BH: Cantina Piacenza

Quando escrevemos sobre o Ah! Bon, comentamos que nossos almoços rotineiros são bem comuns e corridos, em casa ou em algum self-service, mas que, vez ou outra, procuramos algum lugar para um almoço mais legal. E outro dia mesmo, decidimos que precisávamos de mais opções além do Ah! Bon, pra onde sempre corremos…

Engraçado como já tínhamos cogitado ir à Cantiza Piacenza para almoçar algumas vezes, mas acabamos sempre deixando pra depois… Há uns dias, resolvemos olhar a lista do Duo Gourmet e, após analisarmos qual restaurante seria menos fora de mão para os dois no dia, acabamos escolhendo a Cantina (que fica perto do Diamond). E já dizemos logo que gostamos muito do almoço.

piacenza

O restaurante é bem tranquilo e tem um clima gostoso para um almoço como queríamos. O chão de ladrilhos, as cores escuras e as plantas deixam o ambiente bem aconchegante. O painel com fotos de o Poderoso Chefão dá um charme a mais ao local.

O serviço foi bom e rápido. A rapidez é especialmente importante nessas horas, porque almoço demorado é luxo pro final de semana só.

piacenza executivo

O restaurante oferece um menu executivo com bom custo-benefício. Como estávamos com o Duo Gourmet, pedimos as massas do cardápio regular, mas, se estivéssemos sem, certamente teríamos optado pelo executivo.

piacenza cardápio 2

piacenza cardápio 1

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A Cantina Piacenza tem dois cardápios distintos para almoço e jantar, que estão disponíveis no site (mas sem os preços). O cardápio regular de almoço é mais enxuto, simples e (provavelmente) barato do que o da noite. Contudo, há boas opções de massas e os preços são justos.

piacenza salada

Salada verde pequena (acréscimo de R$7,00)

Salada simples e direta. O molho de limão era gostoso, e as lascas de parmesão fartas. Só senti falta de uns tomatinhos pra dar uma incrementada.

piacenza camarão

Fagottini de camarão: camarão, queijos, molhos branco e vermelho e parmesão (R$27,50)

O prato esbanjava molho, o que não posso dizer não gostei, já que sou da filosofia quanto mais melhor. O problema, na verdade, foi o sabor da mistura dos molhos branco e vermelho, que, apesar de gostoso, ofuscou completamente o tímido sabor dos camarões. Sendo bastante sincero, só com muita vontade, consegui sentir o gosto dos crustáceos, que eram, provavelmente, descongelados, o que contribui para a perda do sabor.

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Fagottini de carne de sol: com requeijão de raspa e crocante de couve (R$25,50)

Essa foi uma ótima escolha, que felizmente está presente também no menu executivo. Os fagottinis foram recheados com fartura e, apesar de ter achado pouco à primeira vista (perdoem a mente gorda, rs), o prato é muito bem servido sim. Tanto que nem aguentamos comer sobremesa depois… A carne de sol do recheio estava macia e bem temperada, sem estar salgada demais. A combinação do molho de tomate com o bechamel trouxe suavidade à massa. Os molhos estavam deliciosos, mas chamo a atenção especificamente para o fato de que o molho de tomate era de tomate de verdade, meio rústico até, com pedacinhos. Eu detesto molho industrializado e acho que acaba com o prato (na minha casa, não entra de jeito nenhum!). Por fim, o crocante de couve (que parece estar na moda em BH) dá o toque final especial a esse prato delicioso.

Bom, gostamos muito do nosso almoço na Cantina Piacenza! Boa opção pra variar a rotina. As massas estavam muito gostosas, os preços são justos e, além do cardápio regular, há a opção de menu executivo.

Cantina Piacenza: R. Aimorés, 2422, Lourdes – (31) 2515.6092. Horário de funcionamento: almoço, de terça a sexta, de 11:30 às 15h, e sábado de 11:30 às 17h; jantar, de terça a sábado, de 19h à 0h.

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BH: Ah! Bon

Esse post estava no rascunho faz tempo…

Bom, nós não sabemos como é o dia-a-dia de vocês, mas imaginamos que seja parecido com o nosso: não dá pra comer em restaurante top todo dia, seja pelo (alto) custo, seja pela falta de tempo. Então, nossa rotina inclui almoçar nos restaurantes self-service perto do trabalho ou de casa, na correria do horário de almoço.

