BH: Duke’n’Duke

O Duke’n’Duke é, pelo menos por enquanto, o único lugar que divide nossas opiniões: o melhor em BH para um e superestimado para a outra. Por isso, o post pode parecer um pouco bipolar, mas vamos lá.

Muitos blogs e críticos concederam ao Duke o título de melhor hamburgueria de BH. Enquanto um de nós concorda e adora o hambúrguer do Duke, a outra acha que o melhor é o Bacon Paradise, com preço mais justo e excelente qualidade, e que o hambúrguer do Duke não é tudo isso que dizem por aí.

A que não acha isso tudo se explica: pra fazer esse post, fui duas vezes na mesma semana e comi dois hambúrgueres diferentes, o Armstrong e o Montgomery’s, que são provavelmente os mais famosos de lá, e não vi graça em nenhum dos dois, como falarei mais abaixo. E isso vindo de uma completa viciada em hambúrguer e batata frita! Já tinha ido antes na unidade da R. Alagoas e achado bom, mas nada de extraordinário. No entanto, dessas duas últimas e recentes vezes, achei bem mais ou menos, ainda mais considerando preço cobrado.

E o que acha isso tudo também se explica: nas diversas vezes em que fui ao Duke, nunca saí decepcionado, especialmente pela excelência no preparo na comida e pela inegável qualidade de todos os ingredientes usados nos pratos. Desde a carne, passando pelo pão e pelos demais itens que compõem os diferentes sanduíches servidos, é clara a preocupação com todos os detalhes que tornarão o hambúrguer simplesmente delicioso. Embora em algumas ocasiões o estabelecimento escorregue, comprometendo a experiência do cliente, não acredito que essas eventualidades afastem a ótima imagem que o Duke construiu nos últimos anos.

As fotos desse post foram tiradas em dois dias diferentes, um almoço e um jantar na recém inaugurada unidade da Av. Augusto de Lima.

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Casa nova e vazia… Estava vazia no dia do almoço (foto) e com meia dúzia de gatos pingados no dia do jantar. Se na unidade da Savassi é difícil encontrar lugar, já que o pub é muito pequeno, parece que o mesmo não acontece (ainda) na unidade do Maletta…

O ambiente é escuro, as mesas são de madeira e há sofás inteiros (adoramos! rs), mas o problema é que as mesas são próximas demais… A decoração segue o estilo de pub irlandês e é bem clean, apenas com alguns quadrinhos na parede de astros do jazz e do rock, que remetem ao estilo musical do Duke.

Já em relação ao atendimento, parece não haver um padrão mínimo de qualidade. Enquanto no dia do jantar fomos super bem atendidos por duas garçonetes fofas, no dia do almoço o atendimento foi bem fraco, zero simpatia e nem um pouco atencioso. E olha que, além da nossa, só mais duas mesas estavam ocupadas, então não tem nem a desculpa de que é por causa da lotação.

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Em uma coisa concordamos: os preços do Duke são elevados. Onde já se viu um hambúrguer simples custar 30 realidades? Não vamos nem falar dos que chegam a 40… Sério, os hambúrgueres servidos (por melhores que sejam) não justificam o preço cobrado. Dizemos isso porque, na maioria, os ingredientes não são tão caros assim, para fazerem jus ao preço alto dos sanduíches.

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Wäls Witte – 300ml (R$16,90)

Um dos diferenciais do Duke é a sua ótima seleção de cervejas importadas e artesanais. Além de brejas engarrafadas de variados estilos e nacionalidades, é possível encontrar também chopp de Guinness e as nacionais da Wäls, com destaque para a Pale Ale Duke. Aqui, uma observação: as cervejas que levam o nome da casa agora são produzidas pela cervejaria mineira Wäls, e não mais pela Taberna do Vale.

Sobre a Wäls Witte, pedida no almoço, a descrição oficial no site diz: “Cerveja de trigo de receita belga, extremamente refrescante. Elaborada com especiarias diversas. Coloração amarelo claro, turvo. Aroma cítrico e condimentado que remetem a especiarias como a pimenta da jamaica e laranja da terra. De corpo leve, com espuma consistente e cremosa.” Mas, pra ser sincera, não curti. Achei a cerveja bem rala/aguada e, como dá pra ver na foto, não formou espuma nenhuma. E achei carinha pra uma cerveja nacional de 300ml só…

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Duke’n’Duke (redução de Guinness com molho tradicional inglês e especiarias) e Garlic & Honey (alho e mel) – R$2,00 cada.

Antes dos hambúrgueres, a melhor parte: os molhos. Vale muito a pena pedir, fazem muita diferença no hambúrguer e ficam deliciosos com a batata.

Olhando essas fotos, não conseguimos entender o porquê de um dos molhos ter sido servido em quantidade bem inferior à do outro…

Gostei tanto do Garlic & Honey, que repeti no dia do almoço. Só que, diferente da primeira vez, veio muito açucarado. Sabe quando o mel fica muito grosso, cheio de cristais de açúcar? Estava assim, e sem muito gosto de alho… fiquei um pouco decepcionada, afinal é fácil recuperar um pote de mel açucarado, né? Mas enfim.. é um molho delicioso.

Vale a pena falar sobre as batatas fritas também. O cliente pode escolher entre as opções fries (batatas cortadas no sentido do comprimento e gordinhas) ou chips (nunca pedimos, mas é cortada redonda e um pouco mais grossa também). Em seguida, escolhe-se o tipo de tempero: sal comum, cítrico (sempre nossa escolha) ou apimentado.

