao molho masala (R$28,90)

Essas duas tigelinhas de arroz e frango podem parecer pequenas, mas servem bem duas pessoas – e ainda sobrou um pouco de arroz.

Os cubos de frango estavam bem cozidos e macios. Mas o que nos fez cair de amores por esse prato foi o molho masala, que estava “de lamber os beiços”, hahaha. O molho estava bem grosso e saboroso, com o gosto forte dos temperos e levemente picante, mas suportável até mesmo para quem não é muito chegado em pimenta.

Como tempero pouco é bobagem, pedimos o arroz com especiarias. A tonalidade laranja bem forte era até engraçada, mas o arroz estava muito gostoso. As castanhas picadas utilizadas na decoração poderiam ter vindo em maior quantidade, pois proporcionavam uma agradável crocância à refeição.

bhagwan sobremesa

Gulab Jamun: bolinhas de leite na calda com essência de rosas com sorvete (R$7,50)

Para a sobremesa, a gordice falou mais alto e pedimos um gulab jamun para cada. Infelizmente, não foi dos melhores que já comemos… Ainda assim, considero uma sobremesa imperdível, já que não a encontramos em qualquer lugar.

Bom, o Buffet Bhagwan com certeza nos conquistou. Simplicidade, comida deliciosa e preços muito bons! Vale muito a pena sair do reduto do Lourdes para conhecer esse restaurante indiano.

Buffet Bhagwan: Av. Conselheiro Lafaiete, 771, Sagrada Família – (31) 3653.3000. Horário de funcionamento: almoço self-service de terça a sexta, de 12h às 15h; almoço à la carte, sábado, de 12h às 16h, e domingo, de 12h às 17h; jantar à la carte, de segunda a quinta, de 19h às 23h, e sexta e sábado, de 19h à 0h.

E ainda tem delivery! Vamos pedir sim ou com certeza?

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BH: Glouton

Por causa do blog, tentamos evitar repetir lugares, já que há muitos para conhecermos. Por isso, estávamos guardando o Glouton para uma ocasião especial, e enquanto isso fomos flertando com a culinária do chef Leonardo Paixão em alguns eventos pela cidade, como no Gastronomia na Praça e na feirinha mensal do Projeto Aproxima.

O Glouton foi eleito em 2013 o Restaurante Revelação pela Veja Comer e Beber BH. Em 2014, já estabelecido e consolidado, recebeu o prêmio de melhor cozinha contemporânea e Leonardo Paixão ganhou o título de chef do ano.

Escolhemos o Glouton para comemorar nosso aniversário de namoro em um jantar romântico que sabíamos que não nos decepcionaria e faria jus à ocasião! :)

glouton romance

Sentamos no salão (há também um jardim interno e mesas na calçada). A decoração é simples, porém bonita. O objetivo é, certamente, não ofuscar a estrela do restaurante: cozinha exposta bem no meio do salão.

O atendimento é ok. Nada excepcional, que impressione o cliente, mas certamente fomos bem atendidos. Ainda assim, a impressão que fica é de simpatia, talvez pelo sorriso largo sempre estampado no rosto do chef Leonardo Paixão. Ah, e o uniforme listrado dos garçons (bem francês!) é uma graça, rs.

É imprescindível fazer reserva. Em plena terça-feira, a fila de espera era enorme! Ficamos impressionados, mas não surpresos. O Glouton é, sem dúvida, o restaurante do momento, em razão de sua boa comida e seu chef premiado. Somam-se a isso a excelente localização, bem no coração do Lourdes, e os preços dos pratos um pouquinho melhores do que seus concorrentes (veja bem, não é barato, apenas menos caro do que outros restaurantes na mesma região).

Ah, nós utilizamos o nosso Duo Gourmet, com o qual você compra um prato principal e ganha outro de igual ou menor valor.