Mas, de vez em quando, é possível dar aquela escapulida para curtir um almoço mais bacaninha… E, nessas oportunidades, um de nossos lugares preferidos é o Ah! Bon. O outro era a Belo Comidaria, que infelizmente fechou as portas.

ah bon almoço

Menu Executivo servido nas unidades do BH Shopping e do Pátio Savassi. Nas unidades Diamond e Lourdes, o cardápio e os preços são diferentes (dá pra conferir no site). De segunda a sexta-feira, exceto feriados, de 12h às 16h.

ah bon salada

Entrada: salada de folhas, muçarela de búfala, tomate cereja, croutons e molho agridoce.

Todos os pratos do Menu Executivo recebem essa salada de entrada. Os pontos positivos dessa salada são as folhas sempre bem frescas, o molho delicioso e o queijo. Porém, só vem um tomatinho cereja partido ao meio e poucos (e pequeninos) croutons.

ah bon risoto

Prato principal: Risoto de filé com ervas frescas (R$37,90)

Esse é o nosso prato preferido! A quantidade é suficiente pra sair de lá rolando, rs. O ponto alto é que o risoto sempre está no ponto ideal, al dente e não empapado, e eles não usam arroz branco. Parece um comentário besta, já que o tipo do arroz é uma das coisas mais importantes em um risoto, mas o que tem de restaurante por aí que faz risoto com arroz branco não é brincadeira… Os pedaços de filé vêm em abundância e estão sempre bem macios e temperados. O toque final fica por conta do sabor das ervas e do queijo parmesão ralado na hora.

Quem quiser fazer parecido em casa, já postamos aqui uma receita de risoto de ervas com champignon e filé.

ah bon escalope batata

Prato principal: Escalope de filé ao molho de mostarda e champignon com batata gratinada (R$37,90)

Após ter repetido o risoto de filé em vários almoços no Ah! Bon, acabei seduzido pela combinação filé + mostarda + champignon. A carne estava muito gostosa e macia, não estando bem passada… graças a Deus. Por outro lado, o molho de mostarda deixou a desejar, já que era ralo demais e com gosto de menos. Honestamente, só com um pouco de esforço, consegui sentir o sabor da mostarda. Quanto aos champignons, o restaurante não nos decepcionou, apresentando cogumelos frescos, e não os em conserva.

O gratinado de batatas era o carboidrato que não podia faltar ao prato. Apesar de não gostar muito normalmente desse acompanhamento, achei o do Ah! Bon muito bom.

ah bon escalope risoto

Prato principal: Escalope de filé ao molho de mostarda dijon com risoto parmegiano (R$46,10)

Como podem perceber, esse prato não está na lista dos executivos por R$37,90. No entanto, não há muita diferença dele para o prato anteriormente citado, o que nos fez questionar a razão dos preços distintos.

A carne e o molho seguiram à risca o padrão que já comentamos, o que, apesar de reproduzir os defeitos mencionados, demonstra a coerência e constância do restaurante, tornando-o confiável, já que menos propenso a irregularidades no dia-a-dia. O risoto era básico, mas muito bem feito. O parmesão não se fazia de rogado, estando seu gosto muito presente no prato.

O Ah! Bon é uma opção sem erro: a comida é sempre boa e eles utilizam ingredientes de qualidade. Vale a pena fugir um pouco da rotina para um almoço especial. O único “problema” é que, como os pratos são muito bem servidos, nunca conseguimos provar as sobremesas…

Ah! Bon Café BH Shopping: Espaço Gourmet, 2º Piso – (31) 3286.1056. Aberto Diariamente de 10h às 23h.

Pátio Savassi: 2º Piso, Quiosque 01 – (31) 3281.1742. Aberto diariamente de 10h às 23h.

Diamond Mall: piso OM do shopping – (31) 3292.9004. Aberto diariamente de 10h às 23h.

Restaurante Lourdes: Rua Fernandes Tourinho, 801, Lourdes – (31) 3281.6260. Horário de funcionamento: segunda à sexta‐feira, de 12h à 01h; sábado, domingo e feriados: de 8h à 01h.