As batatas são bem gostosas e, sem dúvida, um dos diferenciais do estabelecimento. Mas nem sempre vêm no cozimento ideal: já recebemos batatas duras por dentro. Outro ponto negativo que observamos em nossas últimas idas é a diminuição da quantidade de batatas, ou melhor dizendo, do tamanho: a quantidade é sempre a mesma, ou seja, 4 ou 5 batatinhas, mas agora estão da metade do tamanho de antigamente. E se tem uma coisa que me irrita enquanto estou comendo meu hambúrguer é ter que racionar as batatas. #chatiada

E mais um detalhe, dessa vez positivo: sempre perguntam o ponto da carne, e costumam seguir o pedido do cliente.

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Montgomery’s (Wes): pão, burguer de picanha, cebola caramelizada na Guinness, queijo cheddar – R$29,90.

A carne estava ao ponto e tinha tudo pra dar certo (burguer de picanha, né!), mas não tinha tempero nenhum. O queijo cheddar processado também não adiciona sabor ao prato e a cebola caramelizada na Guinness não foi capaz de salvar o sanduíche, até porque mal dava para senti-la. No fim das contas, achei o hambúrguer sem graça e sem gosto. Sorte que tinha o molho Garlic & Honey pra salvar a pátria.

Lembro que esse também foi o meu pedido na minha primeira ida ao Duke. Queria adicionar bacon, mas o chef não deixa fazer nenhum acréscimo. Frescura incômoda pro cliente, viu?

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Armstrong (Louis): pão, burguer de picanha, bacon, queijo prato, cebola roxa, home sauce, alface americana – R$29,90.

Mais um hambúrguer que tinha tudo pra dar certo, mas o conjunto deixou a desejar… Carne ao ponto e sem tempero, assim como no Montgomery’s. O bacon estava molenga, senti falta da crocância. O home sauce era um molho frio de tomate e me surpreendeu um pouco (ainda não sei se positiva ou negativamente), pois eu, inocente que não sabia de nada, estava esperando algo diferente… Enfim, poderia ser melhor, poderia ter mais gosto, o bacon poderia ser mais crocante, o home sauce poderia estar explicado no cardápio. Estava melhor do que o Montgomery’s, mas ainda assim muito longe de ser um hambúrguer excelente ou o melhor de BH – e menos ainda de ser o preferido da vida… Mais uma vez, o Garlic & Honey fez as honras da casa e salvou meu lanche.

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Mingus: pão francês redondo, burguer de picanha, queijo estepe, molho barbecue gourmet, alface americana – R$32,90.

O hambúrguer estava ótimo, com a carne no ponto pedido. Fiquei um pouco confuso sobre o que tornaria gourmet o molho barbecue. A única diferença que pude sentir foi que o gosto estava mais suave e menos apimentado que o molho normal. De qualquer modo, casava muito bem com o conjunto do sanduíche. Houve, no entanto, um pequeno problema (que se tornou mais irritante posteriormente): o pão não era francês, como descrito no cardápio. Tratava-se, obviamente, do pão normal da casa, o que não é demérito nenhum, já que é bem gostoso.

Ao me entregarem o prato, indaguei à garçonete se não havia pão francês no dia, movido mais por surpresa do que por indignação. Não sabendo responder, ela foi à cozinha para descobrir a causa da confusão. Para a minha surpresa, a resposta foi, simplesmente, que eu havia me enganado, já que o pão utilizado era (na versão deles) o francês. A diferença entre os pães supostamente seria somente no sabor, e não na aparência: o normal seria doce, ao passo que o francês salgado. Isso não é verdade, pois já vimos e comemos o pão francês da casa, que sempre foi completamente diferente do pão normal.

Honestamente, não conseguimos entender o porquê de não terem reconhecido o equívoco na montagem do hambúrguer. Cometer pequenos enganos é algo normal e aceitável, especialmente em restaurantes que abriram há pouco (como o Duke no Maletta). Inaceitável e desrespeitoso é tentar enganar o cliente, transformando uma situação simples e de pouca importância em um episódio desagradável e irritante.

Pois bem. Nossas opiniões se dividem sobre a qualidade do hambúrguer, mas convergem em relação ao exagero dos preços. Melhor você ir lá e tirar suas próprias conclusões.

Duke’n’Duke: R. Alagoas, 1470, Savassi(31) 3264 9857 + Av. Augusto de Lima, 245, Centro – (31) 3567 7570.

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4 respostas em “BH: Duke’n’Duke

  1. Oi pessoal, eu gostava muito do Duke n Dukee nem tanto do bacon paradise (esse me remete a trailer tipo limitado) mas há 1 mês e meio conheci a Deli Handmade e acho que em BH não tem casa igual. Já comi o cheese Deli, o Rib Deli e o XXL com o tal ovo crocante (sensacional) e sem falar nas sobremesas o TROP BON e o Del Ocho (Mini churros) sensacionais !!! Vale a pena, o Chef está sempre bem disposto e aceita muito bem sugestões e críticas (me parece ser um dos proprietários) e tem mais um muito simpático que vai de mesa em mesa para saber o grau de satisfação do cliente e é bem prestativo é nítido o carinho com que são preparados os pratos e a apresentação é top! Vale muito a pena conhecer.

    • Oi, Roberta! Ainda não fomos ao Deli. Temos visto comentários sobre o lugar e estamos curiosos. Como estávamos viajando, ainda não tivemos a oportunidade de ir, mas está na nossa lista!
      Agradecemos suas sugestões! Abraço

  2. Pingback: BH: Dub | COZIDO MISTO

  3. Pingback: BH: Deli Handmade | COZIDO MISTO

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