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Para beber, fomos de Hoegaarden, uma ótima cerveja belga (R$9,50). Era uma terça e já tínhamos bebido uma garrafa de vinho na noite anterior… Mas, a título de curiosidade, demos uma olhada na carta de vinhos e não achamos os preços muito atrativos.

E como não poderia deixar de ser, considerando a formação francesa do chef, eles oferecem gratuitamente água filtrada em jarra para os clientes.

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O cardápio não é extenso, e nem precisa ser! As opções cabem em uma folha e já são suficientes para te deixar em dúvida. Mas a verdadeira razão é que o menu é sazonal, e varia conforme a disponibilidade e preço dos ingredientes.

O Glouton investe em produtos de qualidade, que fazem toda a diferença no resultado final, e em ingredientes tipicamente brasileiros empregados de forma muito criativa. E a apresentação dos pratos é de encher os olhos!

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Pastilha de queijo canastra com mel (R$23,00)

Para a entrada, nada mais mineiro do que o combo queijo canastra e mel. As pastilhas parecem um pastelzinho, com uma fina camada crocante triangular que envolve o queijo canastra derretido. O mel vem num potinho separado, para que o cliente possa utilizar a quantidade que preferir. Apesar de simples, é uma entrada maravilhosa e que recomendamos muito. A única crítica fica por conta da quantidade de óleo no fundo do pote das pastilhas: apesar de elas estarem bem sequinhas e crocantes, a visão da poça de óleo não foi muito agradável…

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Papada de porco braseada e assada, mil-folhas de mandioca e molho de laranja (R$52,00)

Já sabíamos que esse seria um dos pratos da noite desde que comemos uma variação dele no Gastronomia na Praça. Prato irretocável, criativo, executado à perfeição. A carne simplesmente desmancha com um leve toque do garfo, coisa linda de se ver e comer. O mil-folhas de mandioca é uma ideia ótima para um ingrediente muito simples e comum, feito a partir de lâminas de mandioca sobrepostas. A mandioca estava deliciosa e muito macia! Por fim, o molho de laranja era suave e complementava bem o porco e a mandioca, fazendo com que todos os elementos do prato harmoniosamente se conjugassem.

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Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão (R$69,00)

Sendo a papada uma pedida certa, sucesso reconhecido do restaurante, o segundo prato era uma incógnita. Optamos pelos Camarões VG com ravióli de abóbora moranga e molho curry e capim limão, tanto porque a descrição já era o suficiente para salivarmos quanto pelos elogios que já tínhamos ouvido sobre o prato. E a escolha não poderia ter sido mais certa.

Os camarões estavam perfeitos. Eram grandes como a descrição anunciava e estavam no ponto exato, nem molengas nem borrachudos. O ravióli contava com uma finíssima massa, o que permitia sentir, ao máximo, o gosto da pasta da moranga em seu interior. E o molho… que molho era esse?! O curry se apresentava no primeiro contato com a boca, mas jamais ofuscando o capim limão, cujo sabor se revelava gradualmente. Evidentemente, é um molho de gosto forte, o que pode desagradar alguns. Mas esse não foi o nosso caso.

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Torta de chocolate, flor de sal, pimenta do reino e calda quente de caramelo (R$18,00)

Por fim, a estrela da noite e dos nossos corações, o momento mais aguardado do jantar! hahaha A torta mousse tem sabor marcante de chocolate amargo. Por isso, a flor de sal e a calda de caramelo quente formam o trio perfeito com ela, já que os sabores doce e salgado ficam bem equilibrados. A calda quente de caramelo é derramada sobre a torta já na mesa, uma visão de matar qualquer gordinho do coração! Seríamos muito felizes comendo isso todo dia…

Então, o Glouton é tudo isso que dizem e mais. Fomos com as expectativas altíssimas e saímos de lá mais do que satisfeitos! Bom atendimento, comida maravilhosa, criatividade, simpatia, simplicidade… Enfim, vale muito a pena e faz jus à fama que tem construído!