BH: Maurizio Gallo

Nos últimos tempos, entramos em uma “vibe” de restaurantes italianos, o que é ótimo, já que um prato de massa dificilmente decepciona. Então, após irmos ao Est! Est!! Est!!! e ao Dona Derna, resolvemos conhecer o já tradicional Maurizio Gallo.

O restaurante é comandado pelo simpático italiano Maurizio Gallo, que tivemos a felicidade de conhecer no dia. Zeloso com o serviço e com a reputação do restaurante, ele esteve o tempo todo circulando entre as mesas, checando pedidos e a opinião dos clientes, e até parava um pouco para conversar.

maurizio

Fomos na unidade nova no Lourdes, deixando a da Avenida Nossa Senhora do Carmo para outra oportunidade. De longe, é possível localizar a Casa facilmente, por conta das bandeirinhas da Itália.

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O restaurante tem dois andares, sendo que o primeiro tem pouquíssimas mesas e o movimento fica concentrado mesmo é no segundo, onde sentamos na varanda. Fomos para um almoço de domingo, e o ambiente estava muito agradável.

E preciso dizer que achei uma graça os jogos americanos com tecido xadrez de vermelho e branco! Uma maneira divertida e menos óbvia de trazer a tradicional toalha italiana pra mesa.

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Para beber, escolhemos uma garrafa do tempranillo espanhol Toro Loco (R$56,93).

Já falamos por aqui que não somos entendidos do assunto e que, por isso, o nosso critério na hora de escolher um vinho é basicamente preço. O engraçado foi o Maurizio Gallo, quando nos viu olhando a carta de vinhos, comentar (aparentemente decepcionado) que ele faz de tudo para trazer opções de vinhos mais em conta, mas que os belorizontinos insistem nos rótulos mais caros, motivando, assim, constantes mudanças na carta. Depois tem gente que não entende o porquê dos altos preços nos restaurantes de BH…

Nós aproveitamos uma promoção do restaurante e pagamos 59 reais por prato principal e sobremesa para duas pessoas. O preço que pagamos valeu muito a pena, pois as massas custavam, em média, 45 reais, e as sobremesas, 18 reais. Achamos os preços normais um pouco salgados, pois se tratavam de pratos simples.

Nossos pratos demoraram muito, aproximadamente 50 minutos. No entanto, a falha foi devidamente justificada e desculpada pelo proprietário, que, como dissemos no início do post, estava o tempo todo circulando pelo restaurante e conversando com os clientes. Essa atenção faz grande diferença, fazendo o cliente entender que esses inconvenientes não são fruto de descaso, mas sim dos desafios de prestar um bom serviço.

Um detalhe: o Maurizio Gallo oferece opções de massas e sobremesas sem glúten e lactose para os intolerantes – ou mesmo para quem apenas resolveu cortá-los da dieta.

Quando saímos pra comer massa, geralmente precisamos optar por entrada ou sobremesa, pois sempre ficamos muito satisfeitos. Nesse caso, como já comeríamos sobremesa, pulamos a entrada.

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Fettuccine caseiro com molho campestre (molho de tomate pelado italiano com mini almôndegas)

A massa caseira estava deliciosa. Pra mim, que prefiro mais cozida do que al dente, o ponto estava ideal. O problema ficou por conta das mini almôndegas: tão minis e em pouca quantidade, que o molho mais parecia bolonhesa, só que com pouca carne. Gostosa, mas não acho que valha o preço regular (cerca de 45 reais).

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Fettuccine caseiro com molho de cordeiro (molho de tomate pelado italiano com cordeiro desfiado e especiarias)

Assim como o prato anterior, o fettuccine com molho de cordeiro não surpreendia pela quantidade de carne, apresentando alguns poucos pedaços misturados à massa. Apesar do excesso de sal no molho, o conjunto estava saboroso, e a massa no ponto certo.

Na minha próxima vez no restaurante, vou pedir o espaguete flambado na forma de parmesão, que, só pela apresentação e preparo, já vale o prato.

maurizio salame

Fatias de salame de chocolate com sorvete

Pela quantidade, seria difícil dividir essa sobremesa pra dois, além do fato de que seu preço regular é alto (18 reais). O salame estava gostoso, mas nada excepcional. Já o sorvete tinha cristais de gelo…

maurizio tiramisu

Tiramisù

A sobremesa estava muito boa, embora pudesse ter mais queijo mascarpone. Um detalhe que me intrigou (e me conquistou) foi a massa, que não parecia de biscoito, e sim de pão-de-ló.

Tudo estava bom, mas nada excelente. Os preços regulares são um pouco altos, considerando a falta de complexidade dos pratos e sobremesas. Se você conseguir uma promoção como a nossa, vale a pena aproveitar para conhecer o restaurante.

Ristorante Maurizio Gallo: Rua dos Aimorés, 2305, Lourdes – (31) 2514.3020 / Av. Nossa Senhora do Carmo, 860, São Pedro – (31) 2555.5432

BH: Café Biografias

Continuando nossa saga para conhecer os bares mais badalados do Maletta (já viram o post sobre o Dub?), hoje vamos falar sobre o Café Biografias.

Dos estabelecimentos mais novos, que surgiram após o “renascimento” do Maletta, o Biografias é o segundo mais antigo. Uma das curiosidades do local é que, a cada três meses, um novo chef assume as panelas.

O bar ocupa a varanda do segundo andar, de frente para a Rua da Bahia, e tem algumas mesas dentro da loja e outras espalhadas pela varanda. Um ambiente gostoso para um almoço tranquilo ou um happy hour. A decoração mistura elementos românticos com referências cinematográficas, musicais e políticas.

Para esse post, fomos ao Biografias em três ocasiões, sendo um almoço e duas vezes à noite. Em cada ida, saímos do lugar com uma impressão diferente, mas nenhuma delas muito boa…

Há alguns dias, estávamos de bobeira no centro e, sentindo a fome apertar, decidimos almoçar no Maletta. Havíamos lido que o Biografias servia um menu executivo de almoço a preços convidativos, com cardápio que varia todo dia. Encontramos o bar vazio, o que não impediu de o atendimento ser demasiadamente lento. Dentre as opções disponíveis na ocasião, escolhemos o escalope de filé acompanhado de spaghetti à carbonara, recebendo, de entrada, uma salada de alface, tomate e lascas de parmesão.

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Para acompanhar o almoço executivo, cerveja Eisenbahn Weizenbier (R$9,00).

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Almoço executivo (R$20,90): Menu do dia – Escalope de filé e espaguete à carbonara.

Infelizmente, o prato principal estava bem sem graça. A carne não nos pareceu filé e não estava saborosa. O molho aguado e engordurado (estão vendo as bolhas de óleo?) não conseguia salvar o filé. O carbonara do espaguete passou longe e os poucos pedaços de bacon em cima da massa eram pura gordura, zero carne. Sem falar que o spaghetti estava muito além do ponto ideal. Por incrível que pareça, a única coisa boa do prato inteiro era o ramo de alecrim fresco

Mas como somos brasileiros e não desistimos nunca, fomos ao Biografias duas outras vezes, a fim de provar as especialidades presentes no cardápio regular da Casa. E de quebra pra curtir o ambiente e a vista proporcionada pela varanda do Maletta.

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Ah, a vista… Muito bom sentar na varanda e beber um pouco vendo a vida passar lá embaixo na rua.

Na primeira vez em que fomos à noite, pedimos uma porção de cogumelos no molho de queijo. Era um sábado à noite, após o feriado de 1º de maio. Nossa vontade era, na verdade, de ir ao Dub, mas, chegando lá, estava fechado, assim como vários outros estabelecimentos do Maletta. Resolvemos, então, nos sentar na varanda do Biografias, um dos poucos bares abertos na ocasião.

Ao iniciarmos os pedidos, começaram as frustrações. Pedimos uma Eisenbahn, mas disseram que estavam em falta. Pedimos uma taça de vinho, mas também não tinha. O jeito foi beber uma Stella… Mas qual não foi a nossa surpresa quando vimos nas mesas recém-ocupadas exatamente as bebidas que supostamente estavam em falta? Provavelmente, um engano bobo da moça que nos atendeu, mas que já comprometeu um pouco a nossa experiência no lugar.