Glouton: R. Bárbara Heliodora, 59, Lourdes – (31) 3292.4237. Horário de funcionamento: de terça a quinta de 19:30 à 0h; sexta de 12h às 15h, de 19:30 à 01h; sábado de 13h às 17h, de 19:30 à 01h; domingo de 13h às 17h.

Receita: Risoto de ervas com champignon e filé

A gente não precisa repetir que adora cogumelo, né? A essa altura, isso já está bem claro por aqui…

E se tem um prato que a gente ama também é risoto. Aliás, o primeiro jantar que cozinhamos juntos foi justamente risoto… Sinônimo de comfort food, fácil de fazer, ótimo como prato único ou como acompanhamento. A base de todo risoto é a mesma, e você vai variando os sabores conforme o desejo do dia ou o que tem na geladeira. Daí que, ultimamente, fizemos vários em casa: de funghi secchi com filé e vinho tinto, de mostarda de dijon e esse de ervas com champignon e filé. Quem nos acompanha no instagram (@cozidomisto) deve ter notado essa “temporada” de risotos na nossa cozinha.

Então, nada mais justo do que postar uma receita de risoto por aqui!

(ai, galere, não reparem nas panelas velhas e destruídas :( mas não tenho intenção de comprar novas por enquanto, então a gente segue assim…)

Ingredientes

4 “punhados” de arroz arbóreo ou carnaroli (obs: mamãe dizia que deve-se contar uma mão cheia de arroz por pessoa; como prato único, temos feito duas mãos por pessoa e tem sido a quantia ideal para morrer de comer, rs)

Meia cebola picada em cubinhos

300g de filé picado em cubos ou tiras (nem pequeno demais pra desaparecer, nem grande demais pra precisar de uma faca)

200g de cogumelos de paris (champignon fresco)

300ml de vinho branco seco

1 litro de caldo de legumes (caseiro ou 1 cubo dissolvido em água – por motivos de preguiça, sempre utilizamos os cubos…)

2 colheres de sopa de manteiga

50g de queijo gruyère ralado

Ervas a gosto (utilizamos salsinha fresca, alecrim, tomilho e manjericão desidratados)

Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Azeite

Risoto 5

Modo de preparo

Em primeiro lugar, os cogumelos devem ser frescos. Se você usar cogumelos em conserva, vai estragar sua receita, pois são muito ácidos. Então, se não conseguir comprar cogumelos frescos, melhor fazer a receita sem eles, ok? Limpe delicadamente os cogumelos com papel toalha para remover os restos de terra, como já explicamos nesse post. Como os que tínhamos nesse dia não eram muito grandes, picamos em três fatias mais ou menos grossas (preferimos assim, pra eles não “sumirem” no prato).

Dissolva o cubo na água ou faça seu próprio caldo caseiro e mantenha-o quente durante todo o preparo do risoto.

Para fazer o risoto, o ideal é usar uma panela grande, pois o arroz vai crescer. Coloque um pouco de azeite e a cebola. Quando a cebola murchar e ficar transparente, adicione o arroz, mexa um pouco até que ele fique brilhante e adicione 200ml de vinho branco. A parte chata de fazer um risoto é que tem que mexer o arroz o tempo todo… Quando o álcool do vinho tiver evaporado, adicione o caldo de legumes até cobrir o arroz e continue mexendo. Nunca deixe o caldo secar, pois ele é necessário para que o arroz cozinhe e porque risoto tem que ter um pouco de caldo mesmo. À medida que o caldo for reduzindo, vá adicionando mais, sempre mexendo, até que o arroz cozinhe e fique al dente (ao provar, o arroz estará cozido, mas com o interior um pouquinho duro). O processo todo leva mais ou menos 20 minutos. Cuidado para não passar do ponto do arroz ou colocar caldo demais, pois ele ficará meio “empapado” e parecendo mais um caldo de arroz do que um risoto… Essa é a base pra qualquer risoto, lembrando sempre de adicionar o queijo e a manteiga ao final, como falaremos mais abaixo. Com essa base, você pode variar os ingredientes ou até mesmo parar por aqui, se sua intenção for fazê-lo apenas como acompanhamento.