Mas o grande problema foi a escassez de pessoal na cozinha, só havendo uma cozinheira, sem ajudante nem nada. Consequência: os pratos demoraram uma eternidade. Nossa intenção inicial era comer a porção de cogumelos e dividir outro aperitivo ou um sanduíche, mas, como os cogumelos tardaram muito, e estávamos morrendo de fome, acabamos terminando a noite em outro lugar. O gerente (ou seria o proprietário?) percebeu nossa insatisfação ao pedirmos prematuramente a conta, mas mesmo assim não se aproximou para saber a razão. Faltou atenção com o cliente insatisfeito, né?

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Cogumelo ao creme: cogumelos salteados ao molho de queijo e ervas, acompanhado de baguete (R$28,00)

O preço dos petiscos varia de 16 a 28 reais.

Quem acompanha o blog sabe que não resistimos a cogumelos, especialmente os de paris e shimeji. Mas o que não havíamos contado é que um de nós não gosta de shiitake, sempre relegando o pobre do fungo para o prato vizinho quando presente em alguma receita. Enfim, feito esse pequeno parênteses, vocês já devem ter descoberto o que aconteceu… Pois é, após um século de espera pela porção, eis que ela chega em todo o seu esplendor e glória de… shiitake. Sabemos que devíamos ter perguntado qual espécie de cogumelo era utilizado, mas presumimos (por nosso erro e azar) que eram de paris, por serem mais comuns e pela falta de indicação no cardápio de um cogumelo “diferente”. Quanto ao molho, tinha um forte gosto de queijo, mas nem sombra de ervas. Para quem gosta de shiitake, foi um prato satisfatório, sem nada de especial. Para quem não gosta, uma espera em vão.

Por fim, a última vez no Biografias foi para provar um sanduíche. Na ocasião, duas pessoas na cozinha, e o prato chegou rápido. Só um de nós comeu, porque o outro já tinha desistido da Casa e preferiu lanchar em outro lugar. Atendimento mediano, como sempre…

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Francesinha: compagnon, muçarela, presunto de parma, linguiça, mortadela, roast beef, ovo e molho de cerveja (R$17,50)

O preço dos sanduíches varia de 14 a 17,50 reais.

O conjunto é vistoso, especialmente pelo ovo frito, que, com a gema mole, dava um espetáculo quando furado. No entanto, as quantidades dos ingredientes variavam muito dentro do sanduíche, de forma que o gosto de um sobrepujava os dos demais. No caso, senti que estava comendo um simples pão com mortadela, acompanhado de ovo frito. O molho de cerveja era, em teoria, uma adição interessante, mas estava muito ralo e engordurado, comprometendo, assim, a textura do pão e o gosto do sanduíche.

Bom, o Café Biografias não conseguiu nos conquistar. Fomos três vezes e não saímos bem impressionados em nenhuma delas. O preço é bom, mas a comida é de mediana a fraca. O atendimento também é mediano. Ou seja, nada é suficientemente bom que nos faça querer voltar mais. Afinal, ali mesmo na varanda do Maletta há outros lugares melhores e na mesma faixa de preço.

Café Biografias: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, loja 08 (varanda do segundo andar) – (31) 3567.4651.

BH: Duke’n’Duke

O Duke’n’Duke é, pelo menos por enquanto, o único lugar que divide nossas opiniões: o melhor em BH para um e superestimado para a outra. Por isso, o post pode parecer um pouco bipolar, mas vamos lá.

Muitos blogs e críticos concederam ao Duke o título de melhor hamburgueria de BH. Enquanto um de nós concorda e adora o hambúrguer do Duke, a outra acha que o melhor é o Bacon Paradise, com preço mais justo e excelente qualidade, e que o hambúrguer do Duke não é tudo isso que dizem por aí.

A que não acha isso tudo se explica: pra fazer esse post, fui duas vezes na mesma semana e comi dois hambúrgueres diferentes, o Armstrong e o Montgomery’s, que são provavelmente os mais famosos de lá, e não vi graça em nenhum dos dois, como falarei mais abaixo. E isso vindo de uma completa viciada em hambúrguer e batata frita! Já tinha ido antes na unidade da R. Alagoas e achado bom, mas nada de extraordinário. No entanto, dessas duas últimas e recentes vezes, achei bem mais ou menos, ainda mais considerando preço cobrado.

E o que acha isso tudo também se explica: nas diversas vezes em que fui ao Duke, nunca saí decepcionado, especialmente pela excelência no preparo na comida e pela inegável qualidade de todos os ingredientes usados nos pratos. Desde a carne, passando pelo pão e pelos demais itens que compõem os diferentes sanduíches servidos, é clara a preocupação com todos os detalhes que tornarão o hambúrguer simplesmente delicioso. Embora em algumas ocasiões o estabelecimento escorregue, comprometendo a experiência do cliente, não acredito que essas eventualidades afastem a ótima imagem que o Duke construiu nos últimos anos.

As fotos desse post foram tiradas em dois dias diferentes, um almoço e um jantar na recém inaugurada unidade da Av. Augusto de Lima.

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Casa nova e vazia… Estava vazia no dia do almoço (foto) e com meia dúzia de gatos pingados no dia do jantar. Se na unidade da Savassi é difícil encontrar lugar, já que o pub é muito pequeno, parece que o mesmo não acontece (ainda) na unidade do Maletta…

O ambiente é escuro, as mesas são de madeira e há sofás inteiros (adoramos! rs), mas o problema é que as mesas são próximas demais… A decoração segue o estilo de pub irlandês e é bem clean, apenas com alguns quadrinhos na parede de astros do jazz e do rock, que remetem ao estilo musical do Duke.

Já em relação ao atendimento, parece não haver um padrão mínimo de qualidade. Enquanto no dia do jantar fomos super bem atendidos por duas garçonetes fofas, no dia do almoço o atendimento foi bem fraco, zero simpatia e nem um pouco atencioso. E olha que, além da nossa, só mais duas mesas estavam ocupadas, então não tem nem a desculpa de que é por causa da lotação.

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Em uma coisa concordamos: os preços do Duke são elevados. Onde já se viu um hambúrguer simples custar 30 realidades? Não vamos nem falar dos que chegam a 40… Sério, os hambúrgueres servidos (por melhores que sejam) não justificam o preço cobrado. Dizemos isso porque, na maioria, os ingredientes não são tão caros assim, para fazerem jus ao preço alto dos sanduíches.

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Wäls Witte – 300ml (R$16,90)

Um dos diferenciais do Duke é a sua ótima seleção de cervejas importadas e artesanais. Além de brejas engarrafadas de variados estilos e nacionalidades, é possível encontrar também chopp de Guinness e as nacionais da Wäls, com destaque para a Pale Ale Duke. Aqui, uma observação: as cervejas que levam o nome da casa agora são produzidas pela cervejaria mineira Wäls, e não mais pela Taberna do Vale.

Sobre a Wäls Witte, pedida no almoço, a descrição oficial no site diz: “Cerveja de trigo de receita belga, extremamente refrescante. Elaborada com especiarias diversas. Coloração amarelo claro, turvo. Aroma cítrico e condimentado que remetem a especiarias como a pimenta da jamaica e laranja da terra. De corpo leve, com espuma consistente e cremosa.” Mas, pra ser sincera, não curti. Achei a cerveja bem rala/aguada e, como dá pra ver na foto, não formou espuma nenhuma. E achei carinha pra uma cerveja nacional de 300ml só…

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Duke’n’Duke (redução de Guinness com molho tradicional inglês e especiarias) e Garlic & Honey (alho e mel) – R$2,00 cada.

Antes dos hambúrgueres, a melhor parte: os molhos. Vale muito a pena pedir, fazem muita diferença no hambúrguer e ficam deliciosos com a batata.

Olhando essas fotos, não conseguimos entender o porquê de um dos molhos ter sido servido em quantidade bem inferior à do outro…

Gostei tanto do Garlic & Honey, que repeti no dia do almoço. Só que, diferente da primeira vez, veio muito açucarado. Sabe quando o mel fica muito grosso, cheio de cristais de açúcar? Estava assim, e sem muito gosto de alho… fiquei um pouco decepcionada, afinal é fácil recuperar um pote de mel açucarado, né? Mas enfim.. é um molho delicioso.

Vale a pena falar sobre as batatas fritas também. O cliente pode escolher entre as opções fries (batatas cortadas no sentido do comprimento e gordinhas) ou chips (nunca pedimos, mas é cortada redonda e um pouco mais grossa também). Em seguida, escolhe-se o tipo de tempero: sal comum, cítrico (sempre nossa escolha) ou apimentado.