Durante o cozimento do arroz, prepare os cogumelos e a carne.

Em uma panela pequena, refogue os cogumelos em uma colher de sopa de manteiga. Quando os cogumelos já tiverem murchado um pouco, adicione 100ml de vinho branco e deixe cozinhar um pouco. Além do vinho, o cogumelo vai soltar um pouco de água também. Quando os cogumelos estiverem cozidos, desligue o fogo. Ainda terá bastante caldo, que você pode aproveitar no preparo do risoto.

Tempere os cubos de carne com sal e pimenta do reino. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e passe a carne. Não deixe tempo demais, porque carne dura é a morte de qualquer prato. O ideal é que fique suculenta e macia… fuja da bem passada.

Quando o arroz já estiver quase no ponto, tempere com um pouco de noz moscada e pimenta do reino e adicione as ervas (salsinha picadinha, alecrim, tomilho e manjericão).

Risoto 3

Quando o arroz estiver no ponto certo, desligue o fogo e adicione os cogumelos e a carne (se tiver um caldinho da carne na frigideira, pode despejá-lo também!). Após misturar, acrescente o queijo e uma colher de sopa manteiga e mexa bem, para que o queijo derreta. A manteiga e o queijo ao final deixarão o arroz brilhante e o risoto mais cremoso. Se achar necessário, corrija o sal – geralmente, não é, pois o caldo, o queijo, a manteiga e as especiarias já são suficientes para temperar o risoto.

Não esqueça de reservar um pouco do queijo ralado para servir! Se não tiver gruyère, pode usar queijo parmesão, ficando apenas a ressalva de que ele é um pouco mais forte.

risoto 4

Sinceramente, foi o mais gostoso que já fizemos até hoje! Foi possível sentir todos os sabores, sem que nenhum ofuscasse os outros… Desde a carne macia, passando pelo arroz no ponto certo e bem temperado pelas ervas, até os cogumelos, que, por terem sido cozidos no vinho branco, ainda realçavam o sabor do vinho.

Esperamos que gostem da receita! Quem fizer, não esqueça de nos marcar no instagram se postarem foto (@cozidomisto) ou de voltar aqui pra nos contar o que achou!

Receita: Cogumelos à Provençal e Filé com Shimeji ao Shoyu

O post de hoje tem duas receitas, que fizemos e comemos no mesmo dia, porque somos gordos apaixonados por cogumelos.

A receita de cogumelos à provençal foi inspirada na entrada maravilhosa que comemos no Au Bon Vivant. E, olha, ficou muito boa e bem parecida! :)

Já o filé com shimeji no shoyu é um petisco de fácil execução que costumamos fazer.

Nós vamos passar o Dia dos Namorados em casa, cozinhando juntos. Não gostamos muito de sair pra jantar nessa data, porque os restaurantes geralmente colocam menus fixos com preços exorbitantes e ficam lotados, tornando a comemoração um pouco impessoal.

Então, nossa sugestão é fazer o filé com shimeji ao shoyu de petisco para comer durante o jogo do Brasil na Copa e os cogumelos à provençal de entrada do jantar.

COGUMELOS À PROVENÇALImagem

Ingredientes

300 g de cogumelos de paris (champignon fresco)

150 g de tomates cereja partidos ao meio

Meia cebola picada em cubinhos

2 dentes de alho picados em cubinhos e 4 dentes inteiros (com casca)

200 ml de vinho branco seco

Cebolinha e salsinha

Sal, pimenta do reino e noz moscada

Alecrim

Manteiga

1 baguete

(obs: as medidas estão aproximadas, pois fizemos no olho)