As batatas são bem gostosas e, sem dúvida, um dos diferenciais do estabelecimento. Mas nem sempre vêm no cozimento ideal: já recebemos batatas duras por dentro. Outro ponto negativo que observamos em nossas últimas idas é a diminuição da quantidade de batatas, ou melhor dizendo, do tamanho: a quantidade é sempre a mesma, ou seja, 4 ou 5 batatinhas, mas agora estão da metade do tamanho de antigamente. E se tem uma coisa que me irrita enquanto estou comendo meu hambúrguer é ter que racionar as batatas. #chatiada

E mais um detalhe, dessa vez positivo: sempre perguntam o ponto da carne, e costumam seguir o pedido do cliente.

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Montgomery’s (Wes): pão, burguer de picanha, cebola caramelizada na Guinness, queijo cheddar – R$29,90.

A carne estava ao ponto e tinha tudo pra dar certo (burguer de picanha, né!), mas não tinha tempero nenhum. O queijo cheddar processado também não adiciona sabor ao prato e a cebola caramelizada na Guinness não foi capaz de salvar o sanduíche, até porque mal dava para senti-la. No fim das contas, achei o hambúrguer sem graça e sem gosto. Sorte que tinha o molho Garlic & Honey pra salvar a pátria.

Lembro que esse também foi o meu pedido na minha primeira ida ao Duke. Queria adicionar bacon, mas o chef não deixa fazer nenhum acréscimo. Frescura incômoda pro cliente, viu?

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Armstrong (Louis): pão, burguer de picanha, bacon, queijo prato, cebola roxa, home sauce, alface americana – R$29,90.

Mais um hambúrguer que tinha tudo pra dar certo, mas o conjunto deixou a desejar… Carne ao ponto e sem tempero, assim como no Montgomery’s. O bacon estava molenga, senti falta da crocância. O home sauce era um molho frio de tomate e me surpreendeu um pouco (ainda não sei se positiva ou negativamente), pois eu, inocente que não sabia de nada, estava esperando algo diferente… Enfim, poderia ser melhor, poderia ter mais gosto, o bacon poderia ser mais crocante, o home sauce poderia estar explicado no cardápio. Estava melhor do que o Montgomery’s, mas ainda assim muito longe de ser um hambúrguer excelente ou o melhor de BH – e menos ainda de ser o preferido da vida… Mais uma vez, o Garlic & Honey fez as honras da casa e salvou meu lanche.

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Mingus: pão francês redondo, burguer de picanha, queijo estepe, molho barbecue gourmet, alface americana – R$32,90.

O hambúrguer estava ótimo, com a carne no ponto pedido. Fiquei um pouco confuso sobre o que tornaria gourmet o molho barbecue. A única diferença que pude sentir foi que o gosto estava mais suave e menos apimentado que o molho normal. De qualquer modo, casava muito bem com o conjunto do sanduíche. Houve, no entanto, um pequeno problema (que se tornou mais irritante posteriormente): o pão não era francês, como descrito no cardápio. Tratava-se, obviamente, do pão normal da casa, o que não é demérito nenhum, já que é bem gostoso.

Ao me entregarem o prato, indaguei à garçonete se não havia pão francês no dia, movido mais por surpresa do que por indignação. Não sabendo responder, ela foi à cozinha para descobrir a causa da confusão. Para a minha surpresa, a resposta foi, simplesmente, que eu havia me enganado, já que o pão utilizado era (na versão deles) o francês. A diferença entre os pães supostamente seria somente no sabor, e não na aparência: o normal seria doce, ao passo que o francês salgado. Isso não é verdade, pois já vimos e comemos o pão francês da casa, que sempre foi completamente diferente do pão normal.

Honestamente, não conseguimos entender o porquê de não terem reconhecido o equívoco na montagem do hambúrguer. Cometer pequenos enganos é algo normal e aceitável, especialmente em restaurantes que abriram há pouco (como o Duke no Maletta). Inaceitável e desrespeitoso é tentar enganar o cliente, transformando uma situação simples e de pouca importância em um episódio desagradável e irritante.

Pois bem. Nossas opiniões se dividem sobre a qualidade do hambúrguer, mas convergem em relação ao exagero dos preços. Melhor você ir lá e tirar suas próprias conclusões.