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Modo de preparo

Primeiro, é preciso limpar os cogumelos, que geralmente vêm sujos de terra. Essa parte é um pouco chatinha, mas muito importante. Usamos um papel toalha e vamos limpando delicadamente cogumelo por cogumelo… Delicadamente, viu?, porque os cogumelos são sensíveis, e se você colocar muita força, pode acabar arrancando algumas fatias deles. Não lave com água, pois ele irá absorvê-la. Nessa receita, não é possível substituir os cogumelos frescos pelos em conserva, pois o champignon é a estrela do prato e, se você usar em conserva, vai ficar péssimo – palavra de quem já provou cogumelos à provençal em conserva, num restaurante em Colonia del Sacramento, no Uruguai. Após a limpeza, pique os cogumelos (pode ser em forma de “x” ou em 3 fatias) – o importante aqui é que os pedaços não sejam finos ou pequenos.

Fatie a baguete em torradas não muito finas e asse por cerca de 10 min, virando as torradas para dourá-las dos dois lados. Se preferir, pode passar um pouco de manteiga em um dos lados, para as torradas ficarem douradinhas (nós pulamos essa etapa por preguiça, rs).

Em uma panela, coloque duas colheres de manteiga e doure rapidamente os dentes de alho e a cebola picados. Adicione os cogumelos e refogue. Em seguida, coloque os tomates cereja partidos ao meio, salsinha e cebolinha picados, o alecrim e deixe cozinhar um pouco no caldo do tomate. Tempere com um pouco de sal e pimenta do reino. Quando o caldo do tomate já tiver reduzido um pouco, adicione o vinho e os dentes de alho inteiros e deixe cozinhar até o caldo engrossar e reduzir um pouco mais. Não deixe secar, pois o caldo fica delicioso no pão! Se necessário, corrija o tempero. O alecrim, a salsinha e a cebolinha darão o toque especial desse molho.

Sirva com as torradas.

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FILÉ COM SHIMEJI AO SHOYU

Ingredientes

200 g de shimeji fresco

300 g de filé picado em cubos

Manteiga

Molho shoyu

Cebolinha

Sal e pimenta do reino para temperar

(obs: as medidas estão aproximadas, pois fizemos no olho)

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Modo de preparo

Corte a base do shimeji, que mantém os cogumelos unidos. Não pique os cogumelos: o ideal é deixá-los inteiros e compridos, como na foto. Não se assuste se a quantia parecer muita, pois eles murcham bastante após o cozimento.

Tempere os cubos de carne com sal e pimenta do reino. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e frite a carne.

Em uma panela, coloque uma colher de sopa bem cheia de manteiga para refogar o shimeji. Depois que os cogumelos tiverem murchado um pouco, adicione o molho shoyu, numa quantia suficiente apenas para cozinhar o shimeji. Não exagere, pois muito shoyu pode ofuscar o sabor do cogumelo e salgar demais a receita. Quando já tiver secado quase todo o molho, junte a carne, misture com o shimeji e o molho, e retire do fogo. Para servir, salpique um pouco de cebolinha picada.

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Esperamos que curtam essas receitas tanto quanto nós! Quem fizer, posta uma foto no instagram e marca a gente lá (@cozidomisto) ou volta e conta aqui pra gente o que achou! :)

BH: Café Biografias

Continuando nossa saga para conhecer os bares mais badalados do Maletta (já viram o post sobre o Dub?), hoje vamos falar sobre o Café Biografias.

Dos estabelecimentos mais novos, que surgiram após o “renascimento” do Maletta, o Biografias é o segundo mais antigo. Uma das curiosidades do local é que, a cada três meses, um novo chef assume as panelas.

O bar ocupa a varanda do segundo andar, de frente para a Rua da Bahia, e tem algumas mesas dentro da loja e outras espalhadas pela varanda. Um ambiente gostoso para um almoço tranquilo ou um happy hour. A decoração mistura elementos românticos com referências cinematográficas, musicais e políticas.

Para esse post, fomos ao Biografias em três ocasiões, sendo um almoço e duas vezes à noite. Em cada ida, saímos do lugar com uma impressão diferente, mas nenhuma delas muito boa…

Há alguns dias, estávamos de bobeira no centro e, sentindo a fome apertar, decidimos almoçar no Maletta. Havíamos lido que o Biografias servia um menu executivo de almoço a preços convidativos, com cardápio que varia todo dia. Encontramos o bar vazio, o que não impediu de o atendimento ser demasiadamente lento. Dentre as opções disponíveis na ocasião, escolhemos o escalope de filé acompanhado de spaghetti à carbonara, recebendo, de entrada, uma salada de alface, tomate e lascas de parmesão.

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Para acompanhar o almoço executivo, cerveja Eisenbahn Weizenbier (R$9,00).

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Almoço executivo (R$20,90): Menu do dia – Escalope de filé e espaguete à carbonara.

Infelizmente, o prato principal estava bem sem graça. A carne não nos pareceu filé e não estava saborosa. O molho aguado e engordurado (estão vendo as bolhas de óleo?) não conseguia salvar o filé. O carbonara do espaguete passou longe e os poucos pedaços de bacon em cima da massa eram pura gordura, zero carne. Sem falar que o spaghetti estava muito além do ponto ideal. Por incrível que pareça, a única coisa boa do prato inteiro era o ramo de alecrim fresco

Mas como somos brasileiros e não desistimos nunca, fomos ao Biografias duas outras vezes, a fim de provar as especialidades presentes no cardápio regular da Casa. E de quebra pra curtir o ambiente e a vista proporcionada pela varanda do Maletta.

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Ah, a vista… Muito bom sentar na varanda e beber um pouco vendo a vida passar lá embaixo na rua.

Na primeira vez em que fomos à noite, pedimos uma porção de cogumelos no molho de queijo. Era um sábado à noite, após o feriado de 1º de maio. Nossa vontade era, na verdade, de ir ao Dub, mas, chegando lá, estava fechado, assim como vários outros estabelecimentos do Maletta. Resolvemos, então, nos sentar na varanda do Biografias, um dos poucos bares abertos na ocasião.

Ao iniciarmos os pedidos, começaram as frustrações. Pedimos uma Eisenbahn, mas disseram que estavam em falta. Pedimos uma taça de vinho, mas também não tinha. O jeito foi beber uma Stella… Mas qual não foi a nossa surpresa quando vimos nas mesas recém-ocupadas exatamente as bebidas que supostamente estavam em falta? Provavelmente, um engano bobo da moça que nos atendeu, mas que já comprometeu um pouco a nossa experiência no lugar.

Mas o grande problema foi a escassez de pessoal na cozinha, só havendo uma cozinheira, sem ajudante nem nada. Consequência: os pratos demoraram uma eternidade. Nossa intenção inicial era comer a porção de cogumelos e dividir outro aperitivo ou um sanduíche, mas, como os cogumelos tardaram muito, e estávamos morrendo de fome, acabamos terminando a noite em outro lugar. O gerente (ou seria o proprietário?) percebeu nossa insatisfação ao pedirmos prematuramente a conta, mas mesmo assim não se aproximou para saber a razão. Faltou atenção com o cliente insatisfeito, né?

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Cogumelo ao creme: cogumelos salteados ao molho de queijo e ervas, acompanhado de baguete (R$28,00)

O preço dos petiscos varia de 16 a 28 reais.

Quem acompanha o blog sabe que não resistimos a cogumelos, especialmente os de paris e shimeji. Mas o que não havíamos contado é que um de nós não gosta de shiitake, sempre relegando o pobre do fungo para o prato vizinho quando presente em alguma receita. Enfim, feito esse pequeno parênteses, vocês já devem ter descoberto o que aconteceu… Pois é, após um século de espera pela porção, eis que ela chega em todo o seu esplendor e glória de… shiitake. Sabemos que devíamos ter perguntado qual espécie de cogumelo era utilizado, mas presumimos (por nosso erro e azar) que eram de paris, por serem mais comuns e pela falta de indicação no cardápio de um cogumelo “diferente”. Quanto ao molho, tinha um forte gosto de queijo, mas nem sombra de ervas. Para quem gosta de shiitake, foi um prato satisfatório, sem nada de especial. Para quem não gosta, uma espera em vão.