Duke’n’Duke: R. Alagoas, 1470, Savassi(31) 3264 9857 + Av. Augusto de Lima, 245, Centro – (31) 3567 7570.

BH: Oak Restaurante e Wine Bar

Nossa primeira ida ao Oak foi para jantar durante a edição do segundo semestre de 2013 do Restaurant Week. Gostamos tanto, que voltamos na 8ª Edição do Restaurant Week em BH. O cardápio de almoço custava R$37,90 + R$1 (Jornada Solidária).

Chegamos cedo, pois não tínhamos reservas e estávamos com (muita) fome. Durante nosso almoço, a casa lotou bastante, mas ainda assim o atendimento foi excelente do início ao fim, mantendo a boa impressão que já tínhamos.

A decoração, na qual prevalece o uso da madeira, é bem charmosa. A única ressalva que fazemos é que, da vez em que fomos para jantar, sentamos na área interna e ficamos muito incomodados com uma televisão passando propagandas (!) que estava bem em frente à nossa mesa. Porque, né, qual a necessidade disso, gente? A luz era chata e a televisão desviava involuntariamente nossa atenção, muito desagradável.

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Fomos para um almoço de domingo e sentamos na varanda, bebendo umas cervejas, num clima muito agradável. Pra variar, a cerveja era Stella… mas como era domingo e estava de dia, vamos perdoar.

Engraçado que, apesar de a casa ter uma vasta e (teoricamente) boa carta de vinhos, notamos que grande parte das mesas também estava consumindo cerveja. E aí, permanece nosso questionamento: por que os bons restaurantes de BH não investem em uma melhor carta de cervejas também?

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Entrada: Confit de bacalhau com galette de batata crocante e tapenade de olivas.

Entrada deliciosa, cujo único pecado era o excesso de gordura no galette de batata, que, a propósito, estava realmente crocante. O tapenade de olivas conferia a acidez ideal ao prato e reinventava a parceria bacalhau + azeitonas pretas de forma muito feliz. A combinação de sabores e texturas nos deixou muito satisfeitos.

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Prato principal: Pappardelle de funghi nero com ragu de costela bovina e dijon.

O pappardelle estava bem cozido, o que agradou o paladar de um e desagradou o do outro, que prefere a massa mais al dente. O molho estava gostoso, porém um pouco ralo, poderia ser mais encorpado… Não sentimos nem o cheiro da mostarda dijon, que ficou só no nome do prato. A quantidade de funghi poderia ser maior. No entanto, apesar dos pesares, a massa estava deliciosa e só faltou lambermos os pratos! rs

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Sobremesa: Parfait de doce de leite, compota de banana e farofa de castanhas.

O parfait estava com ótima consistência e levemente gelado. Não se destacou o gosto do doce de leite, o qual acabou completamente obscurecido pela essência de café utilizada (que, diga-se de passagem, não constava na descrição da sobremesa, o que pode desagradar aqueles que não são adeptos). De toda forma, o resultado era positivo, especialmente em razão da farofa de castanhas, que casava muito bem com a textura da sobremesa.

Por outro lado, a compota de banana foi um aspecto negativo do prato, já que nem o seu gosto e nem a sua aparência despertavam qualquer interesse em experimentá-la. Analisando o conjunto, a bolinha de banana restou totalmente desconexa dos demais ingredientes, de modo que a sua introdução poderia ter sido melhor pensada pela casa.

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Sobremesa: Sorbet de goiaba com creme de queijo canastra e caramelo de goiabada.

Em uma expressão: alôôô Minas Gerais!! hahaha Falando sério agora, essa sobremesa, tão tão mineira, estava extraordinária. O creme de queijo e a goiabada caseira (com gosto de goiaba mesmo, nada artificial) casavam perfeitamente. O sorbet de goiaba só adicionou mais gostosura ainda. Seria muito feliz comendo isso todos os dias da minha vida!

O Oak é muito bom, não é à toa que voltamos. Vale muito a pena ir lá durante o Restaurant Week, pois os cardápios são bons e a casa mantém a qualidade da comida e do atendimento durante o evento.

Oak: R. Curitiba, 2164, Lourdes – (31) 2511.6694.