Por fim, a última vez no Biografias foi para provar um sanduíche. Na ocasião, duas pessoas na cozinha, e o prato chegou rápido. Só um de nós comeu, porque o outro já tinha desistido da Casa e preferiu lanchar em outro lugar. Atendimento mediano, como sempre…

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Francesinha: compagnon, muçarela, presunto de parma, linguiça, mortadela, roast beef, ovo e molho de cerveja (R$17,50)

O preço dos sanduíches varia de 14 a 17,50 reais.

O conjunto é vistoso, especialmente pelo ovo frito, que, com a gema mole, dava um espetáculo quando furado. No entanto, as quantidades dos ingredientes variavam muito dentro do sanduíche, de forma que o gosto de um sobrepujava os dos demais. No caso, senti que estava comendo um simples pão com mortadela, acompanhado de ovo frito. O molho de cerveja era, em teoria, uma adição interessante, mas estava muito ralo e engordurado, comprometendo, assim, a textura do pão e o gosto do sanduíche.

Bom, o Café Biografias não conseguiu nos conquistar. Fomos três vezes e não saímos bem impressionados em nenhuma delas. O preço é bom, mas a comida é de mediana a fraca. O atendimento também é mediano. Ou seja, nada é suficientemente bom que nos faça querer voltar mais. Afinal, ali mesmo na varanda do Maletta há outros lugares melhores e na mesma faixa de preço.

Café Biografias: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, loja 08 (varanda do segundo andar) – (31) 3567.4651.

BH: Dub

Nos últimos anos, têm surgido, no Edifício Maletta, diversos novos bares, tanto na bela varanda com vista para a Rua da Bahia ou para a Av. Augusto de Lima, quanto em seu interior, sem contar aqueles localizados na calçada, como a nova unidade do Duke’n’Duke.

Sobre o assunto, vale a pena ler esse post no Blog do Girão.

Com tamanha variedade e em busca de novidades, nós dois resolvemos começar a explorar tudo o que o Maletta tem para oferecer. Então, além desse post sobre o Dub, ainda virão mais posts sobre outros bares de lá.

Por enquanto, das opções no segundo andar, o Dub tem sido o nosso preferido. Esse post é fruto de três idas ao bar, que definitivamente conquistou nossos corações com boa comida, boa bebida e preços razoáveis.

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O Dub está localizado na varanda do segundo andar, com frente para a Rua da Bahia e lateral para o corredor. Sua localização estratégica permite que o Dub distribua mais mesas do que os bares do meio da varanda, sendo possível que o cliente se sente em uma mesa próxima à varanda e aproveite a vista, ou no corredor e se proteja do vento nos dias frios. Caso não haja mesa disponível, dá para sentar no balcão e beber uns drinks enquanto espera.

A decoração externa é bem simples, e há mesas e cadeiras de madeira confortáveis. Aqui, confessamos uma falha nossa: em nenhuma das vezes, entramos no bar para reparar na decoração da parte interna, mas vimos que tem uma mesa com sofá.

O atendimento é ok. Os pratos chegam rápido, mas não é possível fazer nenhuma alteração nos pedidos, pois, aparentemente, as porções já são pré-preparadas.

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Em nossa primeira ida, sentamos na disputada varanda e bebemos umas cervejas Gold, produzida pela Kaiser. A long neck custa R$5,50. O bar apresenta uma variedade razoável de cervejas.

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Mini Porpetas Dub: acompanha pães variados com molho pelati em ervas frescas (R$25,00) – obs: possui opção vegan.

A porção vem em quantidade suficiente para duas pessoas. O molho provavelmente é feito com tomate pelado enlatado, aparentemente misturado com tomates frescos. Pra quem é um pouco chatinho, é possível sentir o gosto característico de molho de tomate pronto. Felizmente, ainda assim, o molho é delicioso e muito bem temperado com cebola e ervas, além dos pedaços grosseiros de tomate pelado. As mini porpetas tinham casquinha crocante e interior macio, e também estavam bem temperadas. As torradas de baguete italiana também estavam muito boas e complementavam perfeitamente o prato (só não conseguimos enxergar a variedade dita na descrição, mas tudo bem). Delícia, excelente custo-benefício, vale muito a pena pedir! E ponto por Dub, que oferece uma opção vegan do prato!

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O bar é famoso pela extensa e variada carta de drinks, tanto que foi eleito pela Veja BH como a melhor carta de drinks em 2013. E de lá pra cá, o número de opções aumentou bastante. A média de preços é de 19 reais. Há desde drinks tradicionais, como a Margarita da foto, até alguns mais diferentes, com combinações inusitadas.

Ah, a Margarita estava bem forte, sinal de que eles não economizam no álcool! hehehe

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Linguicinha Vip: com vinho tinto reduzido e molho de mostarda dijon (R$23,00)

Essa foi a única porção que nos decepcionou um pouco. A mostarda não era dijon, e sim do tipo holandesa (escura). Esperávamos que o vinho tinto reduzido fosse um molho, mas na verdade se tratava de um potinho com cebola em tiras, cozida em vinho. As linguicinhas deveriam ter sido fritas por menos tempo, pois ficaram esturricadas por fora e secas por dentro. A porção até que não estava ruim, mas poderia ser beeem melhor.

A porção vem em quantidade suficiente para duas pessoas, mas para ser comida como petisco apenas. Nesse dia, só passamos lá para um happy hour rapidinho, e fomos jantar no Oak, onde ainda comemos prato principal e sobremesa. gordos

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Hacienda La Punta (Chile) – Cabernet Sauvignon (R$40,00)

Além das cervejas e coquetéis, há algumas garrafas de vinho com preço muito amigo (entre 32 e 85 reais) e também a opção de taças de vinho malbec, rosé e sauvignon blanc (12 reais). Não entendemos nada de vinho, e nosso critério é: se dá pra beber, então é bom. E, sim, já que não entendemos nada, escolhemos vinho pelo preço. Pelos nossos critérios, esse estava ótimo.

Eles perguntam se você prefere em temperatura ambiente ou frio. Pedimos frio, e veio muito gelado.

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Iscas de Filet Mignon ao Vinho com Cogumelos Frescos: filet em iscas, cogumelos, vinho branco, tomatinho cereja e creme de leite fresco. Acompanha pães variados. (R$36,00)

Os cogumelos são: cogumelo de paris, shiitake e shimeji, e são utilizadas as versões frescas. Nós amamos cogumelos, e a porção foi muito bem preparada, pois tinha cogumelos com fartura e era possível sentir perfeitamente o gosto de cada um. Aliás, tinha tanto cogumelo, que até achamos que tinha pouca carne, mas, no fim das contas, a proporção estava boa. O molho estava muito gostoso, mas achamos que tinha pouco caldo (amamos molhar o pão no caldinho, quem não?). A carne estava boa, as tiras de filé tinham um bom tamanho e estavam no ponto certo.

Os pães que acompanham a porção são os mesmos que acompanham as mini porpetas, ou seja, baguete italiana e nada de variedade. Isso não é exatamente um problema, pois o pão é gostoso, mas, nesse ponto, a descrição do prato não bate com a realidade.

O Dub é um ótimo lugar para um happy hour ou até mesmo um jantar, seja a dois ou com os amigos. O bar tem uma boa variedade de bebidas e porções a bons preços. Há também hambúrgueres e sanduíches, com média de preços de 20 reais (vimos alguns sendo servidos e pareciam muito bons, queremos ir lá provar). Enfim, boa comida, boa bebida e bom preço. Vale a pena.

Dub: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, sobreloja 5 (varanda do segundo andar), Centro – (31) 3234.2